13/10/08

AS DISCÓRDIAS DO CPAS EM RELAÇÃO Á MOÇÃO DE VITOR RAMALHO


Escreve Vitor Ramalho na sua Moção

"Da filiação e da pertença ao PS

Filiação e pertença não são sinónimas. O filiado é membro mas pode não ter uma relação de pertença com o partido.
O que desejamos é que a pertença se sobreponha à filiação.
Por essa razão não entendemos bem que um militante possa eleger e ser eleito ao fim de seis meses para qualquer cargo, excepto para Secretário Geral.
É óbvio que em seis meses, não se dão provas claras de pertença ao partido.
Acresce que um tão curto prazo de filiação para que haja capacidade eleitoral activa e passiva possibilita a instrumentalização por terceiros e é um veículo para a "cacicagem".
Pretendemos assim no próximo Congresso Nacional a alteração do prazo de seis meses para 1 ano e meio para que haja capacidade eleitoral, activa e passiva, alterando-se assim o artigo 7° n° 1 e artigo 18º dos Estatutos. Entendemos ainda que a aceitação das inscrições devem passar a ter maiores garantias para que as propostas de filiação não sofram eventuais "vetos de gaveta", importando alterar-se o artigo 8° dos Estatutos,
1.

O CPAS está de acordo com a distinção que V. Ramalho faz entre filiação e pertença. Concordamos igualmente, com maiores garantias contra "vetos de gaveta" nas propostas de filiação e com o combate à instrumentalização e "cacicagem".
Mas a proposta do aumento dos 6 meses actuais, para ano e meio como tempo necessário para um novo militante poder votar ou ser eleito, ao fazê-lo esperar tanto tempo dentro do partido para se tornar "militante de primeira", não desfavorecerá a renovação cada vez mais necessária numa época cuja mudança é cada vez mais acelerada?
E não desmotivará quem chega e que vem, em princípio, cheio de vontade de participação e ideia inovadora, trazendo para dentro do partido o sentir de quem está de fora, contribuindo para uma melhor simbiose entre partido e sociedade?
E não proporcionará o tal "caciquismo" interno, que V Ramalho e bem, quer combater reforçando "feudos" bloqueadores e vícios aparelhísticos que igualmente queremos minimizar?
Não estaremos a aumentar a imagem - que cada vez mais, a sociedade tem dos partidos -de que se fecham à sociedade?
Por outro lado, se os militantes antigos, no novo militante votarem, é porque lhe reconhecem pertença e mérito.
É claro que sempre se poderá pensar que uma força hostil, poderá penetrar em massa, um partido para o tentar tomar por dentro. Mas se a experiência nos mostra que isso já aconteceu em períodos revolucionários, também sabemos que tal não é viável numa democracia estabilizada e num partido maduro e estruturante da democracia portuguesa, como é o PS.


2.Da militância

Diz a Moção de Vitor Ramalho: "Quanto às eleições autárquicas, a Federação sob a nossa direcção cumprirá os estatutos, que dispõem que compete às concelhias através das comissões políticas respectivas aprovarem os candidatos aos órgãos autárquicos do respectivo concelho.
A Federação enquanto tal, respeitará os estatutos — repete-se — disponibilizando-se contudo para ajudar as concelhias, sempre que solicitada.
o reforço do trabalho colectivo que defendemos e a defesa dos princípios e dos estatutos têm essa lógica.
(...) A federação enquanto tal, respeitará escrupulosamente os estatutos, disponibilizando-se contudo para ajudar as concelhias, sempre que solicitada
".

Entende o CPAS que os estatutos são, obviamente, para respeitar, no entanto não são mais do que um instrumento de funcionamento. Ora, o que está em causa, são objectivos do partido que revestem a Missão e Visão deste, junto do eleitorado.
Assim, a Federação é necessária e fundamental, pois que de outra maneira seria substituída pelos estatutos. E não deve, apenas, esperar por solicitações concelhias numa postura REACTIVA. Deve antes, assumir uma postura PRO ACTIVA, de acompanhamento e ajuda ( a referida disponibilidade ) durante todo o tempo e não apenas na formação de listas para eleições, e ser vigiante, exigente e critica, numa óptica colaborante, correctiva e de responsabilidade superior. Como "encarregado da obra", entregar os planos aos executores e esperar para ver os resultados no final, é pouco e arriscado. É necessário acompanhar o desenrolar dos trabalhos, corrigindo em tempo real, evitando que se faça mal o que será custoso e acabará por ser demolido para recomeçar, com a importância que os timings têm no processo.
É sabido que há concelhias que têm dificuldade de, só por si, gizarem as estratégias adequadas e ainda menos executá-las. Que certos dirigentes, por vicissitudes várias, nem sempre têm os posicionamentos mais acertados para o interesse do partido e do concelho. Que há, em muitos casos, uma boa margem para melhorar, mas que falta uma mão mais sabedora. Pois bem, essa mão tem de ser a Federação que deve, ser actuante em tempo útil, ajudando e exigindo.
Exige-se pois, à Federação, que estabeleça às concelhias, fasquias mais elevadas de qualidade política e exigência e se coloque ao lado delas para procurar obter tais níveis, não ficando apenas à espera de ser solicitada. Pois cara Federação! Muitas concelhias não farão nunca, qualquer solicitação! E as que menos pedirão ajuda são, justamente, as que mais necessitam dela...

