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16/09/09
Gato Fedorento Entrvista Manuela Ferreira Leite
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14/09/09
SÓCRATES GANHA A MANUELA

O debate de sábado passado, entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite foi claramente ganho por SÓcrates.
Aliás, Sócrates ganhou TAMBÉM os debates televisivos com Portas, Louçã e Jerónimo.
Filipe Luís: "Nem um voto mudou"
Só mesmo estes dois me podiam interromper o jantar da vindima: arroz de feijão com um coelhinho grelhado, tinto da colheita anterior, a boa maçã de Alcobaça. Olhemos para o écrã, a ver se vale a pena...
(Escrevo este comentário na província, sem canais do cabo e sem ouvir outros comentários. Penso, porém, que a frase de Sócrates "se ganhar as eleições, formo UM NOVO GOVERNO COM NOVOS MINISTROS", dita en passant, e passando quase despercebida, é o facto político desta campanha. Aceitam-se apostas para a constituição do hipotético novo Governo socialista)
Os comentários que os leitores do nosso site VISÃO farão em baixo, dirão tudo: o vencedor do debate foi aquele com que simpatizam mais. Não haverá meio termo nem distanciamento possível. A crispação entre PS e PSD e, sobretudo, entre as respectivas lideranças, não permite leituras desapaixonadas. O veredicto do comentador será atacado, de qualquer maneira. O árbitro é sempre o culpado. E no entanto...
Outra vez uma analogia futebolística
E, no entanto, a exibição das duas equipas foi, senão fraca, calculista e para não perder. Utilizei imagens do futebol no debate Sócrates-Louçã e, desculpem lá, tenho de me socorrer, de novo, do mesmo truque. Prometo que não abuso. Só uma frase: este tão aguardado debate foi como a final do campeonato da Europa entre a República Checa e a Alemanha em que, depois de um jogo táctico muito chato, a coisa se decidiu num penalti. Neste caso, nem sequer houve um penalti. Foi um desafio de zero a zero, em que as defesas se superiorizaram aos ataques. Ainda outra analogia que serve às mil maravilhas em partidos tão clubísticos como o PS e o PSD: quando a nossa equipa perde, não mudamos para o adversário. Mesmo que um deles tenha perdido, o que é que isso interessa?...
Afinal, quem ganhou?
Se me perguntassem, diria que teria ganho José Sócrates. Mas foi uma vitória de Pirro, ou seja, sem efeito nenhum. Teve melhor postura, irritou-se menos, irritou menos o espectador neutro, foi - imaginem! - menos arrogante, explicou melhor os seus pontos de vista. Manuela Ferreira Leite foi mais trapalhona - não consegue explicar-se bem - foi exageradamente severa, não conseguiu esclarecer aparentes contradições. Nenhum esteve grande coisa: Sócrates foi como um Citroen Saxo artilhado: montes de papéis, gráficos, recortes, tudo previsto para dar 220 naquela auto-estrada (não sei se repararam...) da mesa do debate. Manuela foi uma Ford Transit pastelona, mas pesada, a amolgar o chassi do adversário sempre que o encostava à berma. Ou seja: Sócrates fez o que se esperava dele - mas não mais do que isso. E Manuela aguentou-se nas curvas. Se Sócrates ganhou, não lhe serve de nada: não foi o suficiente para conquistar um único voto ao PSD. E, aí, Manuela, mesmo que tenha perdido, ganhou: porque o adversário vem de uma derrota eleitoral e está na mó de baixo. Ele é que tinha de acelerar. Mais: há um ano o PS era dado como aspirante a uma maioria absoluta. Assim, se Sócrates não lhe conseguir roubar eleitores, Sócrates perderá...
Alguns flashes
Sócrates desmonta bem a história da qualidade da democracia e da asfixia democrática.
Manuela apresenta a história de vida - e académica, uma boca ao diploma de Sócrates - como garante da credibilidade.
Sócrates ataca os arguidos candidatos a deputados.
Manuela contra-ataca como os duplos candidatos - casos de Ana Gomes e Elisa Ferreira, candidatas às europeias e às autárquicas.
Sócrates replica com o caso Jardim, falso candidato ao Parlamento nacional.
Manuela diz que não abre excepções a falar de casos na Justiça - alusão ao caso Freeport, "não me puxem pela língua"...
Sócrates volta à credibilidade e diz que a política faz-se com humildade e não com arrogância - fantástico...
Manuela é eficaz na descrição da crise de responsabilidade socialista.
Sócrates usa a mesma táctica que usou contra Louçã e começa a descascar o programa do PSD: SCUT's, Serviço Nacional de Saúde, Segurança Social...
Manuela defende-se melhor do que Louçã mas, apesar de dizer que não é ela que está a ser julgada, passa boa parte do debate a justificar-se e a justificar as suas propostas.
Sócrates defende bem o TGV, mas Manuela empata, atacando bem o TGV.
Sócrates fala no Pagamento Especial por Conta - invenção de Manuela - e ela fala-lhe de Paulo Macedo, o eficaz director-geral dos Impostos a quem o PS também tanto deve - também "inventado" por ela.
Sócrates é bom a puxar pelos galões da política social e a atacar o pessimismo da adversária, ela diz que o optimismo também não cria empregos.
Manuela ataca com a demagogia do papão de Espanha, Sócrates contra-ataca com a demagogia do papão privatizador do PSD, no Estado Social.
O discurso de Sócrates é mais compreensível, claro, terra-a-terra, o de Manuela mais hermético, para iniciados.
Sócrates está mais descontraído, nada intimidado, Manuela Faz o seu número de preceptora castigadora do menino mal comportado, e não lhe mostra os dentes. O que não é bom: um sorriso, nas câmaras, não se destina ao adversário, mas aos eleitores. Ninguém a instruiu sobre isso?
Ah, não esqueçamos: Manuela deixou de dizer "piquenas" para corrigir para "pequenas" e médias empresas. Quem ganha o debate é Ricardo Araújo Pereira (o primeiro humorista a apanhar a expressão "piquenas").
Conclusão? Mas qual conclusão?
Desculpem lá: futebol outra vez. Quando uma equipa de que não se espera muito conquista um ponto no Estádio da Luz, os comentadores dizem que jogou melhor do que o Benfica. Manuela Ferreira Leite conquistou um ponto no terreno do adversário - a televisão. O que não é "piquena" coisa.
