19/05/08

Victor Ramalho deve recandidatar-se à
Federação do PS/Setúbal




Vitor Manuel Sampaio Caetano Ramalho.,
nasceu em Angola em 21-07-1948. Advogado.
É Deputado do Partido Socialista eleito pelo
círculo de Setúbal na X Legislatura.


Cargos exercidos: Deputado na IX Legislatura. Ex-Vice Presidente da Direcção da Cruz Vermelha ortuguesa. Ex- Professor Convidado na Universidade Autónoma de Lisboa. Deputado na VIII Legislatura. Secretário de Estado do Trabalho do IX Governo Constitucional (1984-85). Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Economia (Set.1997-Set.2000). Consultor do Primeiro Ministro (1996-97). Deputado pelo círculo de Vila Real da ante penúltima legislatura e pelo círculo de Setúbal na penúltima e última legislatura;
Membro da Comissão Política do PS. Consultor da Casa Civil do Presidente da República (1985-1995);
Condecorações e louvores: Grã Oficial da Ordem do Infante D. Henrique
Condecorações do Governo Mexicano e do Governo Alemão
Obras publicadas. "As Convenções e Recomendações da O.I.T. Ratificadas por Portugal" (Ed. O Século). "As Partes e a Reforma do Código do Processo do Trabalho" (Edição do Autor). "África - que Futuro?" (Ed. Cosmos). "A Memória do Futuro" (Ed. Europa-América). "Identidade e Globalização". "Questões de Direito do Trabalho";
"A Dança do Fogo";
Comissões Parlamentares a que pertence: Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas. Comissão de Trabalho e Segurança Social (Presidente)

O actual presidente da Federação, Victor Ramalho, deve, em nosso entender, recandidatar-se ao cargo, na próxima eleição que terá lugar em finais do presente ano de 2008.
Esta seria uma boa notícia para o PS e para o Distrito.
Victor Ramalho, é considerado pela larga maioria da classe política distrital, como o melhor Presidente da Federação que o PS já teve.
Na verdade, quer o seu empenho na dinamização do partido, e na implementação de um projecto "à frente" para o Distrito, quer a sua visão superior da política, fazem dele o estilo de político que é necessário que prolifere entre nós.
Dizia Jaime Gama, presidente da Assembleia da República, no seu discurso em Alcochete, na conferência "Pensar o Distrito de Setúbal" ocorrida em Janeiro passado, que suspeita que no distrito não haja políticos á altura para desempenharem com Excelência, a missão que o actual momento de tão forte desenvolvimento, que esta região vai sofrer exige em qualidade e visão.
Jaime Gama sugeria mesmo, a criação de uma estrutura política intermédia entre o poder local e o central para alcançar aquele desiderato.
Pois bem, o PS distrital já tem à cabeça, um político de primeira linha, falta agora que os outros partidos sigam o exemplo e que dentro de todos surjam protagonismos bastantes e à altura.



CPAS – Clube de Política de Alcácer do Sal: Vitor Ramalho acha que o PS do distrito está à altura do momento histórico que a nossa região está a começar de viver com tão fortes investimentos que estão a apitar ao nosso distrito?

Vitor Ramalho: Tenho me esforçado para que esteja.
Na qualidade de presidente da Federação, procuro elevar o grau de exigência e a qualidade do debate político.
Temos de reforçar as causas. Tenho-me esforçado para estreitar a relação do partido com a sociedade.
Destaco a iniciativa "Universidade de Verão" em Junho do ano passado e a recente iniciativa "Pensar o Distrito de Setúbal" que teve lugar em Alcochete em Janeiro passado.
Sou muito exigente com os camaradas e amigos e comigo próprio, para que honremos o partido socialista, elevemos o debate politico e demos á região cada vez melhor acção politica

Acabe-se com quezilas internas sem sentido
Eu nunca respondo a insultos. Quem ofende nunca tem razão.


CPAS: Acabam de ser eleitas as novas comissões politicas concilias. Esta eleição representou alguma melhoria na compreensão que é necessária melhorar politicamente para acompanhar o surto de desenvolvimento que está a nascer?

V. R: Como democrata que sou respeito os eleitos. Já se verificaram aspectos muito positivos nestas eleições. Em 7 das 13 concelhias verificou-se debate plural entre várias candidaturas. Isso veio melhorar a exigência de debate político. Importa que esse debate se intensifique e seja quotidiano. Importa acabar com quezílias e fricções internas que não fazem qualquer sentido.
Eu nunca respondo a insultos. Quem ofende nunca tem razão.
Somos um partido de poder e estamos no poder. Temos é de mostrar as nossas ideias e lutar por elas. Temos de dar o exemplo.

CPAS: Vai recandidatar-se a presidente da Federação

V.R : Tenho um projecto claro para o Distrito. Vou discuti-lo com os camaradas. Se lhe derem vencimento ponderarei a hipótese de me recandidatar.

CPAS: Sendo sabido que o seu projecto é o mais adequado e "o mais à frente" para o desenvolvimento que o distrito necessita e, sendo certo, que a maioria dos camaradas vê em si, o melhor presidente que esta Federação já teve, tê-lo-emos então, por certo, na continuidade da Presidência da Federação.

V.R: Vamos ver. Não me movo, em politica por interesses pessoais.

CPAS: Mas considera que o momento actual é de grande esperança para a nossa região?
V. R: É um momento de importantes projectos a serem concretizados no distrito de Setúbal e a região reúne todas as condições para responder ao desígnio nacional de desenvolvimento e de maior aproximação com a Europa e o Mundo. É necessário pensar em conjunto a estratégia do distrito. Os partidos, naquilo que é de estar de acordo tendo antes de tudo o interesse do desenvolvimento do Distrito devem fazer um esforço de entendimento.
Em termos políticos, há a necessidade de uma redefinição da Esquerda, tendo em conta as transformações a que o mundo assiste. Se esta Esquerda não fizer isto, é de uma gravidade enorme. Das transformações no mundo moderno, foco o neo-liberalismo e o que daí resultou, desde a liberalização dos mercados, à globalização que nos transporta para uma proximidade tal, que é preciso perceber a marcha deste mundo. Caiu o mundo bipolar onde deixou de haver uma nítida divisão entre os partidos de Esquerda e os de Direita. Há que interrogar o papel do Estado. A abertura e a liberalização dos mercados foi de tal ordem selvagem que conduziu à contradição de a direita sustentar: "menos Estado, melhor Estado", o que é uma falácia. É o próprio Estado que tem de intervir para salvar o próprio mercado.

Tudo se vai jogar na capacidade que a esquerda tiver de, na lógica do debate de ideias, perceber os erros que foram praticados, depois da queda do mundo bipolar, que levou a estas consequências, onde se aprofundaram as desigualdades sociais, à escala global, e que conduziu à fragilização do poder político. O pensamento tem de ir no sentido de perceber os erros que foram tomados no passado e nós, da esquerda, temos de o perceber e temos de o perceber dentro dos partidos da esquerda e sobretudo no Partido Socialista.


Distrito de Setúbal - potencialidades brutais à escala global.