3. Terceiro reparo

Achamos a Moção de Ramalho cheia de força, vontade e empenhamento, como aliás outra coisa não seria de esperar do seu subscritor, conhecido o seu trabalho aturado no mandato que agora termina, num distrito difícil. Mas achamos que no momento histórico em que vivemos, de grande surto de investimento que fará deste distrito motor de desenvolvimento nacional, a Moção poderia ter ido mais fundo, descendo mais ao concreto, perspectivando o distrito novo que está a nascer e o PS novo que tem de surgir para lhe corresponder.
Eleição para A Federação do PS/Setúbal

confirmado: Vitor Ramalho é o único candidato


Terminou na passada 6ª feira, dia 10, o prazo para entrega das candidaturas à eleição de Presidente da Federação, que ocorrerá nos próximos dias 24 e 25.
E como até ao momento em que escrevemos estas linhas (18h30m do dia 13) não chegou à Federação qualquer outra candidatura, podemos dar como certo que Vitor Ramalho será o único candidato, pois passou já o tempo possível, para alguma outra candidatura ainda estar a caminho pelo correio.

É pena não terem surgido mais candidaturas que provocassem debate de ideias. Tal se deve, certamente, à acção de grande competência e dinamismo que V. Ramalho evidenciou no actual mandato.
Eleição para A Federação do PS/Setúbal

Apenas Vitor Ramalho, até ao momento

Terminou na passada 6ª feira o prazo para entrega das candidaturas à eleição dos órgãos dirigentes da Federação, que ocorrerá nos próximos dias 24 e 25.
Atá ao momento, apenas deu entrada a candidatura de Vitor Ramalho, o actual Presidente. Todavia, pode estar, ainda, via correio, outra(s) candidatura(s)a caminho. Por isso, não trataremos ainda hoje, este tema

12/10/08

Vítor Ramalho

Presidente da Federação do PS Setubal


"As concelhias devem ter um cuidado especial em escolher os cabeça de lista para as eleições autárquicas do próximo ano. Defendo que após as eleições para os órgãos da Federação (dia 24 próximo) haja uma convenção autárquica distrital, antes do final do ano, para debater a estratégia"
Município de Grândola - Dia Mundial do Turismo
Carlos Beato Recebe Medalha de Mérito Turístico



O Presidente do Município de Grândola, Carlos Beato, foi distinguido pelo governo com a Medalha de Mérito Turístico pelos relevantes serviços que tem vindo a prestar ao turismo português.
As Fronteiras do Nosso Futuro

Por António Vitorino



Os portugueses têm hoje perfeita consciência da necessidade inadiável de definir opções fundamentais sobre o País que queremos ser daqui a dez anos! Num Mundo globalizado, numa Europa alargada a dez novos países, perante novas condições de concorrência e novas ameaças à segurança e à estabilidade, a Nação que somos tem que definir um rumo, clarificar as suas apostas fundamentais e mobilizar-se para se afirmar como País no plano cultural, político, económico e social.

Sabemos que para a definição desse projecto mobilizador os partidos e as instituições têm um papel fundamental. E que as próximas eleições de 20 de Fevereiro constituirão um momento crucial para clarificar escolhas e definir responsabilidades. Mas também sabemos que a definição dos nossos objectivos comuns tem que passar por um amplo movimento participativo dos cidadãos, de todos os que queiram dar o seu contributo para as tarefas colectivas.

Por isso, o Partido Socialista decidiu animar o Fórum “NOVAS FRONTEIRAS” como plataforma de debate aberta a todos aqueles que querem participar num projecto de paz, prosperidade, solidariedade e inovação para Portugal!