José Carlos de Vasconcelos: "'Vitória' claríssima de Sócrates" De todos os debates televisivos, este foi o mais claramente desigual na prestação dos dois líderes partidários frente-a-frente. E creio que um mínimo de objectividade obriga a reconhecer, por maior que seja a simpatia face a Manuela Ferreira Leite (MFL), que o seu "vencedor" claríssimo foi José Sócrates. Se se tratasse de um combate de boxe - que felizmente não era, e nem no aspecto metafórico felizmente chegou a ser, não obstante a vivacidade, por vezes agreste, que o caracterizou -, se se tratasse de um combate de boxe, dizia, não teria sido sequer uma vitória os pontos, no fim de todos os "assaltos", antes por KO, lá pelo meio do tempo "regulamentar". Aí talvez pela história das Scuts...
De facto, após a pergunta inicial da moderadora, para Sócrates, em que falou de professores, Freeport, etc., causando ao líder do PS um embaraço ou uma irritação que dificilmente "disfarçou" (e se tivesse começado por protestar sobre o seu teor, como me pareceu lhe apetecia, ou lhe respondesse agastado, isso ter-lhe-ia sido muito negativo), a pergunta inicial, para MFL, sobre a Madeira, e os dois candidatos do PSD acusados em processos-crime, deixou-a logo em posição difícil. Porque é uma matéria em que não tem defesa possível e além disso Sócrates, quanto à Madeira, acrescentou algo de que não estaria à espera e a que não foi capaz de ensaiar sequer um esboço de resposta, a não ser que sempre tem sido assim...
Refiro-me ao facto de JS ter lembrado que MFL fala de uma "política de verdade" e, ainda no caso da Madeira, tem uma candidato "falso", pois o n.º 1 da lista é Alberto João Jardim que toda a gente sabe, e ele próprio afirma, não assumirá o mandato. Depois, quase pior a emenda que o soneto, a líder do PSD disse que então também ali havia um "candidato" falso, permitindo a interpretação de que o que não ganhasse não iria para deputado; de tal forma que Sócrates disse que iria... e ela disse que também iria!
Mas, para lá das naturais divergências políticas em diversas matérias, foram múltiplas as incapacidades de resposta de MFL. E mesmo em alguns aspectos em que tinha possibilidade de ganhar pontos e esteve à beira de o conseguir, como no caso dos professores, a citação por Sócrates de anteriores declarações suas em sentido completamente contrário ao actual, destruíram-lhe tal possibilidade e deixaram-na numa situação muito incómoda, mesmo muito difícil - até por ser demasiado "débil" justificar sempre essas contradições ou mudanças de posição com a alteração das condições do país. Porque tais contradições ou mudanças não aconteceram só quanto aos professores como em relação ao TGV, ao IMI e ao PEC, à questão das privatizações, em particular na Saúde e na Educação, etc.
Enfim, pelo resumidamente exposto, pela citação não negada de números relativos ao seu Governo (nos aumentos do salário mínimo, apoios sociais, etc.) e àqueles a que MFL pertenceu, que lhe eram largamente favoráveis, digamos que pela própria atitude, o líder do PS venceu incontestável e nitidamente o debate, como já disse. E se no debate com Louçã a prestação da líder do PSD ultrapassou as expectativas, como aqui sublinhei, hoje ficou muito aquém delas.
Se o resultado das eleições dependesse deste debate, ou pelo menos este debate pudesse dar o contributo mais decisivo para esse resultado, como alguns defenderam, o PS tinha hoje ganho, e à distância, o sufrágio do próximo dia 27. Mas está por provar essa tese e que tais vitórias tenham necessariamente esse resultado. Mais, diz-nos a experiência que em alguns casos muita gente até emocionalmente acaba por se pôr do lado do mais fraco e que também pode conquistar votos quem num debate deste tipo vai praticamente às cordas...
13/09/09
PS ABRE SEDE DIA 19
A sede de campanha do PS deverá ser inaugurada no próximo dia 19. Nessa data deverão ocorrer também, as apresentações das listas concorrentes às freguesias de Santa Maria, Santiago e Comporta.
Anteontem decorreu a apresentação das listas do Torrão com a presença do Secretário de Estado Eduardo Cabrita, numa sessão muito concorrida que reuniu cerca de 150 pessoas.
Hoje foi a apresentaçao das listas de Casebres
A sede de campanha do PS deverá ser inaugurada no próximo dia 19. Nessa data deverão ocorrer também, as apresentações das listas concorrentes às freguesias de Santa Maria, Santiago e Comporta.
Anteontem decorreu a apresentação das listas do Torrão com a presença do Secretário de Estado Eduardo Cabrita, numa sessão muito concorrida que reuniu cerca de 150 pessoas.
Hoje foi a apresentaçao das listas de Casebres
GRANDE COMÍCIO DO PS EM SETÚBAL
Apresentação das listas PS foi em grande. Foi à PS. Os discursos!
A cerimónia do lançamento da recandidatura de Pedro Paredes à Presidência do Município e a apresentação das listas do PS, ocorreu no passado dia 2, na esplanada do restaurante Porto Santana e foi um evento cheio de alegria, vivacidade e discursos carregados de sentido político, de que demos conta na altura através de reportagem fotográfica.
Damos, agora, conta dos discursos.

vista parcial da assistencia
O primeiro interveniente foi Duarte Lynce Faria, actual Presidente da Assembleia Municipal e que se recandidata ao cargo.
Na sua intervenção focou sete razões a que chamou "maravilhas" para os eleitores votarem PS:
1ª. a estratégia de desenvolvimento,
2º. o novo serviço de urgência básica. Pediu uma salva de palmas para a Ministra da Saúde ali presente, porque se deve a ela, disse
3º. os lares de idosos
4º. a estrada do Torrão e outras
5º. os centros escolares da Comporta e do Torrão
6º. a redução do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis)
7º. o protocolo de delegação de competências das autarquias e as relações com os municípios vizinhos".
Falou depois de outras candidaturas que querem andar para trás trinta anos uns, quarenta outros, mas que não vale a pena critica-las porque elas falam por si.
Alexandre Rosa
Segui-se Alexandre Rosa, secretário federativo socialista e candidato à Assembleia Municipal de Santiago do Cacém e a deputado nacional, que começou por dizer que o PS quer continuar com "a nova forma de governar" de Alcácer do Sal por mais quatro anos, depois de "30 anos da CDU terem o concelho fechado e não ter permitido o seu desenvolvimento
E acrescentou mais razões às apresentadas por Duarte Faria
Uma, o confronto com a CDU, partido fechado dizendo que o PS trouxe a Alcácer ideias novas, modernidade, passou a ser parte da solução e não parte do problema.
Realçou as diferenças entre os 30 anos de CDU e os 4 de PS, a diferente postura na governação. Falando de nova forma de Governar, citando o exemplo da reparação da estrada de Santa Catarina importante não apenas para as gentes locais mas também par a ligação de Alcácer com o interior do Alentejo e que torna mais curta a distancia para os espanhões que vêm para as nossas praias. dizendo que esta Câmara fez a reparação que era incumbência do poder central e agora está a negociar com o Governo o pagamento.