Portugal é um país central no mapa mundo, cuja entrada e saída se faz, sobretudo, pelo distrito de Setúbal, tendo em conta os dois portos de mar - Sines e Setúbal - como porto de entrada na sua relação euro-atlântica. No país este é o distrito central que faz a ligação entre o norte e o sul, dando-lhe, por isso, potencialidades brutais à escala global. Dada esta centralidade onde poderia ser localizado o aeroporto senão aqui?. A proximidade directa com Espanha, através da Estremadura, é outra potencialidade que deve ser tida em conta, como uma importante estratégia das parcerias que se podem estabelecer.

É uma plataforma brutal para toda a Europa
Na estratégia do país e do distrito de Setúbal há a necessidade de se gerarem factores de unidade, o que me parece que tem falhado. Ao nível político partidário, não se tem apostado numa estratégia de gerir mecanismos que levem à apresentação do distrito como uma realidade e identidade única. Nesta lógica do crescimento globalizado, deve haver uma consciência estratégica a nível de acessibilidades que permita a interligação rodoviária, ferroviária e marítima. Toda a relação comercial marítima deve ser feita pela centralidade que é o distrito, na relação euro-atlântica e que esta relação seja complementada pela função aérea, através do novo Aeroporto de Lisboa que será construído no Campo de Tiro de Alcochete. É uma plataforma importante para toda a Europa. De notar também a passagem do TGV pelo distrito.
Setúbal vai passar de Região Problema a motor de desenvolvimento nacional

Este distrito tem todos os elementos para ser o impulsionador desse desígnio e de fortalecimento de parcerias com outros países. Temos um papel importante enquanto povo e país. Há a necessidade de se estabelecerem parcerias não só com a Estremadura de Espanha, mas através do novo aeroporto, aproveitando a aproximação que se estabelece entre os países e territórios, fomentar parcerias económicas, ajudar os empresários a conhecerem-se e pode ser feito ao nível das Câmaras, Instituições Públicas e Empresas. Uma prioridade para rasgar horizontes, na lógica de gerar riqueza. Mas tudo isto tem de ser acompanhado por uma visão cultural e não meramente económica. Há a necessidade de um redimensionamento dos países com a nossa língua. Um desígnio que é nacional, mas este distrito tem todos os elementos para ser o impulsionador desse desígnio repito. Este distrito que de região problema, que foi sempre, pode ser convertido num motor de desenvolvimento.
CPAS: E como vê o potencial de desenvolvimento de Alcácer?
V. R. São enormes as potencialidades de desenvolvimento turístico e deve-se ter em conta o tradicional e cultural .
O distrito deve ser pensado em conjunto , ultrapassando as visões partidárias
Importa começarmos a dialogar com abertura, de se pensar a estratégia do distrito, ultrapassando as visões partidárias e concelhias. Importa reforçar a consciencialização para objectivos comuns, que sirvam a todos, e não só raciocinar em termos exclusivamente partidários e restritos, pois os partidos não representam a totalidade da Nação.
O país tem desertificação de ideias
As autarquias podem estimular o emprego

O desemprego, que no distrito de Setúbal atingiu uma taxa superior à da média do país, pode ser contrariado pelas autarquias, através do fomento de médias, pequenas e sobretudo de micro empresas. Este não é um problema só do Governo. O país não tem só desertificação do interior, está com desertificação de ideias.
Sobre isso temos muito que melhorar no distrito de Setúbal.

Necessidade de uma análise integrada dos PDM do distrito
E a utilização de instrumentos de participação que fomentem a cidadania.
Como há a necessidade de uma análise integrada dos Planos Directores Municipais (PDM), para possibilitar uma análise sectorial da região. E tendo em conta o momento que o distrito atravessa, a importância de se trabalhar na base do conhecimento, determinante para a base da decisão.
Ramalho é o portador de uma nova concepção cultural e de acção política

Sou um homem de esquerda, defensor de causas e neste âmbito regional, gostaria de ser portador desta nova concepção cultural.
Em todos os desafios que se coloquem, eu estarei disposto a participar, inclusivé a desenvolver outras acções.
E num momento em que se antevêem projectos importantes a serem concretizados no distrito de Setúbal, considero que a região reúne todas as condições para responder ao desígnio nacional de desenvolvimento e de maior aproximação com a Europa e o Mundo. Mas é preciso pensar-se em conjunto, a estratégia do distrito.
CPAS - E como vê o actual poder autárquico?

VR - O poder autárquico tem que conjugar esforços para superar a visão de umbigo. Devem procurar aproveitar sinergias com concelhos vizinhos.

O projecto do PCP para o distrito é que nunca vi

CPAS - No nosso distrito ele é predominantemente CDU

V.R - Eu procuro consenso naquilo que deve ser de união. Quando organizei a iniciativa pensar o distrito de Setúbal, convidei os membros autárquicos de todos os partidos a participarem. O Partido Comunista, na velha lógica de que o PS é um papão, não participou. Esses muros têm que ser derrubados. Se o PCP convidar o PS para projectos que digam respeito ao Distrito, é minha obrigação ir.. É necessário desenvolver uma nova postura cultural. Até que ponto o PCP está a confundir o que é estratégico com o que é conjuntural? Não vejo o PCP apresentar um projecto de futuro, ficando-se no espaço de intervenção reivindicativa que encontra devido á situação mundial onde muita população vive em situação precária. O PCP deixou cair num congresso a ditadura do proletariado, mas mantém a luta de classes numa concepção marxista. Mas o projecto de futuro para Portugal e para o Distrito, que o PCP defende é que nunca vi.

CPAS – Será possível um entendimento entre os partidos para ser gizada uma estratégia sustentada para o desenvolvimento, agora que enorme surto de investimento apita ao distrito?

V.R - É a única maneira. Os partidos têm que conversar e conjugar esforços para se encontrarem os melhores caminhos para a região.

CPAS: O PDM de Alcácer vem da era em que o PCP era poder e é tão errado que, para exemplo, proíbe que se implantem na Zona Central do concelho (quase um terço deste enorme concelho) mais empreendimentos turísticos. Só permite 3 com o máximo de 600 camas, bitola entretanto esgotada.
Como vê a necessidade de rever este obsoleto PDM e em que moldes, agora que também está em fase final de revisão o PROTALI?


V.R… Numa lógica de coesão e auto-sustentabilidade. Não há outra.


CPAS: Como vê o recém nascido Clube de Política de Alcácer do Sal, o seu boletim e blog?


VR Tudo o que seja contribuir para a participação cívica e politica é importante. Neste domínio quantos mais instrumentos de participação surgirem, melhor. Sempre foi esse o meu ponto de vista. Não temo a pluralidade de ideias. Pelo contrário.

05/05/08

EMPOSSADA A NOVA COMISSÃO POLÍTICA DO PS/ALCÁCER.
Os membros eleitos pela lista B não compareceram à tomada de posse.


Em sessão com pompa e circunstância, que contou com a participação de um Ministro, do Presidente da Federação e de um Deputado e registou meia centena de pessoas na assistência, tomou posse a 14 de Março,, a nova Comissão Política Concelhia do PS, presidida por João Massano, que agora inicia o seu 3º mandato à frente do PS local.
O acto ocorreu no salão da Associação de Socorros Mútuos Alcacerenses (Montepio).
A eleição desta Comissão teve lugar a 7 de Março e foi uma discussão plural, porque concorreram ao acto, duas listas.