Esta é, pois, a proposta de diálogo que o PS faz à sociedade civil, aos cidadãos individualmente considerados, a todos que acreditam que Portugal vale a pena e que, por isso, querem partilhar connosco uma aposta na qualificação dos nossos recursos humanos através da articulação do ensino e da formação na perspectiva da sociedade da informação e do conhecimento, na promoção do emprego e da competitividade, na melhoria da qualidade de vida e na requalificação dos serviços públicos, na afirmação de Portugal na Europa e no Mundo.

Este o nosso compromisso que não se esgota no horizonte de um acto eleitoral ou mesmo de uma legislatura! Porque esta é a nossa aposta numa maneira diferente de estar na política e de contribuir para as reformas profundas de que o nosso País carece urgentemente!

Contamos com o seu contributo.

11/10/08

Partido Socialista destaca-se nas intenções de voto

O Partido Socialista é a primeira escolha dos portugueses para a Assembleia da República.
De acordo com a sondagem efectuada pela Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Jornal de Notícias, realizada nos dias 4 e 5 de Outubro, Partido Socialista ficaria em primeiro lugar nas intenções de voto dos portugueses, com 41%, estando mais uma vez perto da maioria absoluta.

Se as eleições legislativas se realizassem hoje, o PS reuniria 41% das intenções de voto, situando-se à frente do PSD (34%), BE (8%), CDU (8%) e CDS (2%).

10/10/08

TORRÃO INAUGURA SEDE DO PS

Por iniciativa da Secção do Torrão, do Partido Socialista, cujo Secretário Coordenador é José Domingos, é inaugurada hoje, pelas 18h00, a sede do partido, naquela localidade.
Estarão presentes várias personalidades do PS, entre as quais o Ministro Vieira da Silva, Vitor Ramalho (Presidente da Federação Distrital), Fátima Lopes (Directora do Centro de Segurança Social Distrital), Presidentes das Câmaras de Alcácer e Évora, Director Regional de Educação do Alentejo...
Após a cerimónia de inauguração, seguir-se-á um jantar no restaurante Afluente do Sado.

Para quando a abertura da Sede do partido, em Alcácer do Sal?
"O Alentejano que descobriu a América"

Cristóvão Colombo era natural de Cuba (Alentejo)



O livro da autoria de Pedro Laranjeira, jornalista e Director da Revista Perspectiva, demonstra que Cristóvão Colombo era português de Cuba.

Trata-se de uma compilação de factos relevantes sobre as mais recentes descobertas vindas a lume acerca da personalidade e origens de Cristóvão Colombo.

A obra dedica grande atenção às investigações que indiciam a nacionalidade portuguesa do navegador e inclui as teses dos principais estudiosos do assunto, como Mascarenhas Barreto, Manuel Rosa, Roiz do Quental, José Rodrigues dos Santos e Manuel Luciano da Silva, que inspirou Manoel de Oliveira para a realização do seu último filme, "Cristóvão Colombo, o Enigma".

É hoje evidente que o tecelão genovês Cristoforo Colombo nunca poderia ter sido o mais famoso navegador de todos os tempos. Estamos perante duas personalidades diferentes, ambas, aliás, documentadas, mas tudo indicando que o Almirante foi um nobre português, primogénito de D. Fernando Duque de Beja e de Isabel Gonçalves Zarco, filha do descobridor da Madeira e Porto Santo, João Gonçalves Zarco.

Uma intrincada trama histórica, protagonizada por D. João II, explica os mistérios que envolveram a identidade do homem que se terá chamado Salvador Fernandes Zarco, então conhecido como Cristóvão Colon, cuja nacionalidade só chega a discussão pública 70 anos após a sua morte, quando uma família italiana de apelido Colombo apresenta a Tribunal um "Testamento" (agora identificado como uma tosca falsificação) no intuito de obter a herança do Almirante - processo, de resto, julgado contra os peticionários por esse Tribunal, que entregou a herança a D. Nuno de Portugal, neto do filho português do navegador.

Essa e muitas outras evidências são relatadas na presente obra, que inclui os mais recentes resultados de análises de ADN, comprovativas de que o descobridor da América, então chamado "Infante de Portugal", não era italiano, francês ou espanhol.

O trabalho, formatado em estilo jornalístico e profusamente ilustrado, inclui entrevistas com as mais relevantes personalidades ligadas ao assunto em todo o mundo e pretende ser uma síntese de leitura fácil, cronologicamente muito bem apresentada, de um mistério que permanece até aos nossos dias.

O livro é da autoria de Pedro Laranjeira, jornalista e Director da Revista Perspectiva, que tem publicado vários artigos sobre o tema sobre a portugalidade de Cristóvão Colombo.

A obra agora dada à estampa, vai sair em traduções para inglês, castelhano, alemão, holandês e francês, sob o título genérico "O Português que descobriu a América". Em 2009 será editada também em italiano.

Aproveitado o lançamento do original português em Espinho, será apresentada a público a primeira edição numa língua estrangeira, no caso a versão em espanhol, intitulada "El Portugués que descubrió América".

09/10/08

Artigo de opinião







Por Joel Hasse Ferreira
eurodeputado


O PSD de Ferreira Leite


1) Interrogava-me há algumas semanas: “Será que a imagem de figura do Estado de Ferreira Leite e o seu perfil conservador lhe alargarão a base eleitoral? E para que lado?” Uma resposta parcial poderá começar a ser lida, tendo em conta a crise dos populares, nomeadamente no distrito de Setúbal e até os recentes comentários do professor Narana Coissoró. Quem será o melhor líder para um eleitor conservador, em termos de conteúdo das propostas e de estilo político: Paulo Portas ou a nova líder do PSD? Aparentemente, a ligeira inflexão nas sondagens poderá também corresponder ao retorno de sectores de eleitores habituais do PSD que não se reconheciam na anterior liderança do partido que costumavam apoiar.

2) A querela sobre a eventual privatização da Caixa Geral de Depósitos tende a baralhar ou até a envenenar o debate público interno do PSD. As últimas declarações de António Borges sobre o assunto ilustram bem as divergências internas ao partido “laranja”, o que envolve uma diferente compreensão do papel da Caixa Geral dos Depósitos no sistema financeiro português.
Mas alguns destes comentadores-dirigentes deveriam proceder a uma análise mais profunda do conjunto do sistema económico e financeiro português, em vez de procederem quase exclusivamente à defesa de propostas baseadas em lugares comuns e em preconceitos ideológicos ou à cópia quase mecânica de soluções aplicadas em outros países, com diferentes características e com resultados diversos. Da aplicação de soluções baseadas essencialmente em desadequados preconceitos ideológicos nada viria de bom para a população portuguesa, nem necessariamente para o próprio sistema financeiro e muito menos para o tecido económico português.

3) Mas as dificuldades de Manuela Ferreira Leite poderão não ficar por aqui. Ângelo Correia procura marcar terreno e vai ao Pontal, que já não o é, “para não deixar o partido no vazio criado pela actual direcção”. Os liberais do PSD não darão tréguas, enquanto os populistas, hegemónicos no grupo parlamentar, estão à espreita de uma nova oportunidade.

4) Entretanto, Marina Costa Lobo introduz uma outra perspectiva relativamente à “estratégia do novo PSD”, relembrando que “Ferreira Leite não é propriamente uma virgem no que diz respeito à direcção política do país que se possa apresentar ás eleições de 2009 como uma alternativa solidamente competente” .

5 ) Apesar de todos os comentários publicados, alguns de grande nível e acuidade como os de Mário Soares( “Uma intervenção inoportuna”/DN.5.8.08) e de Pedro Adão e Silva, haverá ainda um ponto a esclarecer, quanto à comunicação do Presidente Aníbal Cavaco Silva, relativamente à sua actuação no que respeita às Regiões Autónomas. O aconselhamento dado ao Presidente relativamente à dissolução da Assembleia Legislativa Regional da Madeira em 2007 que peso terá tido nessa decisão que teve como efeito principal ajudar a guerra de Alberto João Jardim contra o Governo da República e criar-lhe as melhores condições para uma demagógica campanha, condições essas ainda mais favoráveis que as habituais? Ou seja, o problema é mais de aconselhamento ou de maior ou menor justeza e oportunidade da decisão?

6) Queixam-se alguns influentes eleitores americanos e determinados comentadores europeus de certa ambiguidade de Barack Obama, em vários planos da política externa e interna. Não teriam reparado nisso antes, obcecados possivelmente com o objectivo de liquidarem politicamente Hilary Clinton e impedirem a concretização futura das reformas que ela preconizava com bastante clareza e que estão na linha das que foram bloqueadas durante seis anos pela maioria republicana– conservadora no Congresso, a qual precedeu a própria Administração de George W. Bush. Barack Hussein Obama, sendo eleito Presidente, procurará levar a cabo uma parte delas, certamente na Saúde, provavelmente na Segurança Social, possivelmente na Educação, seguramente com o apoio e o envolvimento directo de Hillary Clinton e da maioria democrática, que pretende reforçar no Congresso e na Câmara dos Representantes. E o estilo de Obama leva a crer que o essencial será negociado no Congresso, para além de debatido com a opinião pública e os diversos interesses em presença, nos vários sectores considerados.

Joel Hasse Ferreira