Realçou a mudança de cor política no Alentejo Litoral referindo que primeiro foi Camilo, depois Beato e há 4 anos Paredes e se seguirão os outros concelhos e assim o Alentejo se verá livre da CDU, retrograda, conservadora, sem rasgo.
A Associação de Municípios liderada pela CDU era burocrática sem visão estratégica. Com a passagem da Câmara de Alcácer para o PS a Associação passou a ser liderada pelo PS que fez dela uma instituição estratégica, respeitada muito ligada ao concreto e ao real, no enquadramento e desenvolvimento da região, falando do importante trabalho da Associação, em 19 projectos estratégicos para o Litoral Alentejano
Hoje a Associação tem uma linha estratégica, uma orientação, um rumo.
Frisou que o PS tem poder municipal, tem poder inter municipal e tem um Governo. Tem por isso, tudo para desenvolver na Excelência, o Alentejo Litoral.
Por isso, é necessário que no dia 27 os alcacerenses votem bem, a favor de Alcácer e do Alentejo Litoral.
Que não votem para que se forme um Governo que suspende, um Governo de Manuela Ferreira Leite. Que queria rasgar tudo e agora deixou o rasgar e passou ao suspende.
Quer suspender o TGV que significa a não modernização da linha de ferro de Sines - Grândola. Que vai suspender o esforço do processo de reforma da Segurança Social e da Saúde.
Disse que a CDU anda a dizer que a vinda dos 18 médicos cubanos para o Alentejo Litoral se deve à luta da CDU, mas que é falso porque acompanhou o trabalho nesse sentido, do Ministro Correia Campos e dos Secretários de Estado.
Terminou dizendo que quer ser a voz do Alentejo Litoral na Assembleia da República.

Vitor Ramalho
"eles sabem que nós não falhamos. Eles sabem que nós não vamos falhar"
Começou por saudar os membros do Secretariado da Federação ali presentes e as figuras públicas. Fez referência especial a Carlos Beato, que com ele a política e o desenvolvimento do concelho de Grândola passou a ser muito diferente. À Ministra Ana Jorge pelo que ela representa neste distrito, a médica que foi neste distrito e a acção na área da saúde que está a desenvolver neste distrito.
Saudou por último os concorrentes à eleição em Alcácer, dizendo que os últimos são os primeiros.
Começou por dizer que sente um tremendo orgulho em ser socialista, deste partida da liberdade que defende valores e princípios.
Frisou que a unidade não é o somatório de pessoas e antes exige um projecto, um desígnio que envolva, que reúna que faça retornar desavindos.
Fez notar o apoio dado a Paredes e que Paredes é responsável por levar o partido à vitória e manter o respeito e o parido unido. E disse "não está aqui o Massano mas está".
Salientou que no PS interna e externamente não se esconde nada a ninguem e que tem orgulho de estar nesta luta que vai levar Paredes à vitória. "E estarei sempre ao vosso lado quando doe mais e onde doer mais" rematou.
Referiu depois que nunca se fez tanto por este distrito como nesta governação. "O governo fez, Carlos Beato fez" e deu ênfase à península de Tróia. Disse que tiveram lutas cruciais nas instituições em favor de obras para Alcácer. Recordou que lhe telefonavam Massano, Paredes, Lince. Que o apoio da Governadora Civil também foi decisivo
Referiu depois, que perante a dificuldade que se instalou em Alcácer quanto à formação das listas não vacilou um momento no cumprimento dos estatutos porque tinha de honrar Alcácer, o Secretariado, a vitoria. Que foi uma responsabilidade tremenda.
Falou da necessidade de o PS manter a liderança da AMLA que agora ganhou outra dinâmica outra visão, outra ousadia ao contrário do que acontecia em mãos comunistas, falando da perseguição a Manuel Coelho tal como aconteceu a Carlos Sousa em Setúbal.
Disse que a vitoria está ao nosso alcance e depende só de nós, quer em Alcácer quer em Setúbal onde concorre Teresa Almeida e ele próprio. e rematou: "eles sabem que nós não falhamos. Eles sabem que nós não vamos falhar"
O PS tem um projecto claro que serve as populações. As batalhas vão ser duras, quer as legislativas quer as autárquicas, mas é um imenso orgulho combater por um partido livre, de homens livres, um partido de princípios e de valores.

Ana Jorge
A Ministra da Saúde começou por referir que tem ligação a Alcácer, que aqui trabalhou em 75-76.
Falou que hoje temos o Serviço Nacional de Saúde que atende todos e que Ferreira Leite vai por em causa se ganhar as eleições. Que todo o esforço que este Governo desenvolveu na área da saúde e na área social serão postos em causa por Ferreira Leite.
Falou dos três médicos cubanos que vem trabalhar para Alcácer com o apoio da autarquia, passando de 6 para 9 o numero de médicos em Alcácer. Atribuiu a falta de médicos a Ferreira Leite que fechou faculdades de Medicina.
Seguiu-se José Contradanças para ler o seguinte poema:
Memórias de Alcácer
Alcácer, moira noiva encantada,
os passos a dobrarem-se
na calçada da memória,
o Sado a levar-me
nos seus recortes suaves,
a vista a espraiar-se
no ventre dos arrozais.
A cegonha calma em sua lassidão,
laboriosamente construindo
o ninho inacabado,
a casa milenar onde a família regressa.
O traço azul que risca o branco casario,
céu e mar irmanando,
silêncio e solidão levando a alma a dar-se.
Alcácer, beco mourisco em que tropeço,
de segredos esboçados
nas paredes que comprimem
a saudade em que me perco.
Escultura alcandorada sobre o rio,
encimada por seu castelo altaneiro,
abrigo de amores confidentes,
lugar que dobra a esquina do tempo,
passado e presente,
só igual a estrela do meio
que alimenta a memória e ilumina as suas gentes.
Alcácer do Sal, 14 de Maio de 2009
José-António Chocolate

Pedro Paredes
Para encerrar a sessão falou Paredes - que no seu estilo muito próprio de procurar inter agir com a assembleia e fugindo ao estilo formal e do politicamente correcto, começou por agradecer aos que saem, aos que não ficam nas listas. Realçou que 90% da equipa se mantém.
Agradeceu de seguida, à população do concelho que tem dado um apoio crítico muito forte e que tem estado sempre a seu lado e isso é o suficiente para continuar. Aos empresários,comerciantes dirigentes associativos, comunicação social que sempre têm dado um apoio critico que lhe tem sido muito útil.
Agradeceu ao mandatário financeiro e ao mandatário da campanha, Luís Dias, sem o qual não haveria listas, disse; a Mariana Caixeirinho; aos vereadores que foram inexcediveis.