No boletim e blog do nosso Clube de Política de Alcácer do Sal demos, na altura, realce a esse acto eleitoral por acharmos de todo o interesse para Alcácer, que a vida política seja cada vez mais participada, aberta e concorrida e é, sem dúvida, o PS -partido largamente maioritário em Alcácer- que tem que assumir sem hesitações, com determinação e sabedoria, a liderança política do concelho. Foi com o objectivo de contribuir também, para esse desiderato que nasceu o nosso Clube de Política de Alcácer do Sal. Aqui estamos para prestar com humildade e afinco a ajuda que nos for possível. Ao PS cabe definir um desígnio de desenvolvimento para Alcácer e liderar politicamente o percurso.

-------------------------------------------------------------------------------------A POSIÇÃO DO CLUBE DE POLITICA
EM RELAÇÃO À POSIÇÃO DA LISTA B


O CLUBE DE POLITICA DE ALCÁCER DO SAL entende:

1. Está criada no PS concorrência pela liderança.

2. Isso é salutar, pois a concorrência promove a eficiência e é, em ambiente de competitividade, que mais se evolui. Por isso, o momento que o PS vive é positivo.
Em nenhum dos outros partidos de Alcácer, se vislumbra uma tal vitalidade. Ninguém sabe como e quando, nesses partidos, são escolhidas as lideranças, com que programas, quem lidera e em direcção ao quê...

3. Mas essa competitividade não deve ter motivações secundárias, nem a energia militante gasta em combates pessoais ou na luta por mesquinhos interesses de poder. Deve sim, assentar no dever partidário e no interesse do partido e de Alcácer. Deve servir para abrir, fortalecer, unir e dinamizar mais o partido e deve ter subjacente, uma estratégia para o desenvolvimento do concelho, a qual enformará a estratégia partidária, pois ao partido interessa o que interessa ao concelho.

4. O Clube de Política deseja que este problema dentro do PS se ultrapasse rapidamente, para bem do Partido e de Alcácer e que esta divisão seja transformada numa crise de crescimento, que contenha aprendizagem e venha contribuir para uma maior maturidade e energia política.

5. Importa que todos os militantes tomemos consciência, que o nosso Partido tem hoje, uma missão histórica em Alcácer, para a qual temos de saber estar à altura.
A CDU não serve os tempos actuais de modernidade, democracia, competitividade e coesão social, por isso não serve a Alcácer.
O PS não pode, portanto, fugir ao apelo que esta terra hoje nos lança, de sábia liderança política, para se poder tirar todas as vantagens económicas e sociais que este surto de crescimento empresarial, que agora apitou, potencializa. Para se saber combater os efeitos negativos que esse surto também vai trazer e garantir uma melhor solidariedade e coesão com os mais necessitados.

5. Por isso, à direcção do partido exige-se que, sem demora, aposte no fortalecimento e dinamização do partido, gizando e implementando uma estratégia ousada, à altura do momento histórico que Alcácer vive, por via do "boom" turístico que arrancou na nossa terra e que vai arrastar indústria, comércio e serviços, revolucionando de forma incontornável, o concelho, demonstrando assim, aos militantes e à sociedade, que o PS é o partido que merece continuar a ter a escolha dos eleitores, porque sabe traçar e liderar politicamente, um desígnio para Alcácer e estar à altura das exigências que o desenvolvimento e a modernidade hoje lhe impõem.
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A sessão de tomada de posse iniciou-se pelas 21h30m e a mesa foi ocupada por João Massano (presidente da CP, reeleito) Augusto Santos Silva (Ministro dos Assuntos Parlamentares) Deputado Alexandre Rosa e Duarte Lince Faria (Presidente da Assembleia Municipal). Mais tarde ocuparam o seu lugar na mesa, Vítor Ramalho (Presidente da Federação do PS/Setúbal) e Pedro Paredes (Presidente da Câmara de Alcácer) que só puderam chegar àquela hora porque estiveram a participar numa reunião com o Primeiro Ministro, informaram.

A sessão foi aberta por João Massano que empossou a Comissão Política. Chamou à mesa para assinarem: Luís Vizinho; José Clemente (ausente);Célia Mendes; Mauro Félix (ausente);Hélder Moutinho; Rita Rito (ausente); Nuno Martins; Eduardo Mira (ausente); Ana Massano;Edgar Costa (ausente); José Domingos Costa; Katia Santos(ausente); Rodolfo Neves; Joaquim Rosa (ausente)

Os membros ausentes que não tomaram posse, são os membros da lista B. Declararam-nos que a sua atitude de não comparecerem à posse se ficou a dever ao facto de não terem obtido resposta a carta que enviaram ao Secretário Geral do Partido e ao Presidente da Federação, onde denunciaram alegadas irregularidades no acto eleitoral de 7 de Março e que segundo eles terão prejudicado a lista B, que perdeu por 5 votos.

Em concreto, tal como já foi publicado em diversa impren-sa, acusam a lista A de ter "viciado as eleições" (e por isso não ser a vencedora) dizendo que João Massano pagou "quotas em massa, a militantes que tinham cinco anos de quotas em atraso" para poderem votar. E falam da apresentação por parte da lista A de uma "assinatura falsificada numa declaração de aceitação de candidatura".

Os membros da lista B eleitos para a Mesa da Assembleia Geral, Secretariado da Secção e Comissão Política Concelhia entendem que aquelas acusações, que fazem ao acto eleitoral, são motivo para os órgãos de cúpula do partido tomarem posição e entendem, também, que o facto de o não fazerem justifica a sua tomada de posição em não aceitarem ser empossados no cargo para que foram eleitos. Dizem que não tomarão posse naqueles órgãos, enquanto não for clarificada aquela situação.

Quero colocar Alcácer no lugar que merece

Logo após ter dado posse aos eleitos presentes, João Massano leu um discurso em que, parafraseando Salgado Zenha, "tenho um sonho para Portugal" prometeu dinamizar o partido e disse querer "pôr Alcácer no lugar que merece" falando de modernidade, maior participação política e dum PS centro do debate local.

A política miserabilista da CDU

Seguiu-se como orador Vitor Ramalho, que depois de explicar que chegara atrasado porque estivera numa reunião com o Primeiro Ministro acompanhado da Governadora Civil, e presidentes das Câmaras de Alcácer, Montijo e Grândola, em que foram tratados assuntos de interesse para a região, fez interessante análise ao desenvolvimento que o distrito de Setúbal vai sofrer e como de distrito problema, onde reina a politica miserabilista da CDU, em boa parte responsável pela actual situação, vai transformar-se em motor de desenvolvimento nacional. Realçou, ainda, a importância para o Alentejo Litoral, em que a Câmara de Alcácer se mantenha PS. para se ter maioria na AMLA.

Brevemente publicaremos uma entrevista com Vitor Ramalho, onde o Presidente da Federação vai explanar o seu pensamento para o desenvolvimento do distrito.
Seguiu-se o Ministro Santos Silva que disse que vinha falar de futuro e não de passado, que esse fora mesmo o pedido que lhe fizera Vitor Ramalho. Lembrou que a partir de outubro entramos num ano de eleições, quatro se farão: as das regiões autónomas em outubro do presente ano, as europeias em março de 2009 e em outubro do mesmo ano, as autárquicas e as legislativas. O objectivo do PS é ganhá-las a todas.

