VILELA BORGES
O PROPÓSITO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA.
E A MARCA SANTANISTA.
O PS tem de refazer a ligação às massas urbanas e do interior, no caminho de uma cultura do entusiasmo das fraternidades plebeias, de não menos bom gosto que os togados púlpitos das academias.
A ideia de uma grande coligação foi posta na agenda política a propósito da visita de Estado, de Cavaco Silva, à Áustria. Também a Áustria está a ser governada por uma grande coligação que inclui o Partido Social Democrata com quem o partido Socialista sempre tem tido um fraterno relacionamento. E a receita da grande coligação surge, aqui, como remédio prudente para a actual crise mundial, socavado pelas aventuras financeiras do neoliberalismo. É preciso fazer sacrifícios e a gestão das dificuldades económicas convém que seja feita por uma ampla maioria representante das crenças e dos interesses das classes médias e populares. Mas em benefício da grandeza dos banqueiros e gestores do grande capital? Não é essa a direcção, por agora, do discreto Governo austríaco,balizado por um movimento de extrema direita demagógica e que conclama os desempregados, numa crescente estética de propaganda, na linha clássica dos anos 30. Então, os populismos de direita diziam-se anti burgueses e anti capitalistas, buscavam no vitalismo das periferias urbanas a força de choque da mudança política dita revolucionária. Mas nos anos 30, a grande coligação fez-se à esquerda, nas frentes populares: não resistiram ao ascenso demagógico da "obra dos pobres e desprotegidos", encabeçados nas verborreias salazarentas. Poderá a grande coligação de centro - o bloco central - refluir pela elegância politica o mau gosto das direitas radicais, miguelistas, em Portugal?
O PROPÓSITO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
E A MARCA SANTANISTA
Talvez seja este o propósito do Presidente da República e do seu círculo íntimo de conselheiros. Contudo, a marca Santanista da candidatura à Câmara de Lisboa diz-nos, bem pelo contrário, que o movimento político se lhe desvia por entre os dedos, como por entre os dedos da número dois destas ideias e iniciativas neo conservadoras a de certo, social democrata, Manuela Ferreira Leite. Para vencer, uma grande coligação tem de ter a energia popular e não, apenas, o bom gosto universitário das políticas de consenso. A demagogia de direita que ergueu o Estado Novo, tem já campo de manobra social e político. Não se afeiçoará às boas maneiras e ao modo da Aústria nostálgica dos Habsburgos. A hegemonia do bloco central, terá de ser de um partido popular: o partido socialista tem de refazer a ligação às massas urbanas e do interior, no caminho de uma cultura do entusiasmo das fraternidades plebeias, de não menos bom gosto que os togados púlpitos das academias.
12/08/09
Festival de Verão à beira Sado
Muita música
Alcácer do Sal junta-se à rota dos festivais de Verão com três dias de muita música e animação numa festa com vista para o Sado.
Da Weasel e Linda Martini são os cabeças de cartaz da quarta edição da semana da juventude que começa dia 21.
De 21 a 23 de Agosto quem quiser música, animação e muita festa vai estar em Alcácer do Sal na IV edição da Semana da Juventude, onde não vai faltar música, desporto, workshops e uma feira multicultural
Com concertos divididos entre dois palcos – um na margem sul e outro na zona histórica - a Semana da Juventude de Alcácer do Sal continua a apostar em bandas que vão ter projecção nos próximos tempos, mas este ano trás também à cidade grupos de renome que já passaram por outros festivais. Da Weasel, La Resinance, Stone Slaves, Nokin, Grove 4 Tet, 2 Moon – dia 21 -, Linda Martini Blasfemea, Os Ponkies, D. Beat & Manilha – dia 22 – Humble, Funk off & Fly – dia 23 -, são apenas alguns dos artistas que durante os três dias vão “invadir” Alcácer do Sal.