Disse de seguida, que na Câmara e na EMSUAS não há trabalhadores preguiçosos, há sim, falta de orientação. Se o trabalho não é bom não é porque os trabalhadores são preguiçosos é porque há falta de orientação
Agradeceu depois a Alexandre Rosa, a Pedro Marques, a Vieira da Silva, a Vítor Ramalho que classificou de pai e padrinho - só não é a mãe - desta solução governativa, disse. Agradeceu aos colegas Presidentes de Câmara, Camilo e Beato, que disse serem os seus mestres. Agradeceu a Presidentes de Junta cessantes e candidatos. E finalmente à sua família "raiz à terra que me mantém vivo"
Posto isto, afirmou categoricamente
_" a vida de autarca é um inferno"
E logo perguntou:
_"então porque nos recandidatamos?"
E deu a resposta:
_"porque aprendemos e agora estamos prontos para passar a patamar seguinte".
Salientou que fizeram escolas, edifícios, estradas e que no próximo mandato será desenvolvido o apoio ao empresariado, comerciantes,agricultura falando de vinha e olival. Destacou a perservaçao do ambiente. Falou de um plano estratégico para os quatro anos elaborado pela Partex. falou no apoio a empresários de fora e de dentro. Sempre pensando na qualidade e não na quantidade.
Disse que provocou em Alcácer uma revolução tranquila. Pedro Paredes considera assim, que o município "está mais capaz de passar para o patamar seguinte", defendendo que "já não quer só infra-estruturas, quer futuro".
Duarte Faria ainda retomou o microfone para agradecer a alguns dos presentes, dizendo tê-los esquecido e recitou um pequeno poema que terminava assim: "vamos ficar em primeiro lugar"
Damos, agora, conta dos discursos.

vista parcial da assistencia
O primeiro interveniente foi Duarte Lynce Faria, actual Presidente da Assembleia Municipal e que se recandidata ao cargo.
Na sua intervenção focou sete razões a que chamou "maravilhas" para os eleitores votarem PS:
1ª. a estratégia de desenvolvimento,
2º. o novo serviço de urgência básica. Pediu uma salva de palmas para a Ministra da Saúde ali presente, porque se deve a ela, disse
3º. os lares de idosos
4º. a estrada do Torrão e outras
5º. os centros escolares da Comporta e do Torrão
6º. a redução do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis)
7º. o protocolo de delegação de competências das autarquias e as relações com os municípios vizinhos".
Falou depois de outras candidaturas que querem andar para trás trinta anos uns, quarenta outros, mas que não vale a pena critica-las porque elas falam por si.
Alexandre Rosa
Segui-se Alexandre Rosa, secretário federativo socialista e candidato à Assembleia Municipal de Santiago do Cacém e a deputado nacional, que começou por dizer que o PS quer continuar com "a nova forma de governar" de Alcácer do Sal por mais quatro anos, depois de "30 anos da CDU terem o concelho fechado e não ter permitido o seu desenvolvimento
E acrescentou mais razões às apresentadas por Duarte Faria
Uma, o confronto com a CDU, partido fechado dizendo que o PS trouxe a Alcácer ideias novas, modernidade, passou a ser parte da solução e não parte do problema.
Realçou as diferenças entre os 30 anos de CDU e os 4 de PS, a diferente postura na governação. Falando de nova forma de Governar, citando o exemplo da reparação da estrada de Santa Catarina importante não apenas para as gentes locais mas também par a ligação de Alcácer com o interior do Alentejo e que torna mais curta a distancia para os espanhões que vêm para as nossas praias. dizendo que esta Câmara fez a reparação que era incumbência do poder central e agora está a negociar com o Governo o pagamento.
Realçou a mudança de cor política no Alentejo Litoral referindo que primeiro foi Camilo, depois Beato e há 4 anos Paredes e se seguirão os outros concelhos e assim o Alentejo se verá livre da CDU, retrograda, conservadora, sem rasgo.
A Associação de Municípios liderada pela CDU era burocrática sem visão estratégica. Com a passagem da Câmara de Alcácer para o PS a Associação passou a ser liderada pelo PS que fez dela uma instituição estratégica, respeitada muito ligada ao concreto e ao real, no enquadramento e desenvolvimento da região, falando do importante trabalho da Associação, em 19 projectos estratégicos para o Litoral Alentejano
Hoje a Associação tem uma linha estratégica, uma orientação, um rumo.
Frisou que o PS tem poder municipal, tem poder inter municipal e tem um Governo. Tem por isso, tudo para desenvolver na Excelência, o Alentejo Litoral.
Por isso, é necessário que no dia 27 os alcacerenses votem bem, a favor de Alcácer e do Alentejo Litoral.
Que não votem para que se forme um Governo que suspende, um Governo de Manuela Ferreira Leite. Que queria rasgar tudo e agora deixou o rasgar e passou ao suspende.
Quer suspender o TGV que significa a não modernização da linha de ferro de Sines - Grândola. Que vai suspender o esforço do processo de reforma da Segurança Social e da Saúde.
Disse que a CDU anda a dizer que a vinda dos 18 médicos cubanos para o Alentejo Litoral se deve à luta da CDU, mas que é falso porque acompanhou o trabalho nesse sentido, do Ministro Correia Campos e dos Secretários de Estado.
Terminou dizendo que quer ser a voz do Alentejo Litoral na Assembleia da República.

Vitor Ramalho
"eles sabem que nós não falhamos. Eles sabem que nós não vamos falhar"
Começou por saudar os membros do Secretariado da Federação ali presentes e as figuras públicas. Fez referência especial a Carlos Beato, que com ele a política e o desenvolvimento do concelho de Grândola passou a ser muito diferente. À Ministra Ana Jorge pelo que ela representa neste distrito, a médica que foi neste distrito e a acção na área da saúde que está a desenvolver neste distrito.
Saudou por último os concorrentes à eleição em Alcácer, dizendo que os últimos são os primeiros.
Começou por dizer que sente um tremendo orgulho em ser socialista, deste partida da liberdade que defende valores e princípios.
Frisou que a unidade não é o somatório de pessoas e antes exige um projecto, um desígnio que envolva, que reúna que faça retornar desavindos.
Fez notar o apoio dado a Paredes e que Paredes é responsável por levar o partido à vitória e manter o respeito e o parido unido. E disse "não está aqui o Massano mas está".
Salientou que no PS interna e externamente não se esconde nada a ninguem e que tem orgulho de estar nesta luta que vai levar Paredes à vitória. "E estarei sempre ao vosso lado quando doe mais e onde doer mais" rematou.