O Doido que Governa a Madeira

Fez uma comparação entre a governação dos Açores (PS) e a da Madeira de João Jardim (a quem se referiu como "o doido que governa a Madeira") para mostrar a diferença de qualidade democrática e do funcionamento democrático das instituições. Frisou que na Madeira há um jornal diário do Governo com distribuição gratuita, que faz concorrência aos demais. Que nos Açores os cidadão podem fazer petições ao Governo. Que ao contrário da Madeira, nos Açores há limitação de mandatos para órgãos de governação e há as incompatibilidades dos cargos políticos tal como no continente

O PS é o melhor partido na U.E,

Sobre as europeias disse que o PS é o melhor partido na UE, completamente sintonizado com a filosofia da União "democracia, paz, desenvolvimento". e a prova está na autoria do tratado de Lisboa.

Sobre as autárquicas subscreveu as palavras do orador que o antecedeu -Vitor Ramalho (na entrevista que publicaremos o leitor poderá apreciar o pensamento do Presidente da Federação sobre as autárquicas)

E sobre as legislativas disse que o PS pede de novo, maioria absoluta para que possa governar sem ter de fazer alianças com outros partidos.

Já conseguimos o menor défice dos últimos 30 anos .

Falou depois, do trabalho do Governo PS que está à vista: a crise orçamental está resolvida. De cerca de 7% de défice quando em 2005 o PS iniciou a governação passou a 2,6% em 2007 e a previsão para 2008 é descer para 2,2%. É o menor défice dos últimos 30 anos. O défice foi assim recuperado para nível inferior aos 3% com um ano de avanço em relação ao compromisso europeu. Mais uma vez se prova que o PS é o partido que sabe recuperar défices. Por três vezes foi necessário recuperar o défice e foi ao PS que coube tal tarefa: em 1976 e 1983 com Mário Soares e agora com Sócrates.

O crescimento económico já está em 1,9.
E o investimento estrangeiro vai fazer-se notar em grande


Falou de seguida, do crescimento económico actual, que embora ainda medíocre, já é 3 vezes superior ao crescimento registado no período do PSD, situando-se em 1,9% do PIB. Garantiu que a acção de cativação de investimento estrangeiro que o Governo está a desenvolver, brevemente se vai fazer notar em grande. E não é apenas no sector do turismo mas também na indústria pesada, área energética e investimento público infraestrutural. A propósito frisou que está estabelecido o calendário para a construção dos aeroportos de Alcochete e de Beja, do comboio de alta velocidade, da 3ª travessia do Tejo podendo-se, por isso, contabilizar as perspectivas que esses empreendimentos abrem.
Foram adoptadas novas políticas sociais, visando uma maior solidariedade com as camadas sociais mais vulneráveis, de maior risco de exclusão.
O essencial dos compromissos assumidos em 2008 estão cumpridos. E mesmo o desvio do Iva será cumprido assim a conjuntura internacional não pregue uma surpresa.

O TIBETE

PC

Passou a referir-se aos outros partidos .
"Na Assembleia um voto do PS para que no Tibete, a China respeite os direitos fundamentais e que por sua vez os tibetanos que se manifestem, não deixem de o fazer pacificamente", recebeu, imediatamente, o voto contra do PC. partido que recusa a U E. e tem uma concepção diametralmente oposta à U E.
Partido alinhado com Cuba, mas recusa a sociedade tipo França ou Alemanha

B E

Anda o Governo PS com tanto esforço a cativar investimento estrangeiro e o Bloco de Esquerda trata esses investidores como "ladrões"

PSD

Nós somos diferentes do PSD, quer na questão do divórcio, quanto às privatizações, no que concerne à Segurança Social.

CDS

O CDS é pela lavoura. Nós somos pela agricultura. Se cobramos impostos o CDS diz que estamos a "sacanear" os contribuintes.

Nunca se melhorou tanto a solidariedade

Referiu o que o Governo já fez no que concerne à igualdade de oportunidades referindo que a Segurança Social se tornou mais sustentável. Que o sistema de pensões está a acompanhar o custo de vida Foi reforçado o sistema de solidariedade da Segurança Social. O Orçamento do Estado para 2007 foi reforçado em 1.2 milhões de euros para complemento de pensões.
Foram reforçados os subsistemas acção social e solidariedade. Incrementaram-se políticas sociais dirigidas aos grupos de maior risco ou menor rendimento ou mais vulneráveis. Criou-se maior solidariedade com os idosos maiores de 65 anos com baixos rendimentos. Criou-se o abono pré natal para mulheres grávidas (de que vai beneficiar o ilustre Presidente agora empossado - referiu em aparte) melhorou-se o apoio a famílias numerosas ou mono parentais.
A propósito de subsídios referiu-se à mentalidade que vê o Estado de um lado como se fosse uma caixa multibanco e os cidadãos do outro, a sacar a caixa, para dizer que o Estado somos todos nós e importa que todos geremos oportunidades.

O PS é a maior referencia de estabilidade e credibilidade

O PS é a maior referencia de estabilidade e credibilidade e interrogou: que credibilidade oferece o PSD quando o seu Presidente recentemente junto à fronteira com a Espanha prometeu que, com ele, o IVA ia para o nível de 16%, como em Espanha.
No norte industrial prometeu IRC à taxa 0 para novas empresas.
No litoral centro promete que nenhum serviço publico será fechado.

Presidente do PSD não tem credibilidade

Vai à Madeira dizer que é contra mais uma ponte sobre o Tejo, para quando chega a Lisboa dizer que é pela nova ponte mas só se for de Algés para a Trafaria.
Os eleitores não poderão olhar senão de lado, para um político assim.
Por isso o PS é o porta bandeira da modernização, da esquerda progressista, do avanço na economia, na educação e na cultura portuguesa.
Referiu as reformas administrativas já conseguidas, que tinham de ser feitas e houve a coragem de fazê-las, porque Portugal não pode ser o pais do pântano ou da choça, como definia Eça de Queiroz

Luta Social

Infletiu para as mistificações sindicais com Jerónimo de Sousa a aparecer à frente das manifestações, atitude que não pode deixar de ser reprovável. O PCP usa os trabalhadores para a sua agenda politica. Verificou-se com a manifestação de professores, logo que viram que tinham marcado os pontos da agenda, abandonaram as pessoas. Boa parte dessas pessoas sente-se atraiçoada e dão, agora, razão à Ministra

Seguiram-se as intervenções do público

O 1º interveniente foi José Domingos, actual líder da secção do Torrão do PS.
Referiu que as politicas do Governo são boas mas que prejudicam as autarquias. Falou de certas dificuldades do Executivo de Alcácer, referindo que também é a primeira vez que governa e apelou a Pedro Paredes para ter atenção a uma estratégia comum de retaguarda e que deve haver um propósito comum, que é o de levar o concelho para a frente.
Frisou que se o PS perder a próxima eleição autárquica que perca bem.
"Eu perdi bem, foi contra Rogério de Brito, dignifiquei o partido"
É preciso sentar, discutir, ser aberto e termos as portas abertas a nível central.
Expressou que este concelho é rural e por isso os investimentos turísticos podem não ter muito impacto na população. Falou do CREN, de que tudo se resolve em Évora e que esta nossa ligação a Setúbal nos divide. Que Alberto Antunes sabia lidar muito bem com essa situação.

Humberto Daniel

Defendeu a necessidade do nosso partido não ser "boys for the job, que foi uma expressão que nós usamos para outros partidos
Disse que a reforma da Administração Pública criou anti corpos em muitos dos nossos militantes e simpatizantes. Defendeu uma maior dinâmica partidária.
E considerou que foi um erro o encerramento do hospital de Vendas Novas.