As associações e instituições locais voltam este ano a juntar-se à festa e marcam presença quer no palco quer nas actividades paralelas desta iniciativa.. A Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba vai subir ao palco dia 22 numa parceria com Carlos Guilherme e Anabela, enquanto que a Sociedade Filarmónica Amizade Visconde de Alcácer vai apresentar, dia 23, o espectáculo “Somos Alcácer”. No desporto, o União Futebol Clube dos Bairros de São João e Olival Queimado e o Grupo Desportivo do Bairro do Laranjal prepararam respectivamente um torneio de futebol e basquetebol de três contra três.
Demonstrações de Skate, workshops de Dj, maquilhagem, reciclagem e fotografia e uma feira multicultural - cujas inscrições estão desde já abertas no Gabinete da Juventude local - completam o programa deste festival à beira Sado que já marca o Verão em Portugal. As grandes bandas, o espaço reservado para o público, a zona envolvente ao rio Sado, os serviços e as actividades previstas, e o facto de todas as iniciativas serem completamente gratuitas faz da Semana da Juventude de Alcácer do Sal ponto de paragem obrigatório na rota dos festivais para alguns milhares de pessoas.
Com concertos a partir das 18 horas, a Semana da Juventude começa dia 21 de Agosto e até lá os festivaleiros podem acompanhar toda a informação sobre esta iniciativa, grupos e actividades
informação de: alcacerjovem.com
Muita música
Alcácer do Sal junta-se à rota dos festivais de Verão com três dias de muita música e animação numa festa com vista para o Sado.
Da Weasel e Linda Martini são os cabeças de cartaz da quarta edição da semana da juventude que começa dia 21.
De 21 a 23 de Agosto quem quiser música, animação e muita festa vai estar em Alcácer do Sal na IV edição da Semana da Juventude, onde não vai faltar música, desporto, workshops e uma feira multicultural
Com concertos divididos entre dois palcos – um na margem sul e outro na zona histórica - a Semana da Juventude de Alcácer do Sal continua a apostar em bandas que vão ter projecção nos próximos tempos, mas este ano trás também à cidade grupos de renome que já passaram por outros festivais. Da Weasel, La Resinance, Stone Slaves, Nokin, Grove 4 Tet, 2 Moon – dia 21 -, Linda Martini Blasfemea, Os Ponkies, D. Beat & Manilha – dia 22 – Humble, Funk off & Fly – dia 23 -, são apenas alguns dos artistas que durante os três dias vão “invadir” Alcácer do Sal.
As associações e instituições locais voltam este ano a juntar-se à festa e marcam presença quer no palco quer nas actividades paralelas desta iniciativa.. A Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba vai subir ao palco dia 22 numa parceria com Carlos Guilherme e Anabela, enquanto que a Sociedade Filarmónica Amizade Visconde de Alcácer vai apresentar, dia 23, o espectáculo “Somos Alcácer”. No desporto, o União Futebol Clube dos Bairros de São João e Olival Queimado e o Grupo Desportivo do Bairro do Laranjal prepararam respectivamente um torneio de futebol e basquetebol de três contra três.
Demonstrações de Skate, workshops de Dj, maquilhagem, reciclagem e fotografia e uma feira multicultural - cujas inscrições estão desde já abertas no Gabinete da Juventude local - completam o programa deste festival à beira Sado que já marca o Verão em Portugal. As grandes bandas, o espaço reservado para o público, a zona envolvente ao rio Sado, os serviços e as actividades previstas, e o facto de todas as iniciativas serem completamente gratuitas faz da Semana da Juventude de Alcácer do Sal ponto de paragem obrigatório na rota dos festivais para alguns milhares de pessoas.
Com concertos a partir das 18 horas, a Semana da Juventude começa dia 21 de Agosto e até lá os festivaleiros podem acompanhar toda a informação sobre esta iniciativa, grupos e actividades
informação de: alcacerjovem.com
11/08/09
Partidos: menina dos olhos da democracia. Mas não são!
Por Vitor Ramalho
Os partidos políticos são os pilares da democracia e a base de sustentação dos governos.
Os programas do governo, não têm origem nos executivos mas nas propostas vencedoras debatidas em campanhas preparadas, organizadas e dirigidas pelos partidos.
Os partidos deveriam assim ser a menina dos olhos da democracia, os alicerces dos diferentes ideários e os impulsionadores dos debates sobre o futuro.