Referiu depois que nunca se fez tanto por este distrito como nesta governação. "O governo fez, Carlos Beato fez" e deu ênfase à península de Tróia. Disse que tiveram lutas cruciais nas instituições em favor de obras para Alcácer. Recordou que lhe telefonavam Massano, Paredes, Lince. Que o apoio da Governadora Civil também foi decisivo
Referiu depois, que perante a dificuldade que se instalou em Alcácer quanto à formação das listas não vacilou um momento no cumprimento dos estatutos porque tinha de honrar Alcácer, o Secretariado, a vitoria. Que foi uma responsabilidade tremenda.
Falou da necessidade de o PS manter a liderança da AMLA que agora ganhou outra dinâmica outra visão, outra ousadia ao contrário do que acontecia em mãos comunistas, falando da perseguição a Manuel Coelho tal como aconteceu a Carlos Sousa em Setúbal.
Disse que a vitoria está ao nosso alcance e depende só de nós, quer em Alcácer quer em Setúbal onde concorre Teresa Almeida e ele próprio. e rematou: "eles sabem que nós não falhamos. Eles sabem que nós não vamos falhar"
O PS tem um projecto claro que serve as populações. As batalhas vão ser duras, quer as legislativas quer as autárquicas, mas é um imenso orgulho combater por um partido livre, de homens livres, um partido de princípios e de valores.

Ana Jorge
A Ministra da Saúde começou por referir que tem ligação a Alcácer, que aqui trabalhou em 75-76.
Falou que hoje temos o Serviço Nacional de Saúde que atende todos e que Ferreira Leite vai por em causa se ganhar as eleições. Que todo o esforço que este Governo desenvolveu na área da saúde e na área social serão postos em causa por Ferreira Leite.
Falou dos três médicos cubanos que vem trabalhar para Alcácer com o apoio da autarquia, passando de 6 para 9 o numero de médicos em Alcácer. Atribuiu a falta de médicos a Ferreira Leite que fechou faculdades de Medicina.
Seguiu-se José Contradanças para ler o seguinte poema:
Memórias de Alcácer
Alcácer, moira noiva encantada,
os passos a dobrarem-se
na calçada da memória,
o Sado a levar-me
nos seus recortes suaves,
a vista a espraiar-se
no ventre dos arrozais.
A cegonha calma em sua lassidão,
laboriosamente construindo
o ninho inacabado,
a casa milenar onde a família regressa.
O traço azul que risca o branco casario,
céu e mar irmanando,
silêncio e solidão levando a alma a dar-se.
Alcácer, beco mourisco em que tropeço,
de segredos esboçados
nas paredes que comprimem
a saudade em que me perco.
Escultura alcandorada sobre o rio,
encimada por seu castelo altaneiro,
abrigo de amores confidentes,
lugar que dobra a esquina do tempo,
passado e presente,
só igual a estrela do meio
que alimenta a memória e ilumina as suas gentes.
Alcácer do Sal, 14 de Maio de 2009
José-António Chocolate

Pedro Paredes
Para encerrar a sessão falou Paredes - que no seu estilo muito próprio de procurar inter agir com a assembleia e fugindo ao estilo formal e do politicamente correcto, começou por agradecer aos que saem, aos que não ficam nas listas. Realçou que 90% da equipa se mantém.
Agradeceu de seguida, à população do concelho que tem dado um apoio crítico muito forte e que tem estado sempre a seu lado e isso é o suficiente para continuar. Aos empresários,comerciantes dirigentes associativos, comunicação social que sempre têm dado um apoio critico que lhe tem sido muito útil.
Agradeceu ao mandatário financeiro e ao mandatário da campanha, Luís Dias, sem o qual não haveria listas, disse; a Mariana Caixeirinho; aos vereadores que foram inexcediveis.
Disse de seguida, que na Câmara e na EMSUAS não há trabalhadores preguiçosos, há sim, falta de orientação. Se o trabalho não é bom não é porque os trabalhadores são preguiçosos é porque há falta de orientação
Agradeceu depois a Alexandre Rosa, a Pedro Marques, a Vieira da Silva, a Vítor Ramalho que classificou de pai e padrinho - só não é a mãe - desta solução governativa, disse. Agradeceu aos colegas Presidentes de Câmara, Camilo e Beato, que disse serem os seus mestres. Agradeceu a Presidentes de Junta cessantes e candidatos. E finalmente à sua família "raiz à terra que me mantém vivo"
Posto isto, afirmou categoricamente
_" a vida de autarca é um inferno"
E logo perguntou:
_"então porque nos recandidatamos?"
E deu a resposta:
_"porque aprendemos e agora estamos prontos para passar a patamar seguinte".
Salientou que fizeram escolas, edifícios, estradas e que no próximo mandato será desenvolvido o apoio ao empresariado, comerciantes,agricultura falando de vinha e olival. Destacou a perservaçao do ambiente. Falou de um plano estratégico para os quatro anos elaborado pela Partex. falou no apoio a empresários de fora e de dentro. Sempre pensando na qualidade e não na quantidade.
Disse que provocou em Alcácer uma revolução tranquila. Pedro Paredes considera assim, que o município "está mais capaz de passar para o patamar seguinte", defendendo que "já não quer só infra-estruturas, quer futuro".
Duarte Faria ainda retomou o microfone para agradecer a alguns dos presentes, dizendo tê-los esquecido e recitou um pequeno poema que terminava assim: "vamos ficar em primeiro lugar"
12/09/09
Semana Dedicada ao Turismo
Passear de burro pelas ruas da cidade é uma das novidades do programa da semana do turismo de Alcácer do Sal que arranca dia 17 com o objectivo de divulgar o concelho, as suas riquezas e potencialidades naturais, culturais e arquitectónicas e, ao mesmo tempo, contribuir para impulsionar e dinamizar a economia local. Criando programas que façam com que as pessoas fiquem mais tempo no concelho e não o vejam apenas como um local de passagem.
Promovidos pela Quinta das Mouras, os passeios de Burro permitem uma experiência inesquecível aos visitantes e, com partida do largo Pedro Nunes, podem ser feitos em diferentes horários nos dias 18, 19, 20, 25 e 26.
Da cidade para o rio Sado, os passeios de galeão, dias 19 e 26, com partida do Cais da Ribeira Velha, proporcionam cenários que passam por salinas, ruínas arqueológicas, frondosos pinhais, pequenos aglomerados nas margens do rio e uma grande diversidade de aves que fazem das margens do Sado a sua casa. A estas paisagens junta-se a possibilidade de viajar abordo do Galeão de Sal Pinto Luísa, embarcação tradicional e praticamente única no mundo, que é testemunha de um tempo em que o sal era o “ouro branco” da região e ponto fulcral de um comércio que floresceu até aos anos 70.
E porque o Sal é uma das riquezas do concelho, até dia 26, das 14h às 18h, o Galeão Amendoeira, atracado na margem sul, recebe a exposição Fortaleza de Sal que reúne objectos e fotografias que dão a conhecer esta tradição local ligada à produção do sal e respectiva importância económica e ambiental.