Catarina Marcelino


Defendeu a paridade e igualdade para dizer que é importante cumprir a quota de 1/3 de mulheres nas eleições. Deu o exemplo do governo Sapatero em que são 9 ministras e 8 ministros. (e é mulher o ministro da Defesa, acrescentamos nós)
"É importante dar esse salto nas autarquias"

Duarte Faria

Reivindicou a construção da nova Escola Secundária
dizendo que o Sec Estado tem de cumprir o que vinculou por protocolo com a Câmara e manifestou-se solidário com as palavras de Humberto Daniel

Pedro Paredes

O Presidente da Câmara, saiu do lado de João Massano,em que se encontrava, para dar volta à mesa e cumprimentar Massano de frente, felicitando-o pela vitória e desejando que ele faça bom trabalho, do que não duvida, disse, a avaliar pela boa organização daquele acto de posse.
Justificou o seu atraso àquele acto, porque tivera reunião com o 1º Ministro - a segunda reunião - e continua muito bem impressionado com ele, pois se interessa muito por esta região. Portanto temos homem, disse.

Santos Silva

Na resposta o Ministro mostrou não acreditar que o povo português seja masoquista, a ponto de não concordar com o Governo mas nas sondagens expressar que vai votar PS. Lembrou que tirando um curto período de tempo a seguir às eleições autárquicas, em que as sondagens deram quebra ao PS e na altura que o jornal Público deu uma facada pelas costas a Sócrates, o PS sempre tem liderado as sondagens.
Concordou com a paridade, dizendo que o PS tem de cumprir a relação mínima de 1/3 de mulheres nas listas
Disse que é norma do PS. recandidatar quem está nas autarquias e falou do caso do Porto, onde na passada eleição não quiseram a candidata certa, Elisa Ferreira, que ganhava. Agora já a querem mas vai concorrer em condições muito mais difíceis, opinou.

29/04/08

BlOG ALCÁCER DO SOL TEM MEDO DO SOL

O Toldo


Vem isto a propósito do toldo que cobre a venda do camarão no largo Luís de Camões.

Com o título "arquitontices" escreve o blog Alcácer do Sol um longo artigo com 5 fotos sobre um toldo. E diz nesse artigo, que a "construção" do toldo foi por eles acompanhada em vários artigos.

Ao fazer-se uma vista no seu blog lá vêm mais fotos para medição de buracos.

Apesar de estarmos concentrados nas questões importantes do concelho, nas linhas mestras do nosso desenvolvimento, por acaso tínhamos reparado no toldo. E achá-mo-lo leve, melhor conseguido que o seu vizinho que cobre os táxis.

Veja-se o que escreveu o blog Alcacer do Sol:

"o toldo apenas protege do sol uma pequena parte do local da venda de camarão!
O "barco" tem 7 lugares de venda (atendendo às divisórias instaladas).
Dos 7 lugares, 4 estavam ao sol. Ou seja, 57% dos lugares não estavam à sombra.
Do qual resulta a inevitável pergunta: para que servirá então o toldo? uma vez que não impede a exposição solar directa?
Note-se que a hora a que as fotografias foram tiradas não é a mais crítica. Esta era a situação por volta das 3 horas da tarde. Com o passar do tempo o sol vai baixando e a sombra vai diminuindo...
Fomos à descoberta da razão de ser desta arquitontice. Estas foram as hipótese identificadas:
hipótese 1- para proteger da chuva
mas para isso não dá pois o toldo é perfurado...e com um pouco de vento a chuva também entra por ali a dento...
hipótese 2- para esconder a igreja
mas isso não dá porque ainda se consegue ver a ponta da torre...
hipótese 3- para tapar a bonita ponte metálica, agora em reparação sob responsabilidade das Estradas de Portugal. Isso até é possível, mas apenas em determinados ângulos. Por isso também não deve ser essa a razão...
Resta-nos a última hipótese.
Provavelmente o toldo servirá para dar apoio à instalação dum sistema refrigerado para acondicionamento dos alimentos, assim como a existência de água corrente para lavar (pelo menos) as mãos, assim como...
Bem, tudo aquilo que é fundamental para proteger a saúde pública, defender o consumidor e dignificar a actividade de todas as pessoas que ali trabalham.
Pena é que, ao ritmo que a Câmara executa qualquer coisinha, ainda vamos ter que esperar pelo próximo Presidente para ver isto feito!"


Perante este tão exaustivo e talentoso trabalho do blog Alcácer do Sol, acerca de um toldo, ficámos a duvidar da nossa inteligência. Se calhar este toldo não é um toldo ou então comporta razões que a razão desconhece, pensámos! E, prudentemente, fomos consultar renomeados especialistas das matérias estudadas pelo Alcácer do Sol, naquele toldo.

Assim:

1. Fomos pedir ao maior matemático vivo de Alcácer, de nome Nuno Santana, se estava certa a percentagem de 57% de sol (4 dos 7 lugares) que preocupado em esclarecer com rigor matemático, os alcacerenses, laboriosamente, aquele blog, havia calculado.
E estava! Nuno Santana fez-nos o cálculo de cabeça: "4 em 7 dá 57%, por arredondamento para trás". Parabéns então, porque sabem achar percentagens.

Mas, por mais que queiramos ser benévolos na apreciação deste tão laborioso e meritório trabalho, do Alcácer do Sol, não se pode aceitar que imediatamente a seguir àquela %, tão bem calculada apesar da dificuldade do exercício (!) coloquem ao leitor a pergunta: "Do qual (percentagem) resulta a inevitável pergunta: para que servirá então o toldo? uma vez que não impede a exposição solar directa?"

Porque essa conclusão não nos cheirou bem, pensámos: não haverá aqui malandrice? Não estarão, a partir de uma meia verdade, a fazer uma mentira?
Metemos então, pernas ao caminho e fomos até ao largo da Câmara para, desta vez, pedirmos os préstimos do nosso maior matemático de todos os tempos e homem de espiríto filosófico – Pedro Nunes, em estátua. Sem hesitação disse-nos que era falacioso a conclusão, porque, segundo ele, se 57% estava ao sol 43% estava à sombra pelo que o que se podia deduzir era que o toldo impedia a exposição solar directa em 43%. Fizemos uma vénia respeitosa a Pedro Nunes e fomos rever o toldo que de novo achamos leve, bem conseguido! Pelo caminho solidificámos a nossa posição: não podem restar dúvidas. É em Pedro Nunes que temos de acreditar.

Mas lembrámos, de repente, que ainda tinha sido escrito algo mais sobre o notável toldo! Corremos então ao PC (o computador) e lá estava: "Esta era a situação por volta das 3 horas da tarde. Com o passar do tempo o sol vai baixando e a sombra vai diminuindo..."

Será?

Fomos então à consulta de um grande físico da capital e que até trabalha nos serviços meteorológicos e que por acaso até se chama sol. Fernando Sol Caminha. E o Fernando, de facto, confirmou-nos que o sol caminha. E disse-nos que na verdade, com o passar do tempo o sol vai baixando (porque era de tarde!) e a sombra pode de facto, ir diminuindo.

Mas o estudo não ficou por aqui.