O partido é para o militante, instrumento para obtenção de um qualquer poder
Deveriam ser mas são – no cada vez menos. O militante deixou de ser visto como um cidadão com responsabilidades cívicas e políticas acrescidas. O partido é hoje para ele, em regra um instrumento para obtenção de um qualquer poder e menos o suporte de causas, valores e princípios, em que o interesse geral prevalece. Deixou de existir em muitas situações a pertença do militante ao partido por razões de ideário.
A implosão do bloco de leste, acelerou esta situação endeusando o mercado e sobrepondo a economia à política. Aquela passou a ser um fim, suportada no lucro. O negocismo invadiu a política e os próprios partidos socialistas europeus foram em geral na onda, cedendo às concepções neoliberais. A Internacional Socialista deixou de ter voz.
Falido o neoliberalismo esperava-se que este estado se alterasse e que o socialismo, onde está o futuro, reforçasse na Europa o seu campo de acção.
Os resultados para o Parlamento Europeu não o demonstram. Pelo contrário. E no futuro próximo não vejo que a situação se altere na Europa.
O próprio PSE nem sequer foi capaz de propor um candidato à presidência da comissão, anulando o debate das ideias. Assim se reforça a fulanização da política.
Perante estes factos entendi, como presidente da federação do PS de Setúbal, não me candidatar às eleições de 27 de Setembro próximo para a Assembleia. Tinha toda a legitimidade para o fazer.
Tomei esta posição não porque não reconheça a dignidade e importância do exercício da função de deputado.
Priorizar o combate no interior dos partidos
É que hoje, mais do que nunca parece ser decisivo priorizar o combate no interior dos partidos, porque é por estes – que não haja ilusões – que o futuro se reconstruirá. Quem poderá contribuir para isso se não forem os dirigentes?
No que me respeita não tenho dúvidas face ao descrédito crescente dos cidadãos da política e dos partidos.
Sendo socialista e acreditando no socialismo, tão decisivo no período histórico que vivemos, e por via disso no PS, estarei assim no lugar onde devo estar, resultado da minha própria experiência. Esse lugar é na federação que dirijo ao lado dos militantes, continuando o propósito de reforçar de forma crescente o debate das ideias e com isso as causas do socialismo e com elas da lusofonia, por onde passará também o nosso futuro colectivo.
Não há – parece-me - outra via, para renovarmos a credibilidade e a esperança. Como se verá no futuro próximo.
Vítor Ramalho
(Presidente da Federação do PS de Setúbal)
Nota da Redacção: o título e subtítulos são da responsabilidade da Redacção
Os partidos políticos são os pilares da democracia e a base de sustentação dos governos.
Os programas do governo, não têm origem nos executivos mas nas propostas vencedoras debatidas em campanhas preparadas, organizadas e dirigidas pelos partidos.
Os partidos deveriam assim ser a menina dos olhos da democracia, os alicerces dos diferentes ideários e os impulsionadores dos debates sobre o futuro.
O partido é para o militante, instrumento para obtenção de um qualquer poder
Deveriam ser mas são – no cada vez menos. O militante deixou de ser visto como um cidadão com responsabilidades cívicas e políticas acrescidas. O partido é hoje para ele, em regra um instrumento para obtenção de um qualquer poder e menos o suporte de causas, valores e princípios, em que o interesse geral prevalece. Deixou de existir em muitas situações a pertença do militante ao partido por razões de ideário.
A implosão do bloco de leste, acelerou esta situação endeusando o mercado e sobrepondo a economia à política. Aquela passou a ser um fim, suportada no lucro. O negocismo invadiu a política e os próprios partidos socialistas europeus foram em geral na onda, cedendo às concepções neoliberais. A Internacional Socialista deixou de ter voz.
Falido o neoliberalismo esperava-se que este estado se alterasse e que o socialismo, onde está o futuro, reforçasse na Europa o seu campo de acção.
Os resultados para o Parlamento Europeu não o demonstram. Pelo contrário. E no futuro próximo não vejo que a situação se altere na Europa.
O próprio PSE nem sequer foi capaz de propor um candidato à presidência da comissão, anulando o debate das ideias. Assim se reforça a fulanização da política.
Perante estes factos entendi, como presidente da federação do PS de Setúbal, não me candidatar às eleições de 27 de Setembro próximo para a Assembleia. Tinha toda a legitimidade para o fazer.
Tomei esta posição não porque não reconheça a dignidade e importância do exercício da função de deputado.
Priorizar o combate no interior dos partidos
É que hoje, mais do que nunca parece ser decisivo priorizar o combate no interior dos partidos, porque é por estes – que não haja ilusões – que o futuro se reconstruirá. Quem poderá contribuir para isso se não forem os dirigentes?
No que me respeita não tenho dúvidas face ao descrédito crescente dos cidadãos da política e dos partidos.
Sendo socialista e acreditando no socialismo, tão decisivo no período histórico que vivemos, e por via disso no PS, estarei assim no lugar onde devo estar, resultado da minha própria experiência. Esse lugar é na federação que dirijo ao lado dos militantes, continuando o propósito de reforçar de forma crescente o debate das ideias e com isso as causas do socialismo e com elas da lusofonia, por onde passará também o nosso futuro colectivo.
Não há – parece-me - outra via, para renovarmos a credibilidade e a esperança. Como se verá no futuro próximo.
Vítor Ramalho
(Presidente da Federação do PS de Setúbal)
Nota da Redacção: o título e subtítulos são da responsabilidade da Redacção
09/08/09
08/08/09
OS CORNITOS DO DR. PINHO

O feroz e os mansos
Por Vitor Cunha
Afinal os “ferozes” pedem desculpas e são intransigentes na defesa da dignidade das pessoas e das instituições. Os outros, ou seja, os “mansos” permitem todas as ofensas e, objectivamente, dão-lhe o seu apoio e cobertura
O recente episódio protagonizado por Manuel Pinho na Assembleia da República provocou nos meios de comunicação social a inevitável orgia de comentários, críticas, mesas-redondas, colóquios – tudo, como é costume, até à náusea, condimentado pela demagogia reinante.
Num tempo em que os sábios aparecem como míscaros em ano propício, nós os simples mortais ficamos estarrecidos com o siciliano silêncio das mentes brilhantes que enxameiam as tribunas com tantos fariseus com vestes de profetas.
Pensava eu que a reacção de José Sócrates, pedindo desculpas em nome do Governo e substituindo Manuel Pinho (um excelente ministro, na minha opinião) no ministério, suscitasse o mais vivo aplauso. Aqui estava uma decisão de enorme sentido de Estado, exemplar para a tão badalada e controvertida “qualidade da nossa democracia”.
Pois, o que tem vindo a acontecer em situações semelhantes?
Há uns anos, Mário Soares foi agredido na Marinha Grande por militantes do PCP. Não me recordo de ouvir dos dirigentes deste partido um pedido de desculpas, uma condenação, uma simples atitude de reprovação. Tudo normal, tudo democrático!
Há poucos meses na mesma Assembleia da República, um deputado do PSD, em tom bem audível e com gestos ameaçadores, desafiava um deputado do PS para resolverem um diferendo de opinião “lá fora”, ou seja, como preconizava Eça de Queiroz “à bengalada”. Não me recordo de ouvir da presidente do PSD um pedido de desculpas, uma condenação, uma simples atitude de reprovação. Tudo normal, tudo democrático!
Há dezenas de anos que Alberto João Jardim, mais ou menos histriónico, mas sempre vociferante, insulta soezmente, os titulares de órgãos de soberania. Não me recordo de ouvir a nenhum Presidente do PSD um pedido de desculpas, uma condenação, uma simples atitude de reprovação. Tudo normal, tudo democrático! O homem tem aquele feitio e já foi declarada a sua impunidade!
Há bem pouco tempo, Vital Moreira, candidato a deputado europeu, foi insultado, quase agredido fisicamente numa manifestação organizada pela CGTP. Não me recordo de ouvir dos seus principais dirigentes ou do PCP um imediato pedido de desculpas, uma condenação, uma simples atitude de reprovação. Tudo normal, tudo democrático! Entre subterfúgios e evasivas ficou Vital Moreira avisado que não se deve meter onde não é chamado! É que “estava mesmo a pedi-las…!”.
A título exemplificativo aqui temos, no seu melhor, a defesa intransigente da “qualidade da nossa democracia”, o respeito pelas Instituições, a tolerância, etc. etc.
Pensava eu que na linguagem metafórica cultivada ultimamente até à exaustão, com especial destaque pelo jovem agricultor Paulo Portas, na sua versátil retórica de feirante, isto sim, indiciava comportamentos e atitudes de “animal feroz”. Porém, não ouço dos sábios, muitos dos quais o Mestre Aquilino Ribeiro compararia às bezerrinhas que em todas as vacas mamam, nem aos oráculos cujos anúncios tresandam a naftalina, uma só palavrinha…
E fico a pensar cá para mim neste absurdo linguístico: afinal os “ferozes” pedem desculpas e são intransigentes na defesa da dignidade das pessoas e das instituições. Os outros, ou seja, os “mansos” permitem todas as ofensas e, objectivamente, dão-lhe o seu apoio e cobertura.
Parafraseando Torga que não foi sábio, mas poeta, “que pestilência, quando o futuro esventrar o cadáver deste tempo português”. Com a devida vénia, acrescento eu: o cadáver dos “mansos”.

Vitor Ramalho acredita que PS vai ser o partido mais votado no distrito e no país
O presidente da distrital do PS, acredita que o PS não conseguirá a maioria absoluta nas próximas Legislativas, mas que vai ser “o mais votado a nível nacional e no distrito, inequivocamente”.
Regeita as críticas da CDU, sobre a escolha de Vieira da Silva, actual Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, para encabeçar a lista do PS às Legislativas dizendo que a CDU é “responsável pelo não fomento do emprego ao nível distrital, onde lidera dez das treze autarquias”.
07/08/09
LISTAS PS APRESENTADAS A 2 de SETEMBRO

As listas do PS-Alcácer, à eleição autárquica, deverão ser apresentadas em cerimónia pública, a 2 de Setembro e não na próxima segunda feira, como fora anunciado no site da Federação. Também nessa informação era dito, por engano, que ocorreria uma apresentação hoje, na discoteca Alexander. De facto, ocorrerá esse acto de apresentação, mas das listas de Santiago do Cacém.
Qunto a Alcácer, o mandatário, Luís Dias, está, segundo informação que obtivemos, com o processo de recolha, da documentação necessária à apresentação das candidaturas, quase completo.
A lista para o Executivo deverá ser assim constituida:
Pedro Paredes
Helder Serafim
Isabel Vicente
Gabriel Geraldo
Para os restantes lugares da lista, Paredes estará a ponderar entre vários nomes como: Mariana Caixeirinho, Fernanda Horta, Serafim Inocêncio, Duarte Rodrigues, Rute Canhoto...
Parece estar a ser considerado, que Mariana Caixeirinho faz falta, na Assembleia Municipal, atendendo ao facto das inúmeras intervenções e trabalho que aí desenvolveu, no presente mandato, na qualidade de deputada municipal.
O ESFORÇO ESTÓICO DE TERESA E DO CDS (4)
COLUNA SOCIAL
Conclusão
O interesse por Alcácer está a aumentar.
Também o CDS não quis deixar de apresentar candidatura à Câmara. Primeiro mandou enviados à PIMEL fazer contactos políticos, depois, namorou o PSD, assediou socialistas descontentes, convenceu Teresa Noronha que na tourada consultou Paredes. Presidente e Vice Presidente da Distrital correram, a Alcácer, montar estratégia.
No passado dia 25 - dia de todas as decisões - escrevemos, em um punhado de capítulos, uma caricatura do que está a ser o esforço do CDS para concorrer às eleições e aqui publicamos hoje, o IV e último capítulo. Para melhor compreensão, aconselhamos a leitura dos três capítulos anteriores.
Capitulo IV
Não sei se deva
Ou se interesse.
Sei que me maça.
Então porque vou?
Porque acho graça!
Se não há Paredes,
não podíamos pensar em Massano?
Ou Clemente?
Em menos de nada, Teresa estava no Forno da Cal, a bater à porta da casa das "barras amarelas", mas logo avistou Margarida, no terraço, que regava as magnólias.
-Margarida, Margarida, abre-me a porta.
-Entra aqui pelo quintal, sobe...
Teresa subiu as escadas de três em três degraus.
-Dá cá um grande abraço, Margarida.
Aonde está o Pedro? Ele ganhou e eu também! Vem em O SÁDÃO.
E com todo o sangue nas faces, pediu:
_Confirmem-me, confirmem-me.
Margarida apontou-lhe a sala de visitas e Teresa logo avistou Pedro, solitário, sentado ao fundo, num cadeirão de pele vermelha num olhar reclinado de espelhos, que projectavam os longos cortinados do melhor veludo, também em cor vermelha, óleos famosos e candeeiros de cristal.
Pedro, circunspecto, profundamente pensativo, que de perna cruzada, batia o dedo no joelho, levantou-se para o cumprimento.
_Ora viva, então como vai a família?
Teresa começou a contar
_Tive um sonho horrível, ai nem quero pensar! Vieram uns soldados a casa, buscar-me e levaram-me para um palácio ao pé de Pedro Nunes e conduziram-me a um salão onde estava um homem sentado num trono... ai nem quero recordar.
E Margarida disse:
_Eu também sonhei o mesmo!
_Esse homem tenebroso, eras tu, Pedro?
Perguntou Teresa.
_Olha, eu também sonhei a mesma coisa.
Respondeu Pedro.
Ficaram os três a olhar, assustados, uns para os outros.
Mas logo se lembraram que pode haver sonhos iguais em corpos diferentes, quando os interesses e desejos sejam iguais.
_Bem, mas vamos ao que aquí me trouxe.
Disse Teresa.
_Confirma-se a escolha que vem em O SÁDÃO? Que és tu e não o João?
Margarida e Pedro acenavam com a cabeça em gesto sim.
_Então já sou eu...vou já telefonar ao meu deputado de Setúbal.
Disse, decidida, Teresa.
_Está lá?. Olha companheiro, o Paredes foi o escolhido para o PS.
Portanto, já posso anunciar-me, não achas?
-Calma Teresa!
Respondeu o deputado.
_Pensa comigo. E se então pensássemos agora, em Massano?
_Ai não, nem ele aceitava.
_Não? E Clemente? Olha Teresa, deixa consultar a minha agenda. Vou ai terça feira reunir para decidirmos tudo.
_Eu nem sei se deva, porque aonde arranjo tanta gente para as listas?
Lamentou-se Teresa.
_Não te preocupes com isso, se for necessário vai tudo feito daqui. Temos muita rapaziada que o que quer é aparecer nas listas.
_Ah! Assim está bem. Sabes que eu sou principiante...Até estou aqui em casa do Pedro e isto, no final, tem é de se fazer como em 75, juntarmo-nos contra o comunismo, não é?
Nesse momento a chamada caiu.
FIM
É garantido que o CDS vai concorrer ao Executivo.
E poderá concorrer também, à Assembleia Municipal ou em alternativa, a alguma junta de freguesia.
já conta com doze nomes certos, para formar listas:
Teresa Noronha
Joaquim Lince
Francisco Lince
Rita Núncio
Rita Lince
Acácio Soares
Luís Geraldo
Guilherme Água Morna
Aires Mendonça
Miguel Jorge
Rui Lince
Nuno Noronha
E poderá concorrer também, à Assembleia Municipal ou em alternativa, a alguma junta de freguesia.
já conta com doze nomes certos, para formar listas:
Teresa Noronha
Joaquim Lince
Francisco Lince
Rita Núncio
Rita Lince
Acácio Soares
Luís Geraldo
Guilherme Água Morna
Aires Mendonça
Miguel Jorge
Rui Lince
Nuno Noronha
06/08/09
ESFORÇO ESTÓICO DE TERESA E DO CDS (3)

COLUNA SOCIAL
O interesse por Alcácer está a aumentar.