Durante toda a semana estão também previstas visitas guiadas sobre áreas importantes na história do município de Alcácer do Sal. A visita “Nos trilhos do vinho”, no dia 19, leva os participantes numa caminhada de, aproximadamente, 6 quilómetros em São Romão seguida de uma visita à adega e vinha da Herdade de Portocarro e Companhia Agrícola da Barrosinha com direito a prova de Vinhos. Já no dia 20 Alcácer do Sal recebe um photoquest que vai pôr os visitantes de máquina fotográfica na mão à descoberta da cidade de Alcácer do Sal.
Para os adeptos de actividades desportivas, dia 18, o programa conta ainda com mais uma edição da Rodas de Aço – 24 horas em movimento, uma caminhada pela cidade e um passeio de BTT à procura da Lua Cheia. Já no dia seguinte os Carrinhos de Rolamentos de Alcácer do Sal voltam a sair à rua, numa iniciativa da Evion, para mais uma prova do Grande Prémio João Faria.
Para ficar a conhecer melhor algumas das paisagens e pontos de interesse do concelho são ainda paragem obrigatória as exposições de fotografia que estão a decorrer no âmbito do concurso “Outro olhar sobre Alcácer do Sal”. De 2ªa 6ª feira o átrio da câmara municipal apresenta a mostra “Olhares a Cores”, que reúne uma selecção dos melhores trabalhos apresentados a concurso na categoria cor. Ao todo podem ser vistas 11 fotografias que incluem diversas paisagens e pormenores do concelho que passam pelo rio Sado, pelas pontes, espaços agrícolas e urbanos, detalhes de janelas, sinos ou mesmo da calçada. Já os melhores trabalhos a preto e branco podem ser vistos durante um horário mais alargado nos cafés Hemisférios, Kira e Kupido’s, na cidade de Alcácer do Sal.
As exposições estendem-se ainda à Carrasqueira e a Santa Susana onde estão expostas exclusivamente fotografias destas localidades. Na Carrasqueira, os trabalhos estão expostos nos restaurantes Frango Assado, O Gonçalves, O Rola, Rei do Choco e Retiro dos Pescadores. Já em Santa Susana as fotografias podem ser vistas desde já no Café Mercearia À-do-Porfirio e no restaurante A Mondina.
Outra exposição que está também já a decorrer, e se prolonga até ao final do mês chama-se “Igrejas, Ermidas e Capelas do concelho de Alcácer do Sal” e junta fotografias de D. Ramsey e vestígios arqueológicos que dão a conhecer, no Museu Etnográfico do Torrão, algum do património religioso do concelho.
Com excepção do passeio de Galeão e de burro todas as iniciativas da IV Semana do Turismo são gratuitas. Os interessados em participar devem inscrever-se previamente no sector de turismo, através do telefone 265610070 ou do e-mail turismoalcacer@m-alcacerdosal.pt.
Paralelamente às Semana do Turismo os alunos das escolas do concelho vão poder ficar a conhecer melhor as experiências deste sector experimentando um dia de trabalho nos monumentos locais, no posto de turismo e em alojamentos do concelho. Os profissionais de hotelaria e restauração terão também oportunidade de conhecer outros locais e experiências fora do concelho com uma visita ao Hotel Sheraton, a convite do Chef Leonel Pereira, que participou na iniciativa Mestres dos Sabores realizada em Julho em Alcácer do Sal.
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Programa Completo
in faroldealcacer.blogspot.com
in http://www.cm-alcacerdosal.pt/PT/Actualidade/Noticias/Paginas/AlcacerdoSalpromovesemanadedicadaaoTurismo.aspx
Passear de burro pelas ruas da cidade é uma das novidades do programa da semana do turismo de Alcácer do Sal que arranca dia 17 com o objectivo de divulgar o concelho, as suas riquezas e potencialidades naturais, culturais e arquitectónicas e, ao mesmo tempo, contribuir para impulsionar e dinamizar a economia local. Criando programas que façam com que as pessoas fiquem mais tempo no concelho e não o vejam apenas como um local de passagem.
Promovidos pela Quinta das Mouras, os passeios de Burro permitem uma experiência inesquecível aos visitantes e, com partida do largo Pedro Nunes, podem ser feitos em diferentes horários nos dias 18, 19, 20, 25 e 26.
Da cidade para o rio Sado, os passeios de galeão, dias 19 e 26, com partida do Cais da Ribeira Velha, proporcionam cenários que passam por salinas, ruínas arqueológicas, frondosos pinhais, pequenos aglomerados nas margens do rio e uma grande diversidade de aves que fazem das margens do Sado a sua casa. A estas paisagens junta-se a possibilidade de viajar abordo do Galeão de Sal Pinto Luísa, embarcação tradicional e praticamente única no mundo, que é testemunha de um tempo em que o sal era o “ouro branco” da região e ponto fulcral de um comércio que floresceu até aos anos 70.
E porque o Sal é uma das riquezas do concelho, até dia 26, das 14h às 18h, o Galeão Amendoeira, atracado na margem sul, recebe a exposição Fortaleza de Sal que reúne objectos e fotografias que dão a conhecer esta tradição local ligada à produção do sal e respectiva importância económica e ambiental.
Durante toda a semana estão também previstas visitas guiadas sobre áreas importantes na história do município de Alcácer do Sal. A visita “Nos trilhos do vinho”, no dia 19, leva os participantes numa caminhada de, aproximadamente, 6 quilómetros em São Romão seguida de uma visita à adega e vinha da Herdade de Portocarro e Companhia Agrícola da Barrosinha com direito a prova de Vinhos. Já no dia 20 Alcácer do Sal recebe um photoquest que vai pôr os visitantes de máquina fotográfica na mão à descoberta da cidade de Alcácer do Sal.
Para os adeptos de actividades desportivas, dia 18, o programa conta ainda com mais uma edição da Rodas de Aço – 24 horas em movimento, uma caminhada pela cidade e um passeio de BTT à procura da Lua Cheia. Já no dia seguinte os Carrinhos de Rolamentos de Alcácer do Sal voltam a sair à rua, numa iniciativa da Evion, para mais uma prova do Grande Prémio João Faria.
Para ficar a conhecer melhor algumas das paisagens e pontos de interesse do concelho são ainda paragem obrigatória as exposições de fotografia que estão a decorrer no âmbito do concurso “Outro olhar sobre Alcácer do Sal”. De 2ªa 6ª feira o átrio da câmara municipal apresenta a mostra “Olhares a Cores”, que reúne uma selecção dos melhores trabalhos apresentados a concurso na categoria cor. Ao todo podem ser vistas 11 fotografias que incluem diversas paisagens e pormenores do concelho que passam pelo rio Sado, pelas pontes, espaços agrícolas e urbanos, detalhes de janelas, sinos ou mesmo da calçada. Já os melhores trabalhos a preto e branco podem ser vistos durante um horário mais alargado nos cafés Hemisférios, Kira e Kupido’s, na cidade de Alcácer do Sal.
As exposições estendem-se ainda à Carrasqueira e a Santa Susana onde estão expostas exclusivamente fotografias destas localidades. Na Carrasqueira, os trabalhos estão expostos nos restaurantes Frango Assado, O Gonçalves, O Rola, Rei do Choco e Retiro dos Pescadores. Já em Santa Susana as fotografias podem ser vistas desde já no Café Mercearia À-do-Porfirio e no restaurante A Mondina.
Outra exposição que está também já a decorrer, e se prolonga até ao final do mês chama-se “Igrejas, Ermidas e Capelas do concelho de Alcácer do Sal” e junta fotografias de D. Ramsey e vestígios arqueológicos que dão a conhecer, no Museu Etnográfico do Torrão, algum do património religioso do concelho.
Com excepção do passeio de Galeão e de burro todas as iniciativas da IV Semana do Turismo são gratuitas. Os interessados em participar devem inscrever-se previamente no sector de turismo, através do telefone 265610070 ou do e-mail turismoalcacer@m-alcacerdosal.pt.
Paralelamente às Semana do Turismo os alunos das escolas do concelho vão poder ficar a conhecer melhor as experiências deste sector experimentando um dia de trabalho nos monumentos locais, no posto de turismo e em alojamentos do concelho. Os profissionais de hotelaria e restauração terão também oportunidade de conhecer outros locais e experiências fora do concelho com uma visita ao Hotel Sheraton, a convite do Chef Leonel Pereira, que participou na iniciativa Mestres dos Sabores realizada em Julho em Alcácer do Sal.
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Programa Completo
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in http://www.cm-alcacerdosal.pt/PT/Actualidade/Noticias/Paginas/AlcacerdoSalpromovesemanadedicadaaoTurismo.aspx
11/09/09
Compromissos para o Litoral Alentejano
Por Alexandre Rosa
O Alentejo Litoral é um território com potencialidades reconhecidas que radicam, fundamentalmente, na sua excelente localização, na riqueza do seu património natural e cultural e na diversidade do seu território, onde coexistem componentes rurais e urbanas, com uma costa atlântica que constitui uma verdadeira reserva estratégica.
Sendo uma Região inserida, social, cultural e economicamente, na realidade alentejana, o que lhe confere uma identidade forte, o Litoral Alentejano beneficia, por outro lado, da sua integração dinâmica na chamada Região Alargada de Polarização de Lisboa, o que reforça a sua importância estratégia e contribui para a sua afirmação como Região de enorme potencialidade assumindo-se como um dos principais Pólos de desenvolvimento do País e elemento-chave da sua estratégia de internacionalização.
O Alentejo Litoral, tem sido capaz de atrair e consolidar importantes investimentos em infra-estruturas industriais, portuárias e logísticas, especialmente em torno do Pólo de Sines, ao mesmo tempo que tem conhecido, nos últimos anos, desenvolvimentos significativos no seu Pólo Turístico, de que são exemplo os empreendimentos nos Concelhos Grândola e Alcácer do Sal, explorando a sua magnífica costa. Tudo isto tem acontecido sem, contudo, esquecer a sua vocação agrícola tradicional, alicerçada na exploração do montado de sobro, da suinicultura e da produção de arroz e que, mais recentemente, tem vindo a explorar outros sectores como é o caso da produção agrícola de regadio, onde predominam os produtos hortícolas.
O Alentejo Litoral apresenta, contudo, fortes debilidades, que qualquer estratégia de desenvolvimento integrado não pode deixar de ter em devida atenção. Estamos perante um Território de baixa densidade populacional, com poucas empresas, uma população envelhecida e com pouca capacidade para fixar população jovem. O seu potencial de desenvolvimento é afectado pelas baixas qualificações da sua população residente e por perdas sucessivas de população, bem como pela ainda insuficiente cobertura nas áreas da educação e saúde.
Enquanto autarca Municipal (AM de Santiago do Cacém) e Intermunicipal (Assembleia Intermunicipal do Alentejo Litoral – CIMAL) e candidato a deputado do PS, pelo Distrito de Setúbal, representando o Alentejo Litoral, entendo ser meu dever deixar escrito e acessível a todos, neste período eleitoral, aquilo que, em meu entender, devem ser os compromissos fundamentais do PS para a próxima legislatura e mandatos autárquicos. E que, quero aqui afirmar, constituirão o guia para minha acção, assumindo-os como os meus próprios compromissos.
Apoiar um projecto de desenvolvimento do Litoral Alentejano, que articule crescimento e modernização com solidariedade e reforço da coesão social, assegurando a sustentabilidade ambiental da região, respeitando o seu rico património natural, tirando partido da riqueza da sua história e da sua cultura, deve constituir a preocupação central do programa do PS, quer nas eleições para a Assembleia da República, quer para as Autarquias Locais.
Por isso:
A – Deveremos afirmar o nosso claro apoio à concretização, tão rápida quanto possível, dos projectos de investimento em curso e que com o governo do PS conheceram um incremento decisivo, entre os quais se destacam os seguinte:
1. Na plataforma industrial de Sines: Ampliação da Refinaria da GALP e demais investimentos associados como a Central de Ciclo Combinado; Ampliação do complexo petroquímico da REPSOL e a construção da fábrica de plásticos da ARTENIUS – bem como os esforços das autoridades competentes na promoção da Plataforma Industrial e na captação de novos investimentos, privilegiando a instalação de indústrias limpas, criando condições para um maior equilíbrio e qualidade ambiental na Região;
2. Na Plataforma Portuária de Sines: Ampliação Terminal de Contentores (Terminal XXI), Ampliação do Terminal de Gás Natural e Plataforma Logística Portuária;
3. No Pólo Turístico dos Concelhos de Grândola e Alcácer do Sal: Complexo Turístico de Tróia nas suas diferentes componentes; Empreendimentos nas Herdades da Costa Terra, Herdade do Pinheirinho e Comporta, apoiando os esforços em curso para o encontrar de soluções que garantam, de forma sustentável, os equilíbrios ambientais da Região, no quadro do Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo em geral e do Alentejo Litoral em particular;
4. No domínio do reforço e melhoria das acessibilidades rodoviárias: Investimentos públicos nas ligações ferroviárias, como são o caso da construção da ligação Sines-Beja (IP8), com perfil de auto-estrada; da conclusão da ligação Sines-Évora (IC33); da melhoria das ligações do Litoral Alentejano ao Algarve (IC4- Comporta-Odemira-Lagos, já designada por Via Vasco da Gama) e da melhoria das ligações Tróia-Grândola (Estrada da Muda), não esquecendo a melhoria das acessibilidades ao Hospital do Litoral Alentejano e as ligações Odemira-Ourique-IP2, pelo papel que representam na promoção da competitividade e atractividade da Região, bem como no reforço da sua coesão territorial, criando condições para uma mais eficaz complementaridade dos seus diferentes espaços económicos.
5. No domínio do reforço e melhoria das acessibilidades ferroviárias: Investimentos públicos na melhoria e modernização das ligações ferroviárias da linha Sines-Poceirão-Elvas, para o transporte de mercadorias, em velocidade elevada: Ramal de Alcácer; Modernização da Estação da Raquete em Sines e construção do Ramal de ligação de Sines à linha do Sul, assegurando, para este último, um traçado que utilize, ao máximo possível, o actual ramal Sines-Ermidas, evitando, assim, impactos ambientais prejudiciais aos equilíbrios do território e ao desenvolvimento das actividades económicas tradicionais, associadas à economia do montado.
6. Na Orla Costeira: com o recentemente anunciado Programa POLIS Litoral do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, instrumento fundamental para requalificação e valorização da orla costeira em mais de 150 km, abrangendo os Concelhos de Sines e Odemira, para além dos Concelhos de Vila do Bispo e Aljezur.
B – Para além de tudo isto devemos, ainda, tendo em vista assegurar um desenvolvimento integrado, solidário, promotor do reforço da coesão social e da criação de emprego, assumir um conjunto de compromissos sintetizados nos seguintes pontos:
7. Assegurar que os Planos de Ordenamento do Território assegurem, sem pôr em causa os investimentos necessários à Região e ao País, a sustentabilidade ambiental, dando especial atenção à preservação e valorização das suas reservas naturais e de toda a sua orla costeira;
8. Assegurar a adopção de medidas e investimentos que promovam a melhoria do ambiente, quer ao nível do controlo da qualidade do ar, dos sistemas de abastecimento de água e de tratamento de águas residuais e, naturalmente, a resolução definitiva do passivo ambiental que representam as lamas industriais perigosas depositadas no Concelho de Santiago do Cacém.
9. Assegurar que os Planos de desenvolvimento turístico sejam desenhados tendo em conta as potencialidades do espaço rural da Região, com a sua riqueza paisagística, patrimonial, gastronómica e cultural, numa perspectiva de articulação das ofertas turísticas de sol e praia, com o turismo de natureza e cultura;
10. Assegurar o sucesso no desenvolvimento de Projectos de Valorização de Recurso Endógenos, como é o caso dos Projectos já certificados no âmbito do PROVERE, num total de 19 projectos-âncora e mais de 100 complementares, e que importa agora assegurar os processos de financiamento adequado. Estes projectos, apostando na valorização e promoção dos recursos naturais e culturais, desempenharão uma função relevante no desenvolvimento integrado do território reforçando a sua identidade.
11. Apostar na redução dos custos de contexto e na melhoria da governabilidade da região visando melhorar a sua competitividade da Região contrariar a tendência para a desertificação e exclusão de partes do Território, através, designadamente, da promoção da melhoria das ligações em banda larga, da consolidação do novo mapa judiciário do Litoral Alentejano e da criação de Lojas do Cidadão em todos os Municípios, através de parcerias com as autarquias locais, ao mesmo tempo que deverão apoiar-se todos os esforços tendentes que visem o fortalecimento das estruturas de gestão intermunicipais, como é o caso da CIMAL - Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral e o Pólo de Turismo do Litoral Alentejano.
12. Assegurar a melhoria da rede de prestação de cuidados de saúde, através, ao nível dos cuidados hospitalares da adopção de mecanismos que permitam o reforço de pessoal médico para o Hospital do Litoral Alentejano, garantindo, também aqui, a melhoria do serviço de urgência, especificamente no que se refere à zona de espera e atendimento.
Ao nível dos cuidados de saúde primários importa assegurar a consolidação do processo de colocação de médicos, mantendo o recurso, se necessário à colocação de médicos com estrangeiros, como é o caso dos médicos cubanos recentemente contratados (16 para os 5 Concelhos do Litoral Alentejano), garantindo, igualmente, a construção e entrada em funcionamento das novas instalações do Centro de saúde de Sines.
Ao nível dos cuidados continuados, assegurar, com o envolvimento activo das Autarquias, o desenvolvimento de uma rede de serviços de cuidados continuados que cubra, racional e equilibradamente, todos os Concelhos do Litoral Alentejano
13. Melhorar a rede de serviços de apoio à família através do reforço da já relevante oferta de apoio domiciliário a idosos e do alargamento da rede de cuidados continuados, mas também da concretização de uma rede de Centros de Dia/Lares para apoio à população mais idosa, assim como do reforço da oferta de serviços para a primeira infância através do aumento de equipamentos com horários mais alargados que favoreçam a conciliação da actividade profissional com a vida familiar e pessoal;
14. Apostar de forma decisiva na elevação das qualificações da população residente e na melhoria do serviço público de emprego, através da promoção de uma oferta diversificada de programas de educação formação dirigida quer aos jovens quer aos adultos, privilegiando ofertas formativas de dupla certificação, que, para além de assegurarem mais adequados níveis de qualificação dos próprios cidadãos, constituem a resposta adequada para uma mais eficaz satisfação das necessidades do mercado de trabalho actual e potencial garantindo, também, a construção e entrada em funcionamento, tão rapidamente quanto possível, das novas instalações do Centro de Emprego de Sines, em edifício já adquirido para o efeito.
15. Garantir o prosseguimento dos esforços que têm vindo a ser feitos para a promoção da qualidade do ensino, do combate ao insucesso e abandono escolar, através, nomeadamente, da continuação do programa de modernização do parque escolar, em todos os níveis de ensino, como é o caso da construção de novos Centros Escolares, muitos deles já em curso nos Concelhos de Grândola e Alcácer do Sal, da requalificação e ampliação da Escola Secundária de Alcácer, da requalificação da Escola Secundária de Grândola e da Escola Básica Integrada de Santiago do Cacém.
Os pontos aqui abordados não esgotam, claro está, tudo o que importa fazer no Litoral Alentejano nem pretende, por isso, ser qualquer plano de acção. Mas identificam o que, em meu entender, deverão ser os compromissos do PS para a próxima legislatura e deve ser olhado com um contributo e, por isso, olhado de forma dinâmica e em construção.
Alexandre Rosa
Candidato a Deputado pelo PS
Membro da AM de Santiago do Cacém
Presidente da Assembleia Intermunicipal da CIMAL
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