Porque certos de que de uma arquitontice se tratava foi o blog Alcácer do Sol à descoberta da razão de ser do toldo. E colocaram hipóteses, assim:

Na hipótese 1 a chuva não dá, dizem. E ainda há que contar com o vento. (já tinham medo ao Sol, agora têm medo ao vento!) e ao menos que não nos vieram com medições "ao vento" se não. lá nos faziam ir à procura de aparelhómetros de medir vácuos e corridas de ar para os ocupar!

Na hipótese 2 esconderam a Igreja mas pouparam a torre, deve ter sido por respeito cegonhal!

E na hipótese 3 taparam a bonita ponte metálica mas concluíram que só em certos ângulos o conseguiam e, ainda assim, só parcialmente.

Hum…voltámos a desconfiar. Esta dos ângulos…

Fomos então às páginas amarelas à procura de um homem de ângulos, mas não encontrámos. Serviu-nos um especialista de astros e lá fomos até ao seu "estaminé". Mostrou-se muito conhecedor da matéria, já tinha trabalhado na NASA e tudo… Pois desfez-nos imediatamente as nossas dúvidas. Confirmou-nos ali, preto no branco, que conforme os ângulos surge a tapagem. Aquele cientista até nos ensinou os eclipses, explicou-nos os totais e os parciais (entendemos então à saciedade, a tapagem parcial da ponte…) e, deu-nos, até, uns desenhos (dúzia e meia) para que os entregássemos ao Alcacer do Sol para que se inspirem ainda mais e façam um trabalho ainda mais aturado, quiçá uma tese com direito a livro e tudo, com um título, por exemplo:

"como uma arquitontice faz um toldo tapar uma ponte, uma igreja sem que tape sol, chuva ou vento."

Ou então:

"Não Votes PS.
Quem não sabe de toldos
o voto não merece"


Nós indagámos o Mestre: mas estes desenhos que nos dá para entregar no blog, não têm toldo!

O toldo que o ponham eles, respondeu O Mestre.

Nota: não publicamos aqui os desenhos pq são muitos.

Na hipótese última acham que o toldo será para:
"Provavelmente o toldo servirá para dar apoio à instalação dum sistema refrigerado para acondicionamento dos alimentos, assim como a existência de água corrente para lavar (pelo menos) as mãos, assim como...
Bem, tudo aquilo que é fundamental para proteger a saúde pública, defender o consumidor e dignificar a actividade de todas as pessoas que ali trabalham."


Ora bem, aqui é que se começa a perceber que O Alcacer do Sol terá alguma ideia de como deveria, na sua opinião, aquele local ser tratado pela Câmara. Instalação de sistema refrigerado, água corrente para lavar mãos, pés e mais e assim como….

Assim como o quê? Não dizem o que seria o como… Porque não dizem? Terão medo à ASAE?

E como estamos no toldo não queremos deixar de dar alguma opinião. A cor verde, igual ao vizinho toldo dos táxis talvez tivesse sido melhor opção.

E ao colega blog Alcácer do Sol gostaríamos de dizer que toldos e buracos também têm interesse, mas que há muita coisa mais importante em que nos deveremos concentrar.
Chamamos o Blog Alcacer do Sol para vir para um debate político de 1ª divisão, onde tratemos o que é relevante para o concelho e que abandonem essa fixação no "bota abaixo", contra tudo o que a Câmara faz.
Alcácer precisa de mais e melhor!

28/04/08

Faleceu João Bico

Foi a sepultar, hoje pela manhã, o Sr. João Augusto Dimas Correia Bico,
que era Comandante do Quadro de Honra do Corpo de Bombeiros de Alcácer do Sal.
Faleceu ontem, vítima de doença prolongada.
Foi destacado militante do Partido Socialista em Alcácer do Sal.
O Clube de Política de Alcácer do Sal, presta aqui a sua homenagem a João Bico e apresenta pêsames à família.

25/04/08

O BLOG ALCACER DO SOL TEM NO AR, SONDAGEM TENDENCIOSA


O blog Alcacer do Sol tem no ar, ainda por mais 12 dias, uma sondagem, de todo tendenciosa, que já conta com 95 votantes.

Vejamos como é tendenciosa: o tema em análise é a contratação, pela Câmara, a uma empresa de Lisboa, de de um estudo de enquadramento estratégico, ao custo de 110.000 euros.
A pergunta é a seguinte:
"em sua opinião, ao contratar uma empresa de Lisboa para fazer o estudo de enquadramento estratégico de Alcácer, o executivo camarário demonstrou que:

.não tem ideias válidas
.não sabe planear
.não consegue executar
.é incompetente
.é genial "

1. O blog inseriu, há dias, um longo artigo para explicar o tema em que incide a sondagem e que nos parece suficientemente esclarecedor. Não é por aí, portanto, que vai o nosso reparo.
Aliás, até poderemos estar de acordo, em boa parte, com o Alcácer do Sol quanto a reparos a este estudo.

2. O problema está nas perguntas que são feitas.
Repare o leitor, que das 5 perguntas feitas, 4 são em desfavor da Câmara e apenas uma é a favor. E, mesmo esta não lembraria ao diabo, fazê-la.Pasme-se: "É genial?".
Pois algum votante, em consciência, poderia alguma vez, considerar genial a contratação de um pequeno estudo a um Gabinete de Lisboa? Por isso, pretendeu-se colocar o votante numa posição que,em consciência, nunca poderia votar a favor da Câmara porque não lhe é oferecida nenhuma alternativa motivadora. No entanto a sondagem já leva uma boa % de votantes no "genial", o que não pode representar outra coisa senão, a de que os votantes que queriam votar a favor da Camara, ao aperceberem-se do truque alí expresso, não desistiram e foram pelo genial.

As perguntas teriam de ser do estilo:

.demonstra ideias válidas?
sim
não

.mostra saber planear?
sim
não

.mostra saber executar?
sim
não

(esta pergunta parece-nos decabida porque a encomenda de um estudo apenas revela planeamento e não execução.)

.mostra competência?

sim
não


Não se sabe que conclusão é que O Blog vai tirar, daqui a 12 dias, quando o inquérito terminar.
Admitamos que o genial vence. Nesse caso o acto de encomendar um estudo a um gabinete de Lisboa é, para os alcacerenses afinal, coisa genial. Pasme-se! Lá teria que se concluir que os alcacerenses são uns "deslumbrados" que acham que encomendar um estudo a Lisboa é o "máximo"
Por outro lado, certamente, o blog vai somar as respostas das 4 primeiras perguntas pois elas são do mesmo teor, revelando todas imcompetência da Câmara.

Meus SRS. Isto não é sério. Faça-se crítica à Câmara (com as críticas é que se melhora e não com os elogias) mas seja-se sério na acusação. Não se seja demagógico e se baralhe o eleitorado.
E o proprietário do Blog até sabe fazer melhor. Pois que faça. Alcácer precisa de mais e melhor.
Cuba


Ministros estão a perder fervor revolucionário


Acaba de ser demitido o ministro da Educação de Cuba porque ele perdeu sua "consciência revolucionária", além de atribuir a si, méritos coletivos e abusar de viagens para países estrangeiros, disse o ex-líder Fidel Castro em um texto publicado na quarta-feira na imprensa local.
A substituição de Luis Ignacio Gómez foi anunciada na terça-feira pela imprensa oficial, sem mais explicações.

Fidel Castro, doente e substituído em Fevereiro por seu irmão Raúl, disse num artigo publicado no jornal Granma, publicação do Partido Comunista, que Gomez "tinha perdido a energia e a consciência revolucionária".

Fidel disse ainda, que o ex-ministro viajou ao exterior mais de 70 vezes nos últimos 10 anos, sempre com o pretexto da cooperação internacional de Cuba", escreveu.

Fidel Castro também criticou Gómez por atribuir a si méritos que, segundo o ex-presidente, eram coletivos.

"Por este e outros motivos, não se tem confiança nele; mais claro ainda: confiança nenhuma", acrescentou Fidel.

Gómes estava há quase 18 anos no cargo.

24/04/08

Comemorações do 25 de Abril


Em Alcácer é o fogo de artifício lançado à noite, entre as pontes, que constitui o momento alto das comemorações. É um espectáculo de arte e cor e atrai milhares de pessoas à marginal da cidade.




A Revolução do 25 de Abril de 1974


antecedentes

Na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926, foi implementado em Portugal um regime autoritário de inspiração fascista. Em 1933 o regime é remodelado, auto-denominando-se Estado Novo e Oliveira Salazar passou a controlar o país, não mais abandonando o poder até 1968, quando este lhe foi retirado por incapacidade, na sequência de uma queda em que sofreu lesões cerebrais. Foi substituído por Marcelo Caetano que dirigiu o país até ser deposto no 25 de Abril de 1974.
Sob o governo do Estado Novo, Portugal foi sempre considerado uma ditadura, quer pela oposição, quer pelos observadores estrangeiros quer mesmo pelos próprios dirigentes do regime. Formalmente, existiam eleições, mas estas foram sempre contestadas pela oposição, que sempre acusaram o governo de fraude eleitoral e de desrespeito pelo dever de imparcialidade.
O Estado Novo possuía uma polícia política, a PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado), uma evolução da ex-PIDE (Polícia de Investigação e Defesa do Estado), mais tarde DGS (Direcção-Geral de Segurança), que perseguia os opositores do regime. De acordo com a visão da história dos ideólogos do regime, o país manteve uma política que considerava a manutenção das provincias ultramarinas, numa altura em que alguns países europeus iniciavam os seus processos de alienação progressiva das suas colónias. Apesar da contestação nos fóruns mundiais, como na ONU, Portugal manteve uma política de força, tendo sido obrigado, a partir do início dos anos 60, a defender militarmente as colónias contra os grupos independentistas em Angola, Guiné e Moçambique.
Economicamente, o regime manteve uma política de condicionamento industrial que resultava no monopólio do mercado português por parte de alguns grupos industriais e financeiros (a acusação de plutocracia é frequente). O país permaneceu pobre até à década de 1960, o que estimulou a emigração. Notou-se, contudo, um desenvolvimento económico a partir desta década.

A Guerra do Ultramar, um dos precedentes para a revolução
O mito do "orgulhosamente sós"

Nos inícios dos anos 1970 o regime autoritário do Estado Novo continuava a pesar sob Portugal. O seu fundador, António Oliveira Salazar, foi destituído em 1968 por incapacidade e veio a falecer em 1970, sendo substituído por Marcelo Caetano na direcção do regime. Qualquer tentativa de reforma política foi impedida pela própria inércia do regime e pelo poder da sua polícia política (PIDE). O regime exilava-se, envelhecido num mundo ocidental em plena efervescência social e intelectual de finais de década de 60, obrigando Portugal a defender pelas forças das armas o Império Português, instalado no imaginário dos ideólogos do regime. Para tal, o país viu-se obrigado a investir grandes esforços numa guerra colonial de pacificação, atitude que contrastava com o resto das potências coloniais que tratavam de assegurar-se da saída do continente africano da forma mais conveniente.
O contexto internacional não era favorável ao regime salazarista/marcelista. Com o auge da Guerra Fria, as nações dos blocos Capitalista e Comunista apoiaram e financiaram as guerrilhas das colónias portuguesas, numa tentativa de as atrair para a influência americana ou soviética. A intransigência do regime e mesmo o desejo de muitos colonos de continuarem sob o domínio português, atrasaram o processo de descolonização por quase 20 anos, no caso de Angola e Moçambique. Ao contrário de outras Potências Coloniais Europeias, Portugal mantinha laços fortes e duradoros com as suas colónias africanas. Para muitos portugueses um Império Colonial era necessário para um poder e influência contínuos. Contrastando com Inglaterra e França, os colonizadores portugueses casaram e constituíram família entre os colonos nativos. Apesar das constantes objecções em forúns nacionais, como a ONU, Portugal manteve as suas colónias como parte integral de Portugal, sentindo-se portanto obrigado a defendê-las militarmente de grupos armados de influência comunista, particularmente após a anexação unilateral e forçada dos inclaves portugueses de Goa, Damão e Diu, em 1961. Em quase todas as colónias portuguesas africanas – Moçambique, Angola, Guiné, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde – surgiram movimentos independentistas, que acabaram por se manifestar sob a forma de guerrilhas armadas. Excepto no caso da Guiné, estas guerrilhas foram facilmente contidas pelas forças portuguesas, apesar dos diversos embargos ao armamento militar fornecido a Portugal. No entanto, os vários conflitos forçaram Salazar e o seu sucessor Caetano a gastar uma maior parte do orçamento de Estado na administração colonial e despesas militares, sendo que cedo Portugal viu-se um pouco isolado do resto do Mundo Após a ascensão de Caetano ao poder, a guerra colonial tornou-se num forte motivo de discussão e num assunto muito focado por parte das forças anti-regime. Muitos estudantes e manifestantes contra a guerra terão sido forçados a abandonar o país para escapar à prisão e tortura. Economicamente, o regime mantinha a sua política de Corporativismo, o que resultou na concentração da economia portuguesa nas mãos de uma elite de industriais. No entanto, a economia crescia fortemente, especialmente após 1950 e Portugal foi mesmo co-fundador da EFTA, OCDE e NATO. A Administração das colónias custava a Portugal um aumento percentual anual no seu orçamento e tal contribuíu para o empobrecimento da Economia Portuguesa, pois o dinheiro era desviado de investimentos infraestruturais na metrópole. Até 1960 o país continuou relativamente frágil em termos económicos, o que estimulou a emigração para países em rápido crescimento e de escassa mão-de-obra da Europa Ocidental, como França ou Alemanha principalmente após a Segunda Guerra Mundial. Para muitos o Governo português estava envelhecido, sem resposta aparente para um mundo em grande mudança cultural e intelectual.
A guerra colonial gerou conflitos entre a sociedade civil e militar, tudo isto ao mesmo tempo que a fraca economia portuguesa gerava uma forte emigração. Em Fevereiro de 1974, Marcelo Caetano é forçado pela velha guarda do regime a destituir o general António Spínola e os seus apoiantes, quando tentava modificar o curso da política colonial portuguesa, que se revelava demasiado dispendiosa para o país. Nesse momento, em que são reveladas as divisões existentes no seio da elite do regime, o MFA, movimento secreto, decide levar adiante um golpe de estado. O movimento nasce secretamente em 1973 da conspiração de alguns oficiais do exército, numa primeira fase unicamente preocupados com questões de carreira militar.

Preparação do Golpe

A primeira reunião clandestina de capitães foi realizada em Bissau, em 21 de Agosto de 1973. Uma nova reunião, em 9 de Setembro de 1973 no Monte Sobral (Alcáçovas) dá origem ao Movimento das Forças Armadas. No dia 5 de Março de 1974 é aprovado o primeiro documento do movimento: "Os Militares, as Forças Armadas e a Nação". Este documento é posto a circular clandestinamente. No dia 14 de Março o governo demite os generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de Vice-Chefe e Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, alegadamente, por estes se terem recusado a participar numa cerimónia de apoio ao regime. No entanto, a verdadeira causa da expulsão dos dois Generais foi o facto do primeiro ter escrito, com a cobertura do segundo, um livro, "Portugal e o Futuro", no qual, pela primeira vez uma alta patente advogava a necessidade de uma solução política para as revoltas separatistas nas colónias e não uma solução militar. No dia 24 de Março a última reunião clandestina decide o derrube do regime pela força.


Movimentações militares durante a Revolução



No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.
Às 22h 55m é transmitida a canção "E depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa, emitida por Luís Filipe Costa. Este foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas e que desencadeou a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.
O segundo sinal foi dado às 0h20 m, quando foi transmitida a canção "Grândola Vila Morena", de José Afonso, pelo programa Limite, da Rádio Renascença, que confirmava o golpe e marcava o início das operações. O locutor de serviço nessa emissão foi Leite de Vasconcelos, jornalista e poeta moçambicano.
O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada.
No Norte, uma força do CICA 1 liderada pelo Tenente-Coronel Carlos Azeredo toma o Quartel-General da Região Militar do Porto. Estas forças são reforçadas por forças vindas de Lamego. Forças do BC9 de Viana do Castelo tomam o Aeroporto de Pedras Rubras. Forças do CIOE tomam a RTP e o RCP no Porto. O regime reagiu, e o ministro da Defesa ordenou a forças sedeadas em Braga para avançarem sobre o Porto, no que não foi obedecido, já que estas já tinham aderido ao golpe.
À Escola Prática de Cavalaria, que partiu de Santarém, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço. As forças da Escola Prática de Cavalaria eram comandadas pelo então Capitão Salgueiro Maia. O Terreiro do Paço foi ocupado às primeiras horas da manhã. Salgueiro Maia moveu, mais tarde, parte das suas forças para o Quartel do Carmo onde se encontrava o chefe do governo, Marcello Caetano, que ao final do dia se rendeu, fazendo, contudo, a exigência de entregar o poder ao General António de Spínola, que não fazia parte do MFA, para que o "poder não caísse na rua". Marcello Caetano partiu, depois, para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil.
A revolução resultou na morte de 4 pessoas, quando elementos da polícia política (PIDE) dispararam sobre um grupo que se manifestava à porta das suas instalações na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa.


O Cravo

O cravo tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974; Com o amanhecer as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, solidários com os soldados revoltosos; alguém (existem várias versões, sobre quem terá sido, mas uma delas é que uma florista contratada para levar cravos para a abertura de um hotel, foi vista por um soldado que pôs um cravo na espingarda, e em seguida todos o fizeram), começou a distribuir cravos vermelhos para os soldados, que depressa os colocaram nos canos das espingardas.


Consequências do Golpe Vitorioso


No dia seguinte, forma-se a Junta de Salvação Nacional, constituída por militares de patente elevada, e que procederá a um governo de transição. O essencial do programa do MFA é, amiúde, resumido no programa dos três D: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.
Entre as medidas imediatas da revolução contam-se a extinção da polícia política (PIDE/DGS) e da Censura. Os sindicatos livres e os partidos foram legalizados. No dia seguinte foram libertados os presos políticos, da Prisão de Caxias e de Peniche. Os líderes políticos da oposição no exílio voltaram ao país nos dias seguintes. Passada uma semana, o 1º de Maio foi celebrado legalmente em comicios e manifestações de rua por todo o país, pela primeira vez em muitos anos. Em Lisboa reuniram-se cerca de um milhão de pessoas.


O PREC (Processo Revolucionário em Curso)

Portugal passou por um período conturbado que durou cerca de 2 anos, comummente referido como PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado pela luta e perseguição politica entre as facções de esquerda e direita. Foram nacionalizadas as grandes empresas. Foram igualmente "saneadas" e muitas vezes forçadas ao exílio personalidades que se identificavam com o Estado Novo ou não partilhavam da mesma visão politica que então se estabelecia para o país.
No Alentejo foram ocupadas, pelas forças comunistas, muitas herdades e até casas dos mais ricos, que haveriam de ser devolvidas anos mais tarde.
No dia 25 de Abril de 1975 realizaram-se as primeiras eleições livres, para a Assembleia Constituinte, que foram ganhas pelo PS. Na sequência dos trabalhos desta assembleia foi elaborada uma nova Constituição, de forte pendor socialista, e estabelecida uma democracia parlamentar de tipo ocidental. A constituição foi aprovada em 1976 pela maioria dos deputados, abstendo-se apenas o CDS.
A guerra colonial acabou e, durante o PREC, as colónias africanas e Timor-Leste tornaram-se independentes.

O 25 de Abril visto 34 anos depois

O 25 de Abril de 1974 continua a dividir a sociedade portuguesa, sobretudo nos estratos mais velhos da população que viveram os acontecimentos, nas facções extremas do espectro político e nas pessoas politicamente mais empenhadas. A análise que se segue refere-se apenas às divisões entre estes estratos sociais.
Existem actualmente dois pontos de vista dominantes na sociedade portuguesa em relação ao 25 de Abril.
Quase todos reconhecem, de uma forma ou de outra, que o 25 de Abril representou um grande salto no desenvolvimento politico-social do país. Mas as pessoas mais à esquerda do espectro político tendem a pensar que o espírito inicial da revolução se perdeu. O PCP lamenta que a revolução não tenha ido mais longe e que muitas das conquistas da revolução foram-se perdendo.
Hoje se questiona a forma como a descolonização foi feita e as nacionalizações revolucionariamente feitas, na sequencia da tentativa de golpe de 11 de Março de 1975 que condicioram sobremaneira (retirando-lhe competitividade) o crescimento de uma economia já então fraca

14/04/08

MASSANO TOMA POSSE HOJE COMO PRESIDENTE DA COMISSÃO POLITICA PS / ALCACER

JOÃO MASSANO QUE VENCEU O ACTO ELEITORAL DO PASSADO DIA 7 DE MARÇO, COM CINCO VOTOS DE VANTAGEM SOBRE A LISTA SUA CONCORRENTE LIDERADA POR JOSÉ CLEMENTE, TOMA HOJE POSSE EM SESSÃO PUBLICA NO SALÃO DA ASSOCIAÇÃO DE SOCORROS MUTUOS ALCACERENSE.
ESTA SESSÃO TERÁ INICIO AS 21 HORAS E É ABERTA AO PUBLICO.
APÓS A TOMADA DE POSSE DA CP, SEGUIR-SE-Á UMA CONFERENCIA SOBRE O MOMENTO POLITICO, EM QUE SERÁ CONFERENCISTA O MINISTRO DOS ASSUNTOS PARLAMENTARES AUGUSTO SANTOS SILVA E QUE CONTA AINDA COM A PRESENÇA DO PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DISTRITAL DE SETUBAL, VITOR RAMALHO.
O PARTIDO SOCIALISTA CONVIDA TODOS OS ALCACERENSES A ESTAREM PRESENTES.