Também o CDS não quis deixar de apresentar candidatura à Câmara. Primeiro mandou enviados à PIMEL fazer contactos políticos, depois, namorou o PSD, assediou socialistas descontentes, convenceu Teresa Noronha que na tourada consultou Paredes. Presidente e Vice Presidente da Distrital correram, a Alcácer, montar estratégia.
No passado dia 25 - dia de todas as decisões - escrevemos, em um punhado de capítulos, uma caricatura do que foi esse esforço estóico do CDS e aqui publicamos hoje, o capitulo III. Para melhor compreensão, aconselhamos a leitura dos capítulo anteriores.
Capitulo III
Não sei se deva
Ou se interesse.
Sei que me maça.
Então porque vou?
Porque acho graça!
Se não há Paredes,
não podíamos pensar em Massano?
Ou Clemente?
Os olhos de Teresa abriram-se instantaneamente.
_Meu Deus! Meu Deus, que horas já serão?
Olhou, como um relâmpago, os relógios - três - que havia postado na mesinha de cabeceira, em posição frontal, para que não mais houvesse dúvidas. Marcavam nove horas e qualquer coisa mais.Olhou para o lado, o marido já tinha saído à vida. Saltou da cama, enfiou o roupão. Abriu todas as janelas do quarto, em seguida a porta, e chamou pela empregada:
_Prepara-me um chá e uma torrada.
Com duas passadas, alcançou o computador.
_Agora O SÁDÃO já deve ter a noticia no ar.
Pensou.
E, o super sumo da tecnologia da comunicação, respondeu-lhe afirmativamente. Lá estava a noticia no ar. O título era a azul e em letra garrafal! PEDRO PAREDES É O CABEÇA DE LISTA.
Por instantes, nem quis acreditar...leu ávida e releu. Voltou a ler, agora mais calmamente!
Levantou-se ligeira, correu ao quarto. Jogou o roupão no chão, abriu os gavetões, pegou na primeira roupa que lhe veio à mão, vestiu-se à pressa.
_Sra. Doutora, quer o pequeno almoço na sala ou prefere no quarto?
_Não, já não tenho tempo de tomar nada. Estou de saída urgente. Vou a casa do primeiro casal de Alcácer! Hoje é um dia muito especial, Maria! Nem podes imaginar o que vai acontecer!
Mas Teresa parou por um instante!
_Vou para onde?! Não estarei a sonhar?! A sonhar não. Agora estou bem acordada.
Mas, se esta noticia de O SÁDÃO. não é verdadeira?! Ah, obviamente que é verdadeira! Até diz que foi por unanimidade e quem vai formar as listas...E, para mais, O SÁDÃO é de confiança...vou sair sim.
Mas, de repente, decidiu voltar com a ideia atrás.
-Não, é melhor confirmar em outros órgãos de informação. Todos já devem ter a noticia.
Chamou então, um a um, os blogs de Alcácer, mas nada. Depois consultou toda a ´´midia´´ do distrito e a seguir os de âmbito nacional. Mas nenhum dava a notícia.
-Hum, será que O SADAO se adiantou demais e....não estará ainda decidido! Vou telefonar a alguém.
Não, é melhor não. Vou esperar. Não devo mostrar tanto interesse, tamanha ansiedade. Podem-me julgar mal, com pouca estabilidade emocional.
A manhã foi de constante consulta a todos os órgãos de comunicação, mas nenhum lhe trazia a nova tão desejada. De quando em vez, voltava a O SÁDÃO.
-Será que O SÁDÃO se enganou e já desmentiu a noticia?!
Mas não. Pelo contrário. O SÁDÃO já ostentava agora, mais uma declaração do Presidente da Federação de idêntico teor. Teresa ficava agora calma! Está bom de ver! É mais que certo! É o Pedro!.
E, então, passou a manha do quarto para a sala, da sala para o quarto. De cinco em cinco minutos consultava a net. Tudo igual. Nimguém noticiava nada, mas O SÁDÃO ostentava a decisão Pedro Paredes, até já noticiada, duplamente.
Para aliviar a tensão, Teresa desceu:
Aos pátios e à horta,
Aonde seus bichos vivem à solta.
E, na descida da escada cantarolava:
Gosto muito de animais.
A compaixão por eles
É bondade de carácter,
É atitude boa,
Isso é evidente!
E quem é cruel com eles
Não pode ser considerada pessoa.
Nem ser boa Presidente
E para uma borboleta na parede:
Acorda, acorda!
Vem ser minha amiga,
Borboleta que dorme!
E logo os cachorros lavradores
Acorreram às escadas
E,com ternura, a envolveram
O cavalo lusitano,
De nome "força do vento",
De repente,
A cumprimentou de patas no ar,
Contente.
O melro negro, vibrante, luzidio,
Madrugador, jovial;
Lhe soltou
Verdadeiras risadas de cristal.
E disse-lhe:
_"Bons dias!"
E Teresa respondeu:
_Como eu gosto das tuas cortesias.
E as pombas brancas no telhado,
Desceram para Teresa,
Para o pátio,
Bem para o meio.
E Teresa lhes atirou centeio
E foi agitar as rosas,
No canteiro:
E vê o melro, a assobiar, na eira,
Em cima do seu chapéu de penas, alto!
E Teresa o muro do canteiro,
galgou de um salto.
E como era habitual,
mas só ao domingo, antes da missa,
Gostava de tratar da hortaliça,
E rezava a Deus-Padre Omnipotente
Vários trechos latinos,
Salvando dessa forma, juntamente,
As ervilhas, as almas e os pepinos.
Ia subindo a escada,
Sua atlética figura,
E era vê-la ainda,
ralhar com os animais
com estrema ternura
Correu à sala, a O SÁDÃO
Que ostentava
E sem nenhuma confusão,
Pedro Paredes candidato
E já não mais o João.
E nimguém mais informava,
Mas que grande admiração!
_Está na mesa, o almoço.
Informava a empregada
_Nem me apetece comer nada,
Queria lançar já,
Mãos à empreitada...
Do almoço principesco,
Em companhia da família.
Quase não comeu nada,
Pouco mais do que pitada
-Esta noite acordei-te...
Procurava Teresa introduzir o assunto ao marido.
-Acordas-te?! Nem me lembro.
Respondeu ele.
_É por causa da Câmara, do Cds, de mim, percebes?! O Paredes é que é o candidato do PS - diz O SÁDÃO - estás a entender?!
-Ah, está bem. Mas não era o Massano?!
_Não. Decidiram em Lisboa, esta noite, que é o Paredes.
_Pois então que seja! Por mim pode ser qualquer um, lá eu me ralo com isso...
_Mas é que eu... sabes... é que assim já sou eu...
_És tu?! Então já não é o Paredes, nem o Massano! Afinal tu é que és?!
_Não. Não é isso. Sou eu e o Paredes...
Tu e o Paredes?! Os dois?! E o Massano também é?! Sois os três?!
-Não querido, não estás a entender...
-Nem quero, se não, também fico doido!
_Mas olha que tens de entrar nas listas...
_Hum...isso ainda vamos a ver!
Teresa levantou-se e foi para os aposentos para repousar e tentar fazer uma sesta, para se recompor daquela noite de pesadelo sem que, antes, não deixasse de voltar, mais uma vez, à net, à procura da noticia. Mas a noticia era só a de O SÁDÃO.
Nenhum órgão noticiava tão estrondosa novidade, mas O SÁDÃO, ostentava seguro, a decisão definitiva.
-Não há mais que esperar, O SÁDÃO é seguro. Vou a casa do primeiro casal de Alcácer imediatamente.
Entrou no aposento do toilete, ajeitou o cabelo, polvilhou-se com rouge e borrifou-se com o seu melhor perfume francês, deu um toque na gola do vestido, colocou cuidadosamente a encharpe de seda selvagem, pegou a chave do carro e desceu decidida.
Entrou no carro à pressa, partiu como uma flecha, louca e muda.
_Para onde vai com tanta pressa?
Perguntou o marido à empregada.
_Não sei, mas disse que ia ao Forno da Cal.
leia amanha o IV capitulo
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