Paredes Tira Pelouro a Massano que deixa de ser Vice Presidente
EM CAUSA A FORMAÇÃO DA LISTA CANDIDATA Á ELEIÇÃO DE OUTUBRO.
Ao começo da manhã de hoje, os Chefes de Serviço dos Pelouros que o Vice Presidente da Câmara, João Massano, detinha,(Administração Financeira e Juventude - e a liderança da Empresa Municipal de Serviços Urbanos)foram chamados ao Gabinete do Presidente da Câmara Pedro Paredes, o qual lhes comunicou que a partir daquele momento se deveriam reportar a ele, Presidente, porque havia decidido retirar os Pelouros a Massano.
João Massano, que é o Presidente da Comissão Política Concelhia do PS, fica agora como vereador sem pelouro, à semelhança dos vereadores da CDU.
REUNIÃO DE EMERGÊNCIA DE MILITANTES
Entretanto os militantes do PS estão a ser convocados "porta a porta" para uma reunião de emergência para amanhã, às 21h00, na Pazoa.
ANTECEDENTES
Três nomes do PS se apresentam interessados em serem cabeça de lista na eleição autárquica. Pedro Paredes, João Massano e Duarte Faria. Dos três, Pedro Paredes é tido entre os meios socialistas, como o melhor colocado junto do eleitorado. O Presidente da Federação, Victor Ramalho, chegou mesmo a avançar o seu nome em público. Todavia, em recente reunião na Federação, em que estiveram presentes os três socialistas candidatos a candidato, J. Massano travou a formalização dessa decisão fundamentando que cabe à Comissão Política Concelhia aprovar a lista e que essa, ainda nada decidira.
TODOS PARECEM TER RAZÃO
Nesse momento, tanto a Paredes como a Massano, cabia razão. O primeiro não admitia recuos porque seu nome já fora anunciado. O segundo, porque pelos estatutos do partido cabe à Comissão Política Concelhia, aprovar as listas de candidatos aos órgãos autárquicos do respectivo concelho.
Enquanto isso, a Comissão Política marcara para a próxima segunda feira, uma reunião para decidir sobre a lista concorrente. P. Paredes terá dado então, o prazo de mais um dia (até terça feira próxima) para aceitarem seu nome e caso contrário encabeçaria uma lista independente e retirava os pelouros e a vice presidência a Massano.
PORQUE PAREDES NÃO ESPEROU ATE TERÇA FEIRA?
Entretanto P Paredes não esperou pela terça feira e enveredou, já hoje, pelo tudo ou nada. A razão de tal antecipação dever-se-á ao facto de ter sido encomendada uma sondagem de opinião à firma Eurosondagem,, que está a ser feita neste momento via telefónica, e que pretende saber qual dos três nomes é o mais popular para ser cabeça de lista. Provavelmente P Paredes terá suspeitado que a intenção dessa pesquisa de opinião, seria a de solidificar posição contra si, na reunião da C.P.C. da próxima segunda feira ou por razões que se prendam com os apoios que tem ou espera e, não quis aguardar mais tempo, decidindo-se pela rotura, desde já.
ISTO É O QUE MENOS INTERESSA AO PARTIDO
Mas, a presente situação, que projecta o aparecimento de duas listas na área do PS, é de todo indesejável ao partido.
Importa pois, que os militantes, na reunião de amanhã, serenamente, saibam distinguir o importante do acessório e que não se fixem em coisas menores e razões de ordem pessoal, mas saibam colocar o partido e o interesse do partido em primeiro lugar. Que cada um cumpra o seu dever de militante e amanhã participe com o seu melhor na busca da mais adequada solução para esta crise partidária.
Os militantes passam, mas o partido fica! E o concelho precisa de um PS forte e unido, capaz de liderar uma estratégia política de desenvolvimento e modernidade,, para dar resposta aos anseios e oportunidades que a Alcácer, se deparam, aqui e agora.
Após a reunião de militantes, traremos aos nossos leitores a análise que couber.
27/05/09
22/05/09
Eleições Autárquicas
Para breve as listas candidatas
A CDU, em clima de forte divisão interna, promete tornar públicas as listas para as eleições autárquicas, dentro de poucas semanas.
Por sua vez, no PS, após divisões inglórias, urge elaborar uma lista que escolha quem está melhor colocado perante o eleitorado, porque o PS precisa de ganhar e Alcácer precisa que o PS ganhe. E esse objectivo acaba de ser alcançado, tudo indica.
E é necessário também, que o partido esteja todo unido para este acto eleitoral. E, que no futuro, as divergências sejam em torno de programas e estratégias políticas, que tragam mais valia ao partido e à política e se façam em clima de crítica construtiva e de total liberdade, como é timbre do partido socialista.
Para breve as listas candidatas
A CDU, em clima de forte divisão interna, promete tornar públicas as listas para as eleições autárquicas, dentro de poucas semanas.
Por sua vez, no PS, após divisões inglórias, urge elaborar uma lista que escolha quem está melhor colocado perante o eleitorado, porque o PS precisa de ganhar e Alcácer precisa que o PS ganhe. E esse objectivo acaba de ser alcançado, tudo indica.
E é necessário também, que o partido esteja todo unido para este acto eleitoral. E, que no futuro, as divergências sejam em torno de programas e estratégias políticas, que tragam mais valia ao partido e à política e se façam em clima de crítica construtiva e de total liberdade, como é timbre do partido socialista.
25/04/09
Revolução dos Cravos
Faz hoje 35 anos que foi derrubada a Ditadura Salazarista/Caetanista, através de golpe militar fortemente apoiada pelo Povo.
Para quantos viveram esse tão importante processo político para o nosso país, mesmo para aqueles que se mantiveram afastados dos acontecimentos, foi algo inesquecível.
Ao Golpe de Estado segui-se um período revolucionário de dois anos, de grande turbulência política, económica e social. As forças comunistas procuravam impedir a democracia representativa e tentavam o poder a golpe por falta de representatividade social capaz.
O Alentejo sofreu muito com este processo sem rei nem roque (pois foi a região onde os comunistas actuaram com mais facilidade) mas todo o país sofreu com esse período de desnorte, sem regime e desígnio. E ainda hoje sofremos consequências dos erros de então.
Foi um período de tanta confusão, desordem e complexidade, que Portugal se tornou uma espécie de laboratório político observado por toda a Europa e chegou mesmo a existir um fluxo turístico que vinha a Portugal para ver a revolução.
Para nós, que fomos parte activa no derrube da ditadura e na revolução, foi a melhor coisa que até hoje podemos viver e uma aprendizagem política incrivelmente ensinadora.
Revolução dos Cravos é o nome dado ao golpe de estado militar que derrubou, num só dia, sem grande resistência das forças leais ao governo - que cederam perante a revolta das forças armadas - o regime político que vigorava em Portugal desde 1926. O levantamento, também conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido em 1974 pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução trouxe a liberdade ao povo português (denominando-se "Dia da Liberdade" o feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução).
Antecedentes
Na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926, foi implementado em Portugal um regime autoritário de inspiração fascista. Com a Constituição de 1933 o regime é remodelado, auto-denominando-se Estado Novo e Oliveira Salazar passou a controlar o país, não mais abandonando o poder até 1968, quando este lhe foi retirado por incapacidade, na sequência de uma queda em que sofreu lesões cerebrais. Foi substituído por Marcelo Caetano que dirigiu o país até ser deposto no 25 de Abril de 1974.
Sob o governo do Estado Novo, Portugal foi sempre considerado uma ditadura, quer pela oposição, quer pelos observadores estrangeiros quer mesmo pelos próprios dirigentes do regime. Formalmente, existiam eleições, mas estas foram sempre contestadas pela oposição, que sempre acusaram o governo de fraude eleitoral e de desrespeito pelo dever de imparcialidade.
O Estado Novo possuía uma polícia política, a PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado), uma evolução da ex-PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), mais tarde DGS (Direcção-Geral de Segurança), que perseguiria os opositores do regime. De acordo com a visão da história dos ideólogos do regime, o país manteve uma política que considerava a manutenção das colónias do "Ultramar", numa altura em que alguns países europeus iniciavam os seus processos de alienação progressiva das suas colónias. Apesar da contestação nos fóruns mundiais, como na ONU, Portugal manteve uma política de força, tendo sido obrigado, a partir do início dos anos 60, a defender militarmente as colónias contra os grupos independentistas em Angola, Guiné e Moçambique.
Economicamente, o regime manteve uma política de condicionamento industrial que resultava no monopólio do mercado português por parte de alguns grupos industriais e financeiros (a acusação de plutocracia é frequente). O país permaneceu pobre até à década de 1960, o que estimulou a emigração. Notou-se, contudo, um desenvolvimento económico a partir desta década.
A Guerra do Ultramar, um dos precedentes para a revolução
O mito do "orgulhosamente sós"
Nos inícios dos anos 1970 o regime autoritário do Estado Novo continuava a pesar sob Portugal. O seu fundador, António Oliveira Salazar, foi destituído em 1968 por incapacidade e veio a falecer em 1970, sendo substituído por Marcelo Caetano na direcção do regime. Qualquer tentativa de reforma política foi impedida pela própria inércia do regime e pelo poder da sua polícia política (PIDE). O regime exilava-se, envelhecido num mundo ocidental em plena efervescência social e intelectual de finais de década de 60, obrigando Portugal a defender pelas forças das armas o Império Português, instalado no imaginário dos ideólogos do regime. Para tal, o país viu-se obrigado a investir grandes esforços numa guerra colonial de pacificação, atitude que contrastava com o resto das potências coloniais que tratavam de assegurar-se da saída do continente africano da forma mais conveniente.
O contexto internacional não era favorável ao regime salazarista/marcelista.
Com o auge da Guerra Fria, as nações dos blocos Capitalista e Comunista apoiaram e financiaram as guerrilhas das colónias portuguesas, numa tentativa de as atrair para a influência americana ou soviética. A intransigência do regime e mesmo o desejo de muitos colonos de continuarem sob o domínio português, atrasaram o processo de descolonização por quase 20 anos, no caso de Angola e Moçambique.
Ao contrário de outras Potências Coloniais Europeias, Portugal mantinha laços fortes e duradoros com as suas colónias africanas. Para muitos portugueses um Império Colonial era necessário para um poder e influência contínuos. Contrastando com Inglaterra e França, os colonizadores portugueses casaram e constituíram família entre os colonos nativos.
Apesar das constantes objecções em forúns nacionais, como a ONU, Portugal manteve as suas colónias como parte integral de Portugal, sentindo-se portanto obrigado a defendê-las militarmente de grupos armados de influência comunista, particularmente após a anexação unilateral e forçada dos inclaves portugueses de Goa, Damão e Diu, em 1961.
Em quase todas as colónias portuguesas africanas – Moçambique, Angola, Guiné, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde – surgiram movimentos independentistas, que acabaram por se manifestar sob a forma de guerrilhas armadas. Excepto no caso da Guiné, estas guerrilhas foram facilmente contidas pelas forças portuguesas, apesar dos diversos embargos ao armamento militar fornecido a Portugal. No entanto, os vários conflitos forçaram Salazar e o seu sucessor Caetano a gastar uma maior parte do orçamento de Estado na administração colonial e despesas militares, sendo que cedo Portugal viu-se um pouco isolado do resto do Mundo
Após a ascensão de Caetano ao poder, a guerra colonial tornou-se num forte motivo de discussão e num assunto muito focado por parte das forças anti-regime. Muitos estudantes e manifestantes contra a guerra terão sido forçados a abandonar o país para escapar à prisão e tortura.
Economicamente, o regime mantinha a sua política de Corporativismo, o que resultou na concentração da economia portuguesa nas mãos de uma elite de industriais.
No entanto, a economia crescia fortemente, especialmente após 1950 e Portugal foi mesmo co-fundador da EFTA, OCDE e NATO. A Administração das colónias custava a Portugal um aumento percentual anual no seu orçamento e tal contribuíu para o empobrecimento da Economia Portuguesa, pois o dinheiro era desviado de investimentos infraestruturais na metrópole. Até 1960 o país continuou relativamente frágil em termos económicos, o que estimulou a emigração para países em rápido crescimento e de escassa mão-de-obra da Europa Ocidental, como França ou Alemanha principalmente após a Segunda Guerra Mundial.
Para muitos o Governo português estava envelhecido, sem resposta aparente para um mundo em grande mudança cultural e intelectual.
A guerra colonial gerou conflitos entre a sociedade civil e militar, tudo isto ao mesmo tempo que a fraca economia portuguesa gerava uma forte emigração.
Em Fevereiro de 1974, Marcelo Caetano é forçado pela velha guarda do regime a destituir o general António Spínola e os seus apoiantes, quando tentava modificar o curso da política colonial portuguesa, que se revelava demasiado dispendiosa para o país.
Nesse momento, em que são reveladas as divisões existentes no seio da elite do regime, o MFA, movimento secreto, decide levar adiante um golpe de estado.
O movimento nasce secretamente em 1973 da conspiração de alguns oficiais do exército, numa primeira fase unicamente preocupados com questões de carreira militar.
Preparaçao
A primeira reunião clandestina de capitães foi realizada em Bissau, em 21 de Agosto de 1973. Uma nova reunião, em 9 de Setembro de 1973 no Monte Sobral (Alcáçovas) dá origem ao Movimento das Forças Armadas. No dia 5 de Março de 1974 é aprovado o primeiro documento do movimento: "Os Militares, as Forças Armadas e a Nação". Este documento é posto a circular clandestinamente. No dia 14 de Março o governo demite os generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de Vice-Chefe e Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, alegadamente, por estes se terem recusado a participar numa cerimónia de apoio ao regime. No entanto, a verdadeira causa da expulsão dos dois Generais foi o facto do primeiro ter escrito, com a cobertura do segundo, um livro, "Portugal e o Futuro", no qual, pela primeira vez uma alta patente advogava a necessidade de uma solução política para as revoltas separatistas nas colónias e não uma solução militar. No dia 24 de Março a última reunião clandestina decide o derrube do regime pela força.
Movimentações militares durante a Revolução
No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.
Às 22h 55m é transmitida a canção ”E depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa, emitida por Luís Filipe Costa. Este foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas e que desencadeou a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.
O segundo sinal foi dado às 0h20 m, quando foi transmitida a canção ”Grândola Vila Morena“, de José Afonso, pelo programa Limite, da Rádio Renascença [3], [4], que confirmava o golpe e marcava o início das operações. O locutor de serviço nessa emissão foi Leite de Vasconcelos, jornalista e poeta moçambicano.
O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada.
No Norte, uma força do CICA 1 liderada pelo Tenente-Coronel Carlos de Azeredo toma o Quartel-General da Região Militar do Porto. Estas forças são reforçadas por forças vindas de Lamego. Forças do BC9 de Viana do Castelo tomam o Aeroporto de Pedras Rubras. Forças do CIOE tomam a RTP e o RCP no Porto. O regime reagiu, e o ministro da Defesa ordenou a forças sedeadas em Braga para avançarem sobre o Porto, no que não foi obedecido, já que estas já tinham aderido ao golpe.
À Escola Prática de Cavalaria, que partiu de Santarém, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço. As forças da Escola Prática de Cavalaria eram comandadas pelo então Capitão Salgueiro Maia. O Terreiro do Paço foi ocupado às primeiras horas da manhã. Salgueiro Maia moveu, mais tarde, parte das suas forças para o Quartel do Carmo onde se encontrava o chefe do governo, Marcello Caetano, que ao final do dia se rendeu, fazendo, contudo, a exigência de entregar o poder ao General António de Spínola, que não fazia parte do MFA, para que o "poder não caísse na rua". Marcello Caetano partiu, depois, para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil.
A revolução resultou na morte de 4 pessoas, quando elementos da polícia política (PIDE) dispararam sobre um grupo que se manifestava à porta das suas instalações na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa.
Cravo
O cravo vermelho tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974; Com o amanhecer as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, solidários com os soldados revoltosos; alguém (existem várias versões, sobre quem terá sido, mas uma delas é que uma florista contratada para levar cravos para a abertura de um hotel, foi vista por um soldado que pôs um cravo na espingarda, e em seguida todos o fizeram), começou a distribuir cravos vermelhos para os soldados, que depressa os colocaram nos canos das espingardas.
Consequências
No dia seguinte, forma-se a Junta de Salvação Nacional, constituída por militares, e que procederá a um governo de transição. O essencial do programa do MFA é, amiúde, resumido no programa dos três D: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.
Entre as medidas imediatas da revolução contam-se a extinção da polícia política (PIDE/DGS) e da Censura. Os sindicatos livres e os partidos foram legalizados. Só a 26 foram libertados os presos políticos, da Prisão de Caxias e de Peniche. Os líderes políticos da oposição no exílio voltaram ao país nos dias seguintes. Passada uma semana, o 1.º de Maio foi celebrado legalmente nas ruas pela primeira vez em muitos anos. Em Lisboa reuniram-se cerca de um milhão de pessoas.
Portugal passou por um período conturbado que durou cerca de 2 anos, comummente referido como PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado pela luta e perseguição politica entre as facções de esquerda e direita. Foram nacionalizadas as grandes empresas. Foram igualmente "saneadas" e muitas vezes forçadas ao exílio personalidades que se identificavam com o Estado Novo ou não partilhavam da mesma visão politica que então se estabelecia para o país. No dia 25 de Abril de 1975 realizaram-se as primeiras eleições livres, para a Assembleia Constituinte, que foram ganhas pelo PS. Na sequência dos trabalhos desta assembleia foi elaborada uma nova Constituição, de forte pendor socialista, e estabelecida uma democracia parlamentar de tipo ocidental. A constituição foi aprovada em 1976 pela maioria dos deputados, abstendo-se apenas o CDS.
A guerra colonial acabou e, durante o PREC, as colónias africanas e Timor-Leste tornaram-se independentes.
O 25 de abril visto tempo depois
O 25 de abril de 1974 continua a dividir a sociedade portuguesa, sobretudo nos estratos mais velhos da população que viveram os acontecimentos, nas facções extremas do espectro político e nas pessoas politicamente mais empenhadas. A análise que se segue refere-se apenas às divisões entre estes estratos sociais.
Existem actualmente dois pontos de vista dominantes na sociedade portuguesa em relação ao 25 de abril.
Quase todos reconhecem, de uma forma ou de outra, que o 25 de abril representou um grande salto no desenvolvimento politico-social do país. Mas as pessoas mais à esquerda do espectro político tendem a pensar que o espírito inicial da revolução se perdeu. O PCP lamenta que a revolução não tenha ido mais longe e que muitas das conquistas da revolução se foram perdendo.
De uma forma geral, ambos os lados lamentam a forma como a descolonização foi feita, enquanto que as pessoas mais à direita lamentam as nacionalizações feitas no periodo imediato ao 25 de abril de 1974 que condicionaram sobremaneira o crescimento de uma economia já então fraca.
21/04/09
O Bloco de Esquerda e a Europa
Por Ondina Margo
As eleições europeias são ignoradas pela maioria dos eleitores e, mesmo pelos analistas (que têm outras responsabilidades), são desvirtuadas quando vistas como um teste à popularidade do governo em funções, ou um sinal de aviso às suas políticas.
U. E. Prosperidade Inegualável
Porém, e apesar de generalizada, a indiferença com que são olhadas não deixa de ser estranha; uma vez que a União Europeia, enquanto projecto político, é responsável por um período de paz, desenvolvimento social e prosperidade económica ímpares na história deste continente, de que Portugal muito tem beneficiado.
Ao mesmo tempo há um outro olhar não menos preocupante. Muitos portugueses tendem a considerar Bruxelas como uma galinha dos ovos de ouro, um par de bolsos sem fundo constantemente a largar milhões e que, por isso, temos que aturar quando decide proibir as colheres de pau ou interfere na confecção de enchidos. Ou seja, à indiferença deve-se acrescentar uma certa condescendência. Sentimentos que talvez ajudem a explicar a elevada taxa de abstenção nas eleições, normalmente desvalorizada e de implicações inquietantes.
Mergulhada numa Crise Institucional
Ignorar hoje essas implicações é muito difícil. A Europa está mergulhada numa crise institucional ainda longe de ser resolvida, depois do não ao tratado de Lisboa pelos irlandeses. Torna-se por isso urgente compreender e ultrapassar os obstáculos que dificultam as relações entre os centros de decisão e os cidadãos, e é indispensável que os processos que ligam os primeiros aos segundos sejam mais transparentes, para que se aprofunde a integração europeia. Mas, para o conseguir, deve evitar-se encontrar bodes expiatórios e soluções populistas.
O bode expiatório do B E
Ora, para o Bloco de Esquerda há um bode expiatório: os políticos. São eles os responsáveis pela indiferença e condescendência dos cidadãos em relação às instituições sediadas em Bruxelas. Instituições que o bloco insinua, sem fundamentar, serem opacas nos desígnios e democraticamente deficitárias. Por culpa, claro: dos políticos. A solução: o próprio bloco de esquerda. Por quê? Porque, estranhamente, os seus dirigentes não se consideram políticos. E o que têm eles para oferecer? Um discurso de acusações que gera desconfiança, e acabará em hostilidade, quando, neste momento, mais do que nunca, é importante oferecer alternativas, soluções e esperança. O projecto europeu é demasiado importante para viver ao sabor de estratégias eleitorais de curto prazo. E a indiferença e a condescendência, que tanto nos prejudicam, não precisam que se lhes acrescente desconfiança e, o que seria ainda mais grave, hostilidade.
Por Ondina Margo
As eleições europeias são ignoradas pela maioria dos eleitores e, mesmo pelos analistas (que têm outras responsabilidades), são desvirtuadas quando vistas como um teste à popularidade do governo em funções, ou um sinal de aviso às suas políticas.
U. E. Prosperidade Inegualável
Porém, e apesar de generalizada, a indiferença com que são olhadas não deixa de ser estranha; uma vez que a União Europeia, enquanto projecto político, é responsável por um período de paz, desenvolvimento social e prosperidade económica ímpares na história deste continente, de que Portugal muito tem beneficiado.
Ao mesmo tempo há um outro olhar não menos preocupante. Muitos portugueses tendem a considerar Bruxelas como uma galinha dos ovos de ouro, um par de bolsos sem fundo constantemente a largar milhões e que, por isso, temos que aturar quando decide proibir as colheres de pau ou interfere na confecção de enchidos. Ou seja, à indiferença deve-se acrescentar uma certa condescendência. Sentimentos que talvez ajudem a explicar a elevada taxa de abstenção nas eleições, normalmente desvalorizada e de implicações inquietantes.
Mergulhada numa Crise Institucional
Ignorar hoje essas implicações é muito difícil. A Europa está mergulhada numa crise institucional ainda longe de ser resolvida, depois do não ao tratado de Lisboa pelos irlandeses. Torna-se por isso urgente compreender e ultrapassar os obstáculos que dificultam as relações entre os centros de decisão e os cidadãos, e é indispensável que os processos que ligam os primeiros aos segundos sejam mais transparentes, para que se aprofunde a integração europeia. Mas, para o conseguir, deve evitar-se encontrar bodes expiatórios e soluções populistas.
O bode expiatório do B E
Ora, para o Bloco de Esquerda há um bode expiatório: os políticos. São eles os responsáveis pela indiferença e condescendência dos cidadãos em relação às instituições sediadas em Bruxelas. Instituições que o bloco insinua, sem fundamentar, serem opacas nos desígnios e democraticamente deficitárias. Por culpa, claro: dos políticos. A solução: o próprio bloco de esquerda. Por quê? Porque, estranhamente, os seus dirigentes não se consideram políticos. E o que têm eles para oferecer? Um discurso de acusações que gera desconfiança, e acabará em hostilidade, quando, neste momento, mais do que nunca, é importante oferecer alternativas, soluções e esperança. O projecto europeu é demasiado importante para viver ao sabor de estratégias eleitorais de curto prazo. E a indiferença e a condescendência, que tanto nos prejudicam, não precisam que se lhes acrescente desconfiança e, o que seria ainda mais grave, hostilidade.
Seguro fala sobre Ética e Valores na Política
O deputado António José Seguro foi a Vila Real de Santo António, a convite da Concelhia do PS, falar sobre “Ética e Valores na Política”, no âmbito de um conjunto de iniciativas que aquela estrutura local socialista tem vindo a promover.Numa sala cheia de militantes e de simpatizantes, Seguro começou por considerar que a integridade “é um requisito fundamental para o exercício da acção política”, sem a qual, disse ainda, “não é possível interagir com os cidadãos de forma credível”.Para António José Seguro, a cultura do respeito pela diversidade de ideias entre membros da mesma organização ou de sectores distintos da sociedade, “é outro elemento fundamental para quem se envolve na actividade política”, sendo que as divergências, como defendeu na sua intervenção, “são normais em democracia” e devem ser aceites com tal.Contudo, as eventuais divergências não devem impedir “que se procure convergir em questões fundamentais”, porque os interesses colectivos “devem ser colocados sempre acima dos desígnios particulares”.Outro dos pontos que para o deputado socialista assume um carácter determinante respeita ao facto de que na sua opinião os detentores de cargos públicos “não podem nem devem impor o seu pensamento aos outros”, uma vez que as opiniões contrárias, sublinhou ainda, devem merecer o mesmo grau de credibilidade e por isso serem objecto da mesma análise e de igual atenção.O casamento homossexual foi outro dos temas abordados pelo deputado António José Seguro tendo defendido, em relação a esta matéria, a liberdade de voto dos deputados do PS.A regra actual, lembrou, é a disciplina de voto, quando na sua opinião a norma deveria ser antes a liberdade de voto, excepto, como também defendeu, “em relação aos pontos que fazem parte do programa eleitoral do Partido Socialista e nas questões de governabilidade”.Fazendo uma comparação com as famílias, Seguro disse que em todas elas existem pessoas com perspectivas diferentes e análises diversas sobre o mesmo assunto, cenário que se repete em inúmeras ocasiões nos partidos políticos. Este facto é, na sua opinião, perfeitamente justificável para que a liberdade de voto fosse aplicada o que levaria, na sua leitura, inevitavelmente a que “o parlamento fosse mais plural e mais representativo da sociedade portuguesa.Nesta linha de raciocínio, António José Seguro, voltou a defender “um Parlamento mais de deputados e cada vez menos de partidos”, o que deverá traduzir-se, como disse, “num espaço onde todos possam expressar livremente as suas opiniões”.
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Sábado, 4 de Abril de 2009
Seguro fala sobre Ética e Valores na Política
O deputado António José Seguro foi a Vila Real de Santo António, a convite da Concelhia do PS, falar sobre “Ética e Valores na Política”, no âmbito de um conjunto de iniciativas que aquela estrutura local socialista tem vindo a promover.Numa sala cheia de militantes e de simpatizantes, Seguro começou por considerar que a integridade “é um requisito fundamental para o exercício da acção política”, sem a qual, disse ainda, “não é possível interagir com os cidadãos de forma credível”.Para António José Seguro, a cultura do respeito pela diversidade de ideias entre membros da mesma organização ou de sectores distintos da sociedade, “é outro elemento fundamental para quem se envolve na actividade política”, sendo que as divergências, como defendeu na sua intervenção, “são normais em democracia” e devem ser aceites com tal.Contudo, as eventuais divergências não devem impedir “que se procure convergir em questões fundamentais”, porque os interesses colectivos “devem ser colocados sempre acima dos desígnios particulares”.Outro dos pontos que para o deputado socialista assume um carácter determinante respeita ao facto de que na sua opinião os detentores de cargos públicos “não podem nem devem impor o seu pensamento aos outros”, uma vez que as opiniões contrárias, sublinhou ainda, devem merecer o mesmo grau de credibilidade e por isso serem objecto da mesma análise e de igual atenção.O casamento homossexual foi outro dos temas abordados pelo deputado António José Seguro tendo defendido, em relação a esta matéria, a liberdade de voto dos deputados do PS.A regra actual, lembrou, é a disciplina de voto, quando na sua opinião a norma deveria ser antes a liberdade de voto, excepto, como também defendeu, “em relação aos pontos que fazem parte do programa eleitoral do Partido Socialista e nas questões de governabilidade”.Fazendo uma comparação com as famílias, Seguro disse que em todas elas existem pessoas com perspectivas diferentes e análises diversas sobre o mesmo assunto, cenário que se repete em inúmeras ocasiões nos partidos políticos. Este facto é, na sua opinião, perfeitamente justificável para que a liberdade de voto fosse aplicada o que levaria, na sua leitura, inevitavelmente a que “o parlamento fosse mais plural e mais representativo da sociedade portuguesa.Nesta linha de raciocínio, António José Seguro, voltou a defender “um Parlamento mais de deputados e cada vez menos de partidos”, o que deverá traduzir-se, como disse, “num espaço onde todos possam expressar livremente as suas opiniões”.
O deputado António José Seguro foi a Vila Real de Santo António, a convite da Concelhia do PS, falar sobre “Ética e Valores na Política”, no âmbito de um conjunto de iniciativas que aquela estrutura local socialista tem vindo a promover.Numa sala cheia de militantes e de simpatizantes, Seguro começou por considerar que a integridade “é um requisito fundamental para o exercício da acção política”, sem a qual, disse ainda, “não é possível interagir com os cidadãos de forma credível”.Para António José Seguro, a cultura do respeito pela diversidade de ideias entre membros da mesma organização ou de sectores distintos da sociedade, “é outro elemento fundamental para quem se envolve na actividade política”, sendo que as divergências, como defendeu na sua intervenção, “são normais em democracia” e devem ser aceites com tal.Contudo, as eventuais divergências não devem impedir “que se procure convergir em questões fundamentais”, porque os interesses colectivos “devem ser colocados sempre acima dos desígnios particulares”.Outro dos pontos que para o deputado socialista assume um carácter determinante respeita ao facto de que na sua opinião os detentores de cargos públicos “não podem nem devem impor o seu pensamento aos outros”, uma vez que as opiniões contrárias, sublinhou ainda, devem merecer o mesmo grau de credibilidade e por isso serem objecto da mesma análise e de igual atenção.O casamento homossexual foi outro dos temas abordados pelo deputado António José Seguro tendo defendido, em relação a esta matéria, a liberdade de voto dos deputados do PS.A regra actual, lembrou, é a disciplina de voto, quando na sua opinião a norma deveria ser antes a liberdade de voto, excepto, como também defendeu, “em relação aos pontos que fazem parte do programa eleitoral do Partido Socialista e nas questões de governabilidade”.Fazendo uma comparação com as famílias, Seguro disse que em todas elas existem pessoas com perspectivas diferentes e análises diversas sobre o mesmo assunto, cenário que se repete em inúmeras ocasiões nos partidos políticos. Este facto é, na sua opinião, perfeitamente justificável para que a liberdade de voto fosse aplicada o que levaria, na sua leitura, inevitavelmente a que “o parlamento fosse mais plural e mais representativo da sociedade portuguesa.Nesta linha de raciocínio, António José Seguro, voltou a defender “um Parlamento mais de deputados e cada vez menos de partidos”, o que deverá traduzir-se, como disse, “num espaço onde todos possam expressar livremente as suas opiniões”.
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Sábado, 4 de Abril de 2009
Seguro fala sobre Ética e Valores na Política
O deputado António José Seguro foi a Vila Real de Santo António, a convite da Concelhia do PS, falar sobre “Ética e Valores na Política”, no âmbito de um conjunto de iniciativas que aquela estrutura local socialista tem vindo a promover.Numa sala cheia de militantes e de simpatizantes, Seguro começou por considerar que a integridade “é um requisito fundamental para o exercício da acção política”, sem a qual, disse ainda, “não é possível interagir com os cidadãos de forma credível”.Para António José Seguro, a cultura do respeito pela diversidade de ideias entre membros da mesma organização ou de sectores distintos da sociedade, “é outro elemento fundamental para quem se envolve na actividade política”, sendo que as divergências, como defendeu na sua intervenção, “são normais em democracia” e devem ser aceites com tal.Contudo, as eventuais divergências não devem impedir “que se procure convergir em questões fundamentais”, porque os interesses colectivos “devem ser colocados sempre acima dos desígnios particulares”.Outro dos pontos que para o deputado socialista assume um carácter determinante respeita ao facto de que na sua opinião os detentores de cargos públicos “não podem nem devem impor o seu pensamento aos outros”, uma vez que as opiniões contrárias, sublinhou ainda, devem merecer o mesmo grau de credibilidade e por isso serem objecto da mesma análise e de igual atenção.O casamento homossexual foi outro dos temas abordados pelo deputado António José Seguro tendo defendido, em relação a esta matéria, a liberdade de voto dos deputados do PS.A regra actual, lembrou, é a disciplina de voto, quando na sua opinião a norma deveria ser antes a liberdade de voto, excepto, como também defendeu, “em relação aos pontos que fazem parte do programa eleitoral do Partido Socialista e nas questões de governabilidade”.Fazendo uma comparação com as famílias, Seguro disse que em todas elas existem pessoas com perspectivas diferentes e análises diversas sobre o mesmo assunto, cenário que se repete em inúmeras ocasiões nos partidos políticos. Este facto é, na sua opinião, perfeitamente justificável para que a liberdade de voto fosse aplicada o que levaria, na sua leitura, inevitavelmente a que “o parlamento fosse mais plural e mais representativo da sociedade portuguesa.Nesta linha de raciocínio, António José Seguro, voltou a defender “um Parlamento mais de deputados e cada vez menos de partidos”, o que deverá traduzir-se, como disse, “num espaço onde todos possam expressar livremente as suas opiniões”.
21/03/09
As Sondagens do Alcacerdosol não são do Alcacerdosol mas sim do Google
Vem o Alcacer do Sol, com um longo artigo de defesa das intoleráveis sondagens que tem produzido, acerca do Executivo Municipal. Intoleráveis porque são, de todo, tendenciosas. Não se trata de defender o Executivo, de quem não temos procuração para o efeito e nem a aceitaríamos. Todavia, o Executivo merece o respeito que é devido a um órgão democraticamente eleito e por isso legitimo. Ao contrário,se tivesse sido nomeado por um Comité Central, ele próprio também ilegítimo porque não foi democraticamente eleito (como no comunismo) podia até ser patriótico atacá-lo por todas as formas disponíveis e usando mentiras e meias verdades.
Mas, do que se trata, antes de mais, é defender a instituição "sondagem", importante instrumento de estudo de opinião, que não pode ser maltratado da forma que faz o Alcacerdosol. Há limites para tudo e o Alcácer do Sol não tem limites nestas sondagens. É tanta a sede em derrubar este Executivo que tudo vale.
Nesse artigo o Alcacer do Sol vai ao ponto de dizer que estas sondagens são como se não fossem suas, mas sim do Google que classifica de "empresa de top mundial da área do conhecimento" e conclui que, quem discordar destas sondagens está a querer dar lições ao Google!
Já há dias o Alcacer do Sol, mandava os seus leitores ler a Lux e a Caras se não fossem capazes de entender um seu escrito em que acusava quem o acusa sem nomear quem!!!
Melhor fora que fizesse muita crítica e dissesse pouco mal!
Como o Executivo é para estar ao serviço de todos, todos temos obrigação de o criticar. Mas criticar significa apontar com lucidez o que entendemos mal e dizer como entendíamos que devia ser para que seja melhor. Isto é, só há critica se for fornecida uma alternativa minimamente ponderável. Não basta dizer que há ali um buraco. Isso qualquer um pode ver. Importa dizer como devia ter sido para que não houvesse o buraco e como tem de ser para minimizar aquele buraco e evitar outros. Não sendo assim, não se trata de critica mas de dizer mal. Ora, o Alcacer do Sol, em nossa opinião, faz ao Executivo pouca critica e diz muito mal. Melhor fora que fizesse muita crítica e dissesse pouco mal!
João Massano promovido a clarividente ou coisa assim
Depois, socorre-se, nesse escrito, da votação de 97% dos PS, em Sócrates, pretendendo fazer analogia para desculpar as votações comunistas. Só que esta votação PS, foi obtida em voto livre e secreta. E essa votação significa apenas e só, que 3% dos que votaram, discordam da linha do Secretário Geral.
Vai ainda o Alcacer do sol lançar mão nesse seu artigo, de uma entrevista de João Massano a um jornal, o que se estranha, visto que o pensamento de Massano é, para o Alcacer do Sol, frequentemente criticável. Mas, desta vez, J. Massano é promovido pelo AS a clarividente ou coisa assim, porque disse que o PS está a sair das linhas traçadas e que não ouvem a sua opinião.
Ora, o que isso mostra, ao contrario do que o AS pretende inculcar, é que, no PS, pode Massano ou qualquer outro militante, lutar abertamente contra ou a favor das linhas traçadas ou a traçar, bem assim reclamar quando e quanto quiser, para ser ouvido, que nenhum mal lhe advém por isso. Pelo contrario, isso enriquece o debate e as soluções partidárias e de governação. Apresente Massano trabalho lúcido e consistente sobre linhas traçadas e/ou a traçar, que a sua opinião será ouvida e tida.
Mas no P.C. não é assim, pois não Alcacer do Sol?! Qual o militante comunista que anda e pode andar por ai, a dizer tal em relação ao seu próprio partido?!
Mas, do que se trata, antes de mais, é defender a instituição "sondagem", importante instrumento de estudo de opinião, que não pode ser maltratado da forma que faz o Alcacerdosol. Há limites para tudo e o Alcácer do Sol não tem limites nestas sondagens. É tanta a sede em derrubar este Executivo que tudo vale.
Nesse artigo o Alcacer do Sol vai ao ponto de dizer que estas sondagens são como se não fossem suas, mas sim do Google que classifica de "empresa de top mundial da área do conhecimento" e conclui que, quem discordar destas sondagens está a querer dar lições ao Google!
Já há dias o Alcacer do Sol, mandava os seus leitores ler a Lux e a Caras se não fossem capazes de entender um seu escrito em que acusava quem o acusa sem nomear quem!!!
Melhor fora que fizesse muita crítica e dissesse pouco mal!
Como o Executivo é para estar ao serviço de todos, todos temos obrigação de o criticar. Mas criticar significa apontar com lucidez o que entendemos mal e dizer como entendíamos que devia ser para que seja melhor. Isto é, só há critica se for fornecida uma alternativa minimamente ponderável. Não basta dizer que há ali um buraco. Isso qualquer um pode ver. Importa dizer como devia ter sido para que não houvesse o buraco e como tem de ser para minimizar aquele buraco e evitar outros. Não sendo assim, não se trata de critica mas de dizer mal. Ora, o Alcacer do Sol, em nossa opinião, faz ao Executivo pouca critica e diz muito mal. Melhor fora que fizesse muita crítica e dissesse pouco mal!
João Massano promovido a clarividente ou coisa assim
Depois, socorre-se, nesse escrito, da votação de 97% dos PS, em Sócrates, pretendendo fazer analogia para desculpar as votações comunistas. Só que esta votação PS, foi obtida em voto livre e secreta. E essa votação significa apenas e só, que 3% dos que votaram, discordam da linha do Secretário Geral.
Vai ainda o Alcacer do sol lançar mão nesse seu artigo, de uma entrevista de João Massano a um jornal, o que se estranha, visto que o pensamento de Massano é, para o Alcacer do Sol, frequentemente criticável. Mas, desta vez, J. Massano é promovido pelo AS a clarividente ou coisa assim, porque disse que o PS está a sair das linhas traçadas e que não ouvem a sua opinião.
Ora, o que isso mostra, ao contrario do que o AS pretende inculcar, é que, no PS, pode Massano ou qualquer outro militante, lutar abertamente contra ou a favor das linhas traçadas ou a traçar, bem assim reclamar quando e quanto quiser, para ser ouvido, que nenhum mal lhe advém por isso. Pelo contrario, isso enriquece o debate e as soluções partidárias e de governação. Apresente Massano trabalho lúcido e consistente sobre linhas traçadas e/ou a traçar, que a sua opinião será ouvida e tida.
Mas no P.C. não é assim, pois não Alcacer do Sol?! Qual o militante comunista que anda e pode andar por ai, a dizer tal em relação ao seu próprio partido?!
05/03/09
Mais uma sondagem tendenciosa do Alcácer do Sol
O Alcácer do Sol acaba de concluir mais uma sondagem tendenciosa acerca do Executivo Municipal.
As 7 perguntas colocadas no ar, para avaliar a opinião do votante sobre o aumento do orçamento do gabinete de informação da Câmara em 68% no presente ano, são todas desfavoráveis ao Executivo, ficando, deste modo, impossibilitado de votar,quem achasse acertada a decisão de aumentar aquele orçamento e naquela percentagem. Nem ao menos é deixada a possibilidade de votar em "outra"
Por outro lado, algumas das opções são delirantes, como "choramingar".
Enfim, uma sondagem ao estilo das usadas nos países comunistas.
Curioso nesta sondagem: foi obtida a percentagem de 225 por cento de opinião contra o executivo. Por acaso nunca registamos, em sondagens de governos comunistas, resultados superiores a 100%, andando, normalmente, nos 99 virgula qualquer coisa, mas claro, sempre favorável a quem as promove - a governação (mais nimguém as pode promover!)
O delírio que é o comunismo
A partir das sondagens comunistas também se fazia um bom trabalho sobre o delírio que é o comunismo!
Voltando aos 225% da sondagem "alcacersolense" sempre aconselhamos a que estudem as metodologias cientificas das sondagens, para conhecerem os limites da interpretação de resultados.
O Alcácer do Sol acaba de concluir mais uma sondagem tendenciosa acerca do Executivo Municipal.
As 7 perguntas colocadas no ar, para avaliar a opinião do votante sobre o aumento do orçamento do gabinete de informação da Câmara em 68% no presente ano, são todas desfavoráveis ao Executivo, ficando, deste modo, impossibilitado de votar,quem achasse acertada a decisão de aumentar aquele orçamento e naquela percentagem. Nem ao menos é deixada a possibilidade de votar em "outra"
Por outro lado, algumas das opções são delirantes, como "choramingar".
Enfim, uma sondagem ao estilo das usadas nos países comunistas.
Curioso nesta sondagem: foi obtida a percentagem de 225 por cento de opinião contra o executivo. Por acaso nunca registamos, em sondagens de governos comunistas, resultados superiores a 100%, andando, normalmente, nos 99 virgula qualquer coisa, mas claro, sempre favorável a quem as promove - a governação (mais nimguém as pode promover!)
O delírio que é o comunismo
A partir das sondagens comunistas também se fazia um bom trabalho sobre o delírio que é o comunismo!
Voltando aos 225% da sondagem "alcacersolense" sempre aconselhamos a que estudem as metodologias cientificas das sondagens, para conhecerem os limites da interpretação de resultados.
01/03/09
1º ANIVERSÁRIO DO CLUBE DE POLITICA
Passa o 1º aniversário do Clube de Politica.
Num jantar que também foi de trabalho, comemorou-se, o
aniversário do CLUBE DE POLITICA DE ALCÁCER DO SAL.
Fundado ao abrigo do art 118 dos estatutos do Partido Socialista, podem ser seus membros quer militantes quer pessoas não ligadas ao partido.
O CPAS publicou, aquando da sua fundação, o Boletim "O Sadão" que foi muito lido e apreciado. Criou este blog que já publicou, ao longo do ano de existência, mais de 150 trabalhos e recebeu mais de 23 mil visitas.
Tomamos e participamos em algumas iniciativas em prol dos interesses de Alcácer do Sal.
Estamos no momento, a trabalhar na organização do I CONGRESSO SOBRE O DESENVOLVIMENTO DE ALCÁCER DO SAL
Passa o 1º aniversário do Clube de Politica.
Num jantar que também foi de trabalho, comemorou-se, o
aniversário do CLUBE DE POLITICA DE ALCÁCER DO SAL.
Fundado ao abrigo do art 118 dos estatutos do Partido Socialista, podem ser seus membros quer militantes quer pessoas não ligadas ao partido.
O CPAS publicou, aquando da sua fundação, o Boletim "O Sadão" que foi muito lido e apreciado. Criou este blog que já publicou, ao longo do ano de existência, mais de 150 trabalhos e recebeu mais de 23 mil visitas.
Tomamos e participamos em algumas iniciativas em prol dos interesses de Alcácer do Sal.
Estamos no momento, a trabalhar na organização do I CONGRESSO SOBRE O DESENVOLVIMENTO DE ALCÁCER DO SAL
27/02/09
Reeleito com 96,43%
Sócrates anuncia debate nacional para elaboração de plataforma eleitoral
Reeleito secretário-geral com 96,43%, José Sócrates anunciou que o PS, logo após o Congresso de Espinho, que decorrera este fim de semana, lançará um grande debate nacional, no quadro do movimento Novas Fronteiras, para a elaboração da plataforma eleitoral com que o partido se apresentará às próximas legislativas, e reassumiu o compromisso de modernizar o país com justiça social e combater as desigualdades.
José Sócrates pela terceira vez foi reconduzido na liderança do PS com 25.393 votos, tendo-se registado 736 votos brancos e 202 votos nulos nas eleições directas do partido realizadas nos dias 13 e 14. O secretário-geral conseguiu ainda 1700 delegados que apoiam a sua moção de estratégia, enquanto as moções apresentadas por Fonseca Ferreira e Antonio Brotas elegeram, respectivamente, 21 e um delegados
Numa breve declaração ao final da tarde de domingo, na sede nacional do Largo do Rato, José Sócrates disse que o PS se “orgulha” de contar com a colaboração de todos os independentes, “vindos dos sectores mais dinâmicos da sociedade portuguesa”, referindo que os socialistas contam “com a sua energia, com o seu olhar crítico e com a sua disponibilidade para o interesse público e o bem comum”.
José Sócrates considerou que “o PS é hoje um partido unido, um partido forte e um partido aberto à sociedade” e que se afirmou “como um partido portador das ideias e propostas de acção, iniciativa, reforma e progresso de que o país precisa. O PS é a força da mudança em Portugal”.
Mais uma vez, acrescentou, “provámos que somos nós quem lança as ideias políticas que motivam e mobilizam os nossos concidadãos”.
“Julgo que o país percebeu bem a nossa mensagem: é tempo de responder com determinação e rigor à crise económica e é tempo de prosseguir com as reformas modernizadoras”, disse, alertando que este “não é tempo de aventuras, demagogias ou populismo”, mas sim “tempo de estabilidade, sentido de Estado, responsabilidade, iniciativa”.
Responder à crise e prosseguir com as reformas
E reafirmou que a “nossa linha de rumo é clara: responder à crise e prosseguir com as reformas”, salientando que “os portugueses não confiam em quem apenas protesta contra a crise”.
Pelo contrário, adiantou, “os portugueses querem que o país saia da crise e para isso é preciso visão e prioridades claras”, como aumentar o investimento público, reforçar as políticas activas de emprego, apoiar as empresas estabilizando o sistema financeiro e reforçar o apoio público às famílias.
“Esta é a linha de rumo do PS. E o que nos propomos é reforçar esta linha de rumo”, disse.
Como medidas com as quais se compromete reforçar esta linha de rumo, destacou “os 12 anos de educação para todos”, “a extensão da rede social de apoio às famílias e das redes de cuidados de saúde”, “uma regulação pública para os mercados mais transparente e mais eficaz” e “uma reforma fiscal capaz de redistribuir melhor o rendimento a favor das classes médias”.
E concluiu, afirmando que “em tempos como estes, a responsabilidade mede-se pela capacidade de agir, de recusar aventuras e de ser rigoroso e determinado. Eis o meu compromisso: iniciativa, determinação, responsabilidade”.
26/02/09
Comissão Europeia acabade dar “luz verde” à estratégia orçamental do governo português
A Comissão Europeia deu "luz verde" à estratégia orçamental do governo português, considerando as medidas do Programa de Estabilidade actualizado 2008-2011 como "oportunas" para enfrentar a crise financeira global e a quebra económica "sem precedentes".
O PS está satisfeito com o parecer positivo da Comissão Europeia sobre o Pacto de Estabilidade e Crescimento, e o Governo deverá voltar a ter uma política de “consolidação orçamental” assim que a economia o permita.
Prevê-se que a partir do momento em que a economia portuguesa regresse ao normal, de novo estará presente uma política de consolidação e está previsto 2,9 por cento em 2010 e 2,6 em 2011, contrastando os 3,9 por cento de défice para este ano.
A Comissão Europeia acrescenta ainda que "O programa de Estabilidade português actualizado] visa um impulso orçamental temporário significativo em 2009 […] que representa uma resposta adequada à desaceleração económica”.
Com este parecer, a Comissão Europeia confirma a sua decisão de não abrir um procedimento por "défice excessivo" contra Portugal considerando que a derrapagem do défice orçamental prevista para 2009 é excepcional e explicada pela crise económica.
Bruxelas aconselha Lisboa a continuar a reforçar o quadro orçamental e a assegurar que as medidas de consolidação orçamental sejam também direccionadas para um "aumento da qualidade das finanças públicas" à luz do ajustamento necessário para a economia fazer face aos desequilíbrios existentes.
A Comissão Europeia deu "luz verde" à estratégia orçamental do governo português, considerando as medidas do Programa de Estabilidade actualizado 2008-2011 como "oportunas" para enfrentar a crise financeira global e a quebra económica "sem precedentes".
O PS está satisfeito com o parecer positivo da Comissão Europeia sobre o Pacto de Estabilidade e Crescimento, e o Governo deverá voltar a ter uma política de “consolidação orçamental” assim que a economia o permita.
Prevê-se que a partir do momento em que a economia portuguesa regresse ao normal, de novo estará presente uma política de consolidação e está previsto 2,9 por cento em 2010 e 2,6 em 2011, contrastando os 3,9 por cento de défice para este ano.
A Comissão Europeia acrescenta ainda que "O programa de Estabilidade português actualizado] visa um impulso orçamental temporário significativo em 2009 […] que representa uma resposta adequada à desaceleração económica”.
Com este parecer, a Comissão Europeia confirma a sua decisão de não abrir um procedimento por "défice excessivo" contra Portugal considerando que a derrapagem do défice orçamental prevista para 2009 é excepcional e explicada pela crise económica.
Bruxelas aconselha Lisboa a continuar a reforçar o quadro orçamental e a assegurar que as medidas de consolidação orçamental sejam também direccionadas para um "aumento da qualidade das finanças públicas" à luz do ajustamento necessário para a economia fazer face aos desequilíbrios existentes